Decaída


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Aqui estou, uma vez mais... As pessoas ao meu redor são incapazes de me perceber em sua estreita visão Adormecida, caminho livremente entre eles, e mesmo os Despertos sentem dificuldades para ver-me, agora. Citar o Lorde, novamente? 

"Parei entre eles, mas não era um deles, estava envolto em uma mortalha de pensamentos, que não eram deles"... 

Não pertenço mais à comunidade Desperta, estou além até mesmo deles, agora. O poder real me pertence. Poder do qual por muito tempo fugi, o temendo, temendo quem eu deveria ser, como fora traçado há muito tempo e conforme me foi mostrado pelas mãos das Damas do Destino no Mundo Inferior. 

Eu sempre senti isso no peito, a sensação que alguns Magos chamam de "Vazio." Mas, eu sempre ignorei suas possibilidades brutas. Eu creio que posso dizer que realmente conheço o Vazio agora. Não apenas essa sensação opressora que me agride, mas o Vazio Final... O Limbo. 

Ter sua própria essência reduzida a nada, e, em seguida, refeita, pode não ser a melhor experiência pela qual alguém pode passar, mas, é realmente uma sensação única. Como o próprio Despertar. É como se eu, um Desperto, tivesse realmente Acordado para uma visão maior. E mais cruel, também. 

Não há mais sofrimento. Claro, minha alma já não mais me pertence, mas... Um dia ela realmente me pertenceu? Alguns podem dizer que já não passo de um marionete nas mãos de um Poder maior, mas... Não o somos todos nós? 

Quem, entre todos nós, Despertos ou Adormecidos, sobrenaturais ou mundanos, divinos ou profanos, pode dizer que realmente é livre, que possui o tão afamado livre arbítrio bíblico? A quem você quer enganar, afinal? 

Sou o que sou, o que sempre fui, embora o negasse a mim mesmo, e o que eu sempre serei. Nada mais do que uma extensão do Limbo, servindo aos seus muitos Lordes, (...L...) que não são muito piores do que alguns Adormecidos. Eles, pelo menos, são sinceros. 

Os Céus choram, pois os Infernos cantam minha dor. Dor...? Realmente? Quem sabe, quem um dia pode saber? 

Meu Eu Espiritual, desfigurado por inúmeras cicatrizes, faz até mesmo os Celestinos terem visões angustiantes, e os Adormecidos muitas vezes acabam com suas inúteis vidas quando os visito em sonhos. 

Alguns poderiam sentir-se poderosos, até mesmo invencíveis, com isso. Eu, apenas aceito isso como parte do Fluxo, chame-o você como quiser. Chore pelo seu Destino, aceite seu Karma, reze pela piedade de seus pequenos e infelizes deuses ou busque um lugar melhor dentro da Roda da Fortuna, dá tudo no mesmo. No fim, de nada adiantará, pois os Ciclos vêm e vão, esmagando a quem quer que seja, impiedosa e naturalmente. Aceite seu pequeno e irrisório papel no grande esquema das coisas, tolo e inútil... Assim como eu o fiz.

FIM... Ou um novo começo?

local original: Page of Mirrors
nome original: Decaída
autor(es): Hollow One, Barabi Vazio
tradutor(es):

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