A respeito de todas as coisas


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Ian Shiamas acordou mais tarde que o de costume naquele dia, sabia que o mais velho dos Irmãos de Akasha no Brasil não podia se dar ao luxo de demonstrar cansaço, pois afinal ele sempre se vangloriava de fazer trabalhos que eram para pessoas 70 anos mais novas que ele.

Sim, ele sabia que estava velho e que era melhor delegar responsabilidades aos mais jovens, porque tanto seus filhos quanto todos os outros que dependiam dele, de alguma forma, precisavam continuar vivendo se um dia ele morresse.

Ele se levantou e encostou seu velho corpo em uma cadeira. A sua frente havia uma mesa de madeira aonde sua mulher já havia colocado um copo de leite morno e algumas torradas.

Ian sempre ficava melancólico quando acordava e naquele dia estava com uma tristeza, embora sem sentido, muito peculiar.

Enquanto tomava o leite pensava: os seus 94 anos foram bons e a vida havia sido generosa com ele, afinal ela lhe deu uma boa esposa, dois filhos e um trabalho honesto em um negócio seu: a Academia.

Além disso o Brasil foi acolhedor a todos os japoneses que quiseram fugir da guerra, Ian olhou pela janela e entre os prédios, que impediam uma visão completa, podia ver o bairro da Liberdade.

Sim. Aquilo era um lar.

Sua mulher entrou e enquanto recolhia o copo e o prato nos quais havia servido a refeição de Ian, ele a olhava, com ternura (ou aquele sentimento muito próximo de amizade que cultivam os velhos casais) enquanto Ian se perguntava como ela pode viver ao seu lado, sem fazer qualquer pergunta a respeito das noites que passara ocupado com assuntos da Tradição, mesmo pensando que seu marido passava as noites com alguma jovem ocidental.

Ian a puxou pelo braço e fez sinal para ela se sentar.

Imediatamente ela pousou o prato e o copo na mesa. Então ele disse:

- Quero que vista um belo vestido. Iremos a um casamento esta noite.

- De quem Ian ? - disse ela.

- De um amigo. Sairemos lá pelas 7:00, por favor não se atrase. Ian fez uma pausa.

- Hoje mulher saberá aonde passo as noites, que você sabe que eu não estou na Academia.

- Ian... mas por que isso agora ? I

Ian olhou para a mulher que tanto respeitava e amava e fez um sinal para que se calasse. 

local original: Truth Until Paradox
nome original: À respeito de todas as coisas
autor(es): desconhecido
tradutor(es):

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