Crônicas de Stephan


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


II - Sobre Lucy

Carrie não gostaria que eu não retratasse com exatidão uma de suas mais queridas discípulas, Lucy, então é por ela que começo essa história.

Lucy é bela e jovem. Única herdeira de uma renomada empresa de transporte aéreo internacional, não parece se preocupar muito com os problemas da maior parte dos adormecidos. Seu Despertar foi precoce, e terrível.

Começo a pensar que duvido que sei tanto sobre ela quanto gostaria. Não tenho, ainda, um julgamento sobre a garota, pois não é um caso fácil. Sempre vestida de forma provocante, violentamente maquiada, esconde tudo o que nela há de bom. Sua aura está permanentemente marcada por seu envolvimento com os decaídos. Mas ela diz que se regenerou, e muitos parecem acreditar. Talvez não seja uma descrição de se orgulhar, mas talvez ela não se importasse com isso.

Conhecera e lidara com os Nefandi e os Verbena. Mas encontrou lugar entre os Vazios. Lidava com seu dom de um modo estranhamente calmo, e parecia desdenhar qualquer um que impusesse autoridade. Principalmente se fosse um homem, um Tradicionalista, ou ambos.

O grupo de vazios ao qual ela pertencia, teve de se dispersar para fugir dos Tecnocratas. E ela veio para Nova Iorque, pois era uma cidade em que sua antiga mentora, Agnessa, tinha alguns contatos entre os Verbena. Infelizmente, dentre todos eles, haviam sobrado apenas dois: Jane e Cayra, que eram apenas aprendizes quando Agnessa morava na cidade.

Eu tenho a impressão de ter me encontrado com a tal Agnessa, há pelo menos 16 anos atrás. De fato, os Verbena da cidade eram poderosos e influentes, antes da última grande batalha das Tradições. Nada que a húbris da tradição ancestral não tenha conseguido destruir, entretanto.

Lucy chegou tranquilamente a Nova Iorque, e não foi tão difícil de encontrar Jane quanto parecera. A loja não havia mudado de lugar, e foi a própria dona quem a atendeu gentilmente, e, depois que anunciou a que vinha, lhe convidou para tomar um chá quente.

Lucy ficou hospedada com Rachel e Jane, na casa delas, que ficava atrás da loja. Havia um quarto desocupado, no qual Lucy permaneceu por muitos meses. Ele ainda tem um pouco da estranha ressonância da ocupante, que me lembra longos fios negros, tecidos por uma aranha cruel.

O primeiro a desconfiar dela foi Kaworu Naguisa. Ele tentou comunicar-se com a Vazia antes que ela conhecesse o Labirinto. O trabalho de abrir novas salas e disseminar seus conhecimentos pela Teia estava sendo muito bem sucedido até então, e ele temia que a chegada da Vazia pudesse trazer desequilíbrio ao local. Aparentemente, ele estava certo.

local original: Page of Mirrors
nome original: As crônicas de Stephan
autor(es): Stephan baseado em idéias de Ad, Kaworu Naguisa, Mr. Ramuh, Winter e Verbenazinha Cayra
tradutor(es):

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