O Culto do Êxtase


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


"Se você não consegue ver além do seu próprio nariz, você só pode culpar a si mesmo. Jogue fora suas obrigações e descubra quão longe você pode ver. Isso parece mesquinho ou vulgar? Ótimo! Pelo menos você saberá que eu vivi quando chegar a hora da morte!"

A maioria das Tradições considera os Cultistas do Êxtase uns derrotados com os olhos cheios de estrelas e a cabeça cheia de drogas. No entanto, eles não percebem o método por trás da loucura aparente do Culto: somente transcendendo todos os limites - sociais, teológicos e até mesmo temporais - podemos realmente ir além das nossas barreiras internas. Outros magos não vêem com bons olhos os assim chamados "vícios" dos Mestres do Tempo, mas os próprios Extáticos percebem que o sexo, dança e drogas são caminhos tradicionais, ainda que arriscados para a transcendência.

O Culto tem uma longa história. Desde buscas visionárias aborígines até orgias Dionísicas, ao longo da história, os místicos procuraram evitar o mundano, alterando suas percepções e, portanto, sua concepção do que é e o que não é real. O próprio Culto surgiu a partir de grupos organizados de Extáticos que buscavam a iluminação através de quaisquer meios que fossem necessários. Através de suas experiências, eles descobriram meios de atravessar as fronteiras do tempo. Essa proeza, aliada à eloqüência de seus membros fundadores, garantiu aos Extáticos uma cadeira no Conselho. Outros magos viam os místikos viajantes (conhecidos naquela época como Profetas de Cronos) com desconfiança, mas ninguém podia negar o sucesso conseguido com seus métodos.

O Tempo é o ponto forte desta Tradição; a própria existência dessa Arte é muitas vezes creditadas aos primeiros Profetas, que olhavam - e às vezes até atravessavam - o fluxo do tempo. Embora outros grupos tenham aceito seus feitos, ninguém conseguiu superar o Culto no domínio absoluto da temporalidade. Muitos Cultistas também são peritos em mágikas de percepção. Normalmente os Extáticos são conhecidos pelo seu olhar distante. A maioria dos leigos atribui isto ao uso excessivo de drogas mas os magos mais criteriosos reconhecem o efeito das visões temporais. Afinal de contas, você também pareceria estar drogado se sempre tivesse visto o passado, presente e futuro como um só.

O Cultista estereotípico tem pouca semelhança com seus antepassados mais respeitáveis; normalmente ele é descuidado, rebelde, insolente com autoridade e está perpetuamente drogado. Na realidade, o hippie esquisito é somente a expressão mais óbvia desta Tradição diversificada. Enquanto os magos mais tradicionais balançam a cabeça diante da "degeneração" do Culto, aqueles que o entendem percebem que qualquer tipo de submissão e ou regulamento vai contra toda a filosofia do grupo - eliminar todas as barreiras em busca do eu superior. O Culto é uma "tradição" apenas no nome; eles estão ligados apenas por uma filosofia e um código de ética comuns.

Por mais estranho que pareça, os magos Extáticos geralmente são responsáveis. Como a maior parte de seu código baseia-se nas paixões sagradas, os atos que violam o eu de uma pessoa - suicídio, assassinato, estupro, vício e outras formas de opressão e autodestruição - são os piores tipos de crimes que existem. Ao contrário da crença popular, o culto como um todo raramente participa da indústria do sexo ou do tráfico de drogas; a exploração realizada por estas "instituições" vai contra a natureza da Tradição. Poucos Cultistas tentarão forçar um Adormecido à despertar. Eles sabem que algumas pessoas devem continuar adormecidas.

O código do Culto enfatiza a liberdade individual, moderada por um responsabilidade para com aqueles que não a entendem. Os Extáticos se harmonizam com as energias interiores da mesma forma que os Irmãos de Akasha e os Verbena. Essas energias são estimuladas com drogas, excitação sexual, música e outras atividades que provocam um estado alterado. A maioria dos Cultistas muda seus "vícios," com freqüência uma vez que qualquer forma de estímulo perde a força com o abuso. A dependência de um determinado vício. ou a superexcitação em geral, significa a ruína dos imprudentes. Os cultistas andam sobre um linha muito tênue.

A música é uma das mais poderosas das ferramentas Extáticas. Ritmos intensos e harmonias complexas liberam e canalizam as paixões interiores sagradas. Poucos Cultistas utilizam a mágika sem algum tipo de recitação, dança, rufar de tambores ou canto. Talvez a maior realização da tradição seja a popularização do rock. Se os pioneiros do Rock-n-Roll eram Despertos ou mortais ainda é motivo de debate, mas ninguém discute a infuência que o Culto teve na diversidade e formas do Rock - ou sua popularidade. Os shows de música, especialmente aqueles que provocam uma grande intensidade de emoção pura, são pontos de encontro comuns dos Cultistas.

Filosofia: Harmonize-se com o canto dentro de você. Estique seus dedos além das grade de sua jaula particular, e eleve-se acima dos limites. Tudo é possível! A vida é um presente, e a maioria dos pobres coitados nunca passa do papel de presente.

Estilo: A mágika do culto tem origem na tentativa de evitar as limitações tanto interiores quanto exteriores. A partir do momento que acredita num conjunto de regras, eles dizem, você deve violá-las para dar um passo adiante em sua iluminação. Esse credo rebelde permite que os magos Extáticos avancem rápida e espetacularmente, embora o Paradoxo abata os descuidados. Suas artes normalmente envolvem a percepção (e a distorção da mesma) através da liberação das paixões sagradas.

Esfera: Tempo

Focos Comuns: Dança, Música, Sexo e sensualidade, drogas (normalmente naturais, não as fabricadas pelo homem), incenso, velas, arte.

Organização: Nômades e anarquistas, os Cultistas do Êxtase vagam pelo mundo à procura de novas emoções e novos adeptos. Shows, reuniões tribais e festivais são os pontos de encontro mais comuns. Os níveis hierárquicos são uma coisa informal; o status é baseado no respeito mútuo. Grandes reuniões são uma coisa incomum e normalmente tratam de assuntos sérios. Embora sejam classificados como irresponsáveis, os magos Extáticos são perfeitamente razoáveis quanto à comparecer a encontros de Capela - desde que haja razão para isso.

Iniciação: Os Candidatos prováveis normalmente recebem uma chance de iluminação, qualquer coisa desde uma busca visionária alucinógena até uma longa caminhada ou um trabalho de caridade. Sua reação é observada posteriormente, e os visionários Despertos são convidados à se juntar ao Culto. Os recrutas são escolhidos de acordo com seu compromisso, princípios e muitas vezes o talento ou aparência

Acólitos: Tietes, artistas, pessoas em busca de emoções, hippies.

Conceitos: Músico, dançarino, doidão, medievalista, vagabundo, aborígine moderno.

local original: Mago a Ascensão -  1ª edição em português
nome original: O Culto do Êxtase
autor(es): Phill Brucato
tradutor(es): Marcel Wakami

 Navegação Rápida