Crônicas de Stephan


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Capítulo III - Reminiscências sobre as Verbena

2.004, 8 de Janeiro

Stephan parecia extremamente cansado. O sobretudo que largou no sofá, úmido. Ele havia passado a tarde prestando serviços extras à sua Tradição, e agora achava que merecia um bom banho e um chá fumegante. Alguns minutos depois. ele se sentou na pequena mesa, e, enquanto se aquecia, continuou a escrever a história do Labirinto de Espelhos

Quando eu era um discípulo, tive contato com notáveis mestres Verbena, e por isso o passado de alguns dos membros dessa Tradição que estiveram envolvidos com o Labirinto não é tão complicado de se decifrar para mim, quanto o dos demais. Na verdade, conhecí Jane e Cayra quando eram jovens, e seus mentores eram amigos de meu próprio mestre. Elas não se lembram de mim, e tivemos muito pouco contato, mas meu mestre não se aborreceu em passar algumas tardes me contando o passado delas.

A família de Jane pode contar inumeráveis gerações de bruxas seguidoras da Deusa. E muitas dos costumes da família ainda não se perderam. A sucessão se faz pela linhagem feminina, e todos eles parecem fingir que pouca tecnologia foi inventada nos últimos séculos.

Quando a mãe de Jane morreu, ela herdou um sítio no campo, com uma plantação de todo o tipo de ervas que um Verbena pode achar necessárias, uma pequena loja de ervas no subúrbio da capital, e uma bela reputação de curandeira. Rachel, única irmã de Jane, era bebê, e Jane a criou. Ambas tem faces delicadas, e cabelos da cor do trigo, muito parecidos com os de sua mãe. O poder Magiko que elas manifestam também é semelhante ao delas. A alma de Jane é pura, delicada e bondosa. Sempre calma, sorridente e confiante, mantém boas relações com os adormecidos e despertos que cruzam seu caminho.

Cayra a conhece desde bebê. Deve ser uns 16 ou 18 anos mais velha que ela. Mas não tem a metade do talento de Jane. Passou longos anos como acólita antes de despertar, e o longo tempo que observou seu mestre criou nela um gosto por rituais prolongados. Ele morreu durante um confronto com a Tecnocracia, e, mesmo que tivesse sobrevivido teria explodido em Paradoxo pela forma com que tentou inutilmente defender a sí e à própria Cayra, que na ocasião o observava.

No tempo em que conviví com ela na Mansão de Winter, ela nunca falou no assunto. Aliás, ela falava muito pouco comigo. Estava profundamente infeliz. Sequer pude me certificar de que ela não se lembrava de mim. Mas foi o suficiente para que eu percebesse que ela nunca se perdoou pela morte do mestre.

Stephan fechou o pequeno caderno. Parecia realmente exausto. Diversas lembranças, de diversas épocas, percorreram sua mente enquanto escrevia sobre as duas Verbenas. Ele virou-se para o outro lado, colocou a caneta sobre o rádio relógio, e adormeceu.

local original: Page of Mirrors
nome original: As crônicas de Stephan
autor(es): Stephan, baseado em idéias de Ad, Kaworu Naguisa, Mr. Ramuh, Winter e Verbenazinha Cayra
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