O Último Refúgio


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Capela do Horizonte, 15 de julho de 2001

Uma imensa cruz dourada aparece pouco a pouco na fina camada de película que separa a Capela do Horizonte da Capela Corista de Montreal. Em meio a uma fumaça branca e ao mesmo tempo límpida atravessa levemente a película um homem de cabelos longos e totalmente brancos, vestido com uma batina branca, suja de sangue e muito rasgada. Em sua mão uma espada prateada em forma de cruz, que nesse momento escorre um sangue vermelho escarlate nela, um sangue tecnocrata. Em seu rosto sua feição de mago experiente é substituída pela de um homem derrotado, incapaz de olhar nos olhos de seu grande amigo e atual salvador Senex.

- Seja bem vindo, que os maus momentos que o destino nos reservou sejam deixados do outro lado deste portal.

Diz Senex que neste momento está ao lado de sua pupila Nirvana.

- Fomos derrotados.

Diz Torque sem dar importância ao que O Velho disse.

- Eu falhei...

Complementa o Corista cabisbaixo.

- Não Torque, todos nós falhamos. O Conselho falhou, nós os nove somos uma única unidade. A responsabilidade pela destruição da sua capela também deve ser dividida conosco. Vamos, levante sua cabeça e me acompanhe, você está precisando de remédio para o corpo e para a alma.

Neste momento mais quatro homens esfarrapados e seriamente feridos entram pelo portal. Nirvana toma a frente a vai socorre-los. Do outro lado do portal podia-se ouvir gritos de dor em meio a chuva de balas e explosões, estas também podiam ser sentidas pela pulsação do portal.

- Eles começaram tomando a ala oeste

Diz um dos homens com a testa sangrando.

Senex e Torque levantam a cabeça como se um estalo fizesse lembrar de um acontecimento do passado.

- Ala oeste... a história se repete...

Diz Torque.

- Sim, a roda sempre volta ao mesmo ponto. Nós sabemos como isso terminará.

Fala Senex para Torque enquanto Nirvana vai socorrendo homem a homem que passa pelo portal. Após passar o último, um brilho ofuscante nos seus olhos fecha a abertura na película e livra a capela da ressonância de tecnomágika que atravessavam o portal.

- Que este triste episódio da história do Conselho seja esquecido, a destruição da capela não irá dissolver a Cabala. Temos abrigo e conforto para vocês, são meus hospedes. Porém eu realmente espero que vão logo embora, mas sim com um novo Santuário e nova vontade em seus corações.

Fala Senex em voz alta. As palavras do mago pareciam trazer conforto para os corações dos últimos representantes da Cabala de Destruição de Decaídos. Seria até irônico se não fosse tão triste, uma Capela especializada em destruição de Decaídos ser destruída pela Tencocracia.

Um pouco da fragilidade e do sentimento amargo de derrota sai dos corações dos Coristas enquanto Senex continua seu discurso. Poucos são os mestres de Entropia que conseguem trazer conforto através dela. Senex pode.

- Nirvana, leve nossos hóspedes para seus aposentos, e convoque o Conselho para uma reunião extraordinária. Quero respostas exatas quanto a nossos erros e a todas essas coincidências.

local original: Page of Mirrors
nome original: O último refúgio
autor(es): Leandro Luis Doss Damo
tradutor(es):

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