Eu Não Acredito em Duendes


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Rachel ouviu um barulho. Eles estavam voltando. Ela se encolheu em um canto e esperou que eles passagem.

"Que droga", ela pensou, cuidando para não fazer nenhum barulho, "sujei a saia do colégio com graxa. Isto não vai sair fácil. Como foi que eu fui me meter nesta enrascada? Isto é que dar acreditar em duendes. Aquele duende traiçoeiro me paga." 

*** 

Ela encontrou com o duende pela primeira vez na biblioteca do colégio. Rachel havia começado recentemente neste colégio. Ainda não estava familiarizada com as coisas aqui. No colégio anterior ela teve uns "probleminhas" que a fizeram faltar demais e depois ela teve que mudar pra este. Sua vida nunca fora muito comum mesmo.

Naquela tarde, quando entrou na biblioteca, sentiu que aquele lugar era diferente. Rachel olhou aquela pequena biblioteca de escola pública e observou as estantes velhas com alguns livros faltando, as escolas públicas não tinham mesmo muito recursos para comprar livros, e esta não era uma exceção. Os colégios dependiam de doações das empresas e esta escola não devia estar na frente da fila para livros novos, típico de uma escola pública da comunidade latina de Nova York.

Sentada em uma das mesas ela começou a entoar baixinho uma das orações que aprendera nos livros de sua mãe. Sua visão se abriu e Rachel passou a ver a outra biblioteca, a biblioteca espiritual que ocupava o lugar daquela. Muito diferente da biblioteca de escola pública onde ela havia entrado; a biblioteca do mundo físico era velha e mau cuidada com alguns livros desorganizados e muitas prateleiras vazias, a biblioteca espiritual, porém, estava impecavelmente arrumada com muito livros, livros grandes e chamativos ocupando as estantes vazias. Em uma das estantes estava um duende pequeno, de óculos, que organiza os livros cuidadosamente na estante.

Curiosa com a presença de um duende numa biblioteca pobre como aquela, Rachel usou sua voz espiritual e perguntou: 

-O que um duende como você faz em uma escola pública?

Com o susto da fala inesperada, o duende caiu da estante e veio ao chão, pra divertimento de Rachel que não conteve um riso. O pequeno ser, se recuperando da surpresa, indagou: 

-Podes me ver?

-Claro, porque não poderia?

-Os humanos em geral não podem me ver. És uma humana, não és?

O Gnomo levantou do chão e se subiu, com um salto, na mesa. Com as mão cruzadas atrás das costa, observava atentamente a criatura misteriosa que entrara em seu mundo.

-Na verdade eu sou uma maga - Rachel nunca poderia conter o orgulho de mostrar que era uma Desperta, e orgulhosa de seus feitos, estufou o peito tentando dar um ar de superioridade de uma grande e poderosa maga.

-Tão pequena criatura? Como podes ser uma maga em tão tenra idade?

"Era só o que faltava", pensou Rachel, "ele pensa que eu sou criança". Rachel era uma latina de cabelos e olhos claros, dando um ar de "anjo", e detestava que a chamassem ela de criança. 

- Pois saiba que eu já sou uma moça, já vou fazer quatorze anos!

- E queres tu saber o que um duende como eu faz em um lugar como este? Pois bem, saiba que eu sou um duende do conhecimento e vim a este estabelecimento por meio de alguns livros antigos que foram doados a esta desprezível biblioteca. Por estar eu fortemente ligado aos meus livros, e, sendo estes transferidos para este estabelecimento, não tive outra alternativa senão transferir-me para cá. Considerando as circunstâncias em que me encontro no momento, uma maga até que me poderia ser de alguma utilidade. Estaria você interessada em assinar um contrato com vantagens para ambas as partes?

-Contrato? Que tipo de contrato? -O assunto começou a ficar interessante para Rachel, se consegui-se um bom acordo, talvez ela pudesse negociar poder ao tarefas com este duende.

O duende estava agora sobre a mesa, olhando Rachel bem nos olhos enquanto ajustava seus pequenos óculos redondos. Parecia bem interessado e sorria com um amplo e amistoso sorriso. Raquel se sentia bem interessada, mas preferia olhar com a de seriedade, para causar uma impressão de "Sou uma Maga poderosa e não preciso de sua ajuda". 

- Há umas pessoas, humanos, que tem causado incomodo a um amigo meu. Tais pessoas necessitam de uma lição. Se deres a elas o castigo que elas merecem, darei a você do conhecimento que disponho.

-Pessoas? Amigo? Que tipo de amigo que você têm?

-Um estudante deste colégio que sempre vem a biblioteca.

-E estas pessoas que "merecem" uma lição?

-São pessoas, humanos comuns, que perturbam meu amigo e não lhe dão descanso.

-Então se eu fizer estas pessoas pararem de incomodar seu amigo você vai me dar conhecimento?

-Faremos nosso contrato nos seguintes termos, se fizeres com que deixem meu amigo descansar, lhe darei todo conhecimento que conseguires absorver em uma semana. Não mais que isto.

-Seu amigo tem nome?

-Luís: Luís del Passo.

-Como eu posso saber que posso confiar em você?

-Selaremos o pacto com nossos destinos para que não possa ser quebrado. Cumpres tua tarefa em no máximo uma semana, para que não esperes até que se resolva per si, e eu ficarei obrigado à cumprir minha parte. Aquele que quebrar o contrato trará sobre si todo o azar que o destino pode nos trazer.

-O.k. Negócio fechado.

"Parece fácil", pensou Rachel, "vou resolver logo e tirar proveito deste duende". 

*** 

"Gnomo mentiroso. Como eu vou sair desta agora? O gnomo não me disse que estas pessoas eram traficantes. Vou ter que improvisar. E espero que a Deusa esteja do meu lado."

continua

local original: Page of Mirrors
nome original: Rachel em: Eu Não Acredito em Duendes
autor(es): Ad
tradutor(es):

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