Divagações


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Por Hollow One, dos Vazios.

Que sentimento é esse, que parece preencher sua alma com a amplitude do nada? De onde vem esse Vazio? Vazio...

Nada e tudo em um só, uma dor que não dói, mas fere brutalmente. Fere a essência de seu ser, mutilando, moldando em padrões caóticos, deprimentes e depressivos, sempre presentes em sua não-presença. A presença que não está lá, mas que pode ser sentida, não pelos sentidos mundanos, mas pela sensibilidade da alma...

Anima insana... Sanidade, insanidade... Há diferença?

Tudo, no fim, é a mesma coisa. Vazio. Nada. Ou tudo... Ou não.

As possibilidades são infinitas, ou ao menos assim me parece. Me pergunte isso amanhã e a resposta pode ter mudado. Ou não.

Quem sabe, quem pode afirmar ao certo conhecer os rumos que tomará o Rio do Destino?

Algumas vezes, pode até se saber o que se esperar, mas, o Caos reina, e todas as possibilidades giram cega e loucamente, o que é real no instante seguinte prova-se completamente falso, errôneo, absurdo mesmo. Mens sana in corpore sano. Quer conhecer a antítese perfeita dessa frase? "Eu tive um sonho que não era em tudo um sonho..." , já disse Byron antes de mim.

Mas, no meu caso não foi o Sol esplêndido que extinguira-se, e sim a minha própria chama interior, e minhas estrelas estão longe do alcance de minhas mãos, meu pensamento, o Espaço Eterno... Tão poucas estrelas nesse céu de minha alma...

O silêncio agride meu ser, embora nesses silêncios alguma coisa possa surgir, como já aconteceu antes. Antes...

"O Pensamento, que é um demônio, antes..."

Dizem que Lorde Byron foi o primeiro de nossa "Tradição Vazia". Besteira pura. Nós somos tão antigos quanto os Verbena, e ainda mais que os hipócritas da Ordem de Hermes, muito provavelmente. O Vazio faz parte de nós, parte da humanidade em si, a única diferença é que nós não negamos este sentimento, nem tentamos nos enganar achando que meditações, orações e outras futilidades podem preencher isto. Ao contrário, nós abraçamos o Vazio, e nos tornamos parte dele, assim como ele é parte de nós.

Haverá, ou já houve algum dia, algo ou alguém que pode mudar isto?

Talvez sim, talvez não. Não importa. Nada mais importa... Não sei onde estou, embora saiba que estou nas mãos das Senhoras do Destino. Lenore estava comigo, mas não mais está, estou sozinho...

Sozinho, como sempre estive...

Como estará ela? Isso importa, realmente?

Talvez sim, talvez não, tudo que posso sentir agora é esse grande Vazio, que agora parece retalhar minh'alma amargurada angústia causada pelo peso da Grande Roda, onipresente e inconseqüente, com suas conseqüências inconscientes...

Chove... Os Céus choram; por mim ou comigo? Por que me importo com isto? Devo me importar?

Mesmo sabendo que não há motivo pelo qual lutar? Mesmo sabendo que, no fim, todos os meus esforços serão em vão? Uma vida em vão...

Lenore... Jessica... Jessica? Posso senti-la, sentir sua preocupação. Será que ela não aprendeu ainda a não se importar com o que não estará aqui amanhã? Haverá amanhã?

Num sentido mais amplo e pessoal, posso responder que não. Se as Senhoras do Destino não acabarem comigo, minha própria dor o fará. Dizem que os suicidas são na verdade grandes covardes, mas, são essas as pessoas que não tem imaginação para pensar em Destinos piores que a morte... Como o meu.

Perdoa-me, Lenore, porém não mais posso suportar tal dor... Perdoa-me... Que o Limbo possa apagar minha dor, como você por efêmeros momentos o fez...

FIM... Ou quase...

local original: Page of Mirrors
nome original: Divagações
autor(es): Hollow One, Barabi Vazio
tradutor(es):

 Navegação Rápida