O Segredo Obscuro


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Max acorda normalmente, como em qualquer outro dia da sua vida, o sol brilha e passa pelas frestas da sua janela e ilumina todo o seu quarto, o que parece ser mais um dia normal, é puro acaso, pura ambição. Na verdade ele só está cansado, cansado de tudo que parece ser e não é.

Seus pensamentos não lhe deixam descansar, como tacos de beisebol martelando em sua cabeça, ou às vezes paradoxalmente, como sussurros e agonias vindo de um beco escuro e sujo.

Levanta-se, sente o frio do chão tocar os seus pés, segue andando, seus passos são lentos, porém firmes.

Sua mulher que sempre foi sua companheira, e o apoiou mesmo sem conhecer e entender todo o seu tortuoso caminho, jazia na varanda aguando seus belos lírios como de habitual. Ele a olha com carinho e amor, um amor além de tudo fraterno, por todo seu apoio e momentos de mais pura cumplicidade. E ele sente no fundo de seu coração, que lhe deve contar o seu maior segredo.

Então ele caminha devagar em sua direção, mais em algum momento, por algum motivo até então obscuro, hesita. Como simplesmente contar tudo para ela? Como um belo dia depois de mais de vinte anos juntos, contar sobre uma âncora que ele carrega consigo desde criança? Como contar que nada é o que parece ser, e que existe muito mais do que todas as pessoas imaginam? Que todo o sobrenatural, todas as esperanças, pesadelos, sonhos e possibilidades existem? E não apenas quando estamos na nossa cama dormindo? Que toda coisa imaginada existe, ou pode vir a existir, nem que por um curto período de tempo, em algum reino, dentro de bolhas, algumas delas com tamanhos de cidades inteiras, que flutuam no ar, como bolinhas de sabão, levadas para longe com um vento frio, formadas por fragmentos de sonhos e desejos internos das pessoas?

Como contar que a realidade é mutável, e que ele é um agente dessa mudança? E que isso é a sua glória e a sua desgraça, a sua vida e uma faca serrada enterrada em seu peito? Seus pensamentos distantes são interrompidos por uma voz leve e sedosa, e com toda a delicadeza que uma mulher deveria ter ao falar com o seu marido:

- Bom dia, querido! Já faz algum tempo que você está aí, pensativo, observando as flores... o que lhe preocupa tão cedo?

Max se assusta. Sua respiração começa a ofegar. Ele então percebe, que havia chegado a hora crucial, e que se não a contasse tudo, de uma só vez, naquele momento, jamais o faria.

Porém, novamente aquela voz conhecida e amorosa, o traz a si.

- Então Max? Estou curiosa, fale para mim. Em que está pensando?

Max com uma voz trêmula responde:

- É, que...bem... Esses lírios que você rega todos os dias, meu amor, são lindos!

local original: Page of Mirrors
nome original: O segredo Obscuro
autor(es): Blackstar, Virtual Adept
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