Faith


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


 

Nome: Fay Valentine (Faith) 
Conceito: Sacerdotisa da Dor
Cargo: Policial 
Tradição: Coro Celestial (outcast)
Atributos:  Força 2, Destreza 3, Vigor 2, Carisma 3, Manipulação 3, Aparência 4, Percepção 2, Inteligência 2, Raciocínio 3 
Talentos: Prontidão 2, Esportes 2, Briga 1, Intimidação 1, Manha 1, Lábia 2
Perícias: Condução 1, Etiqueta 1, Armas de Fogo 3, Furtividade 1, Sobrevivência 1, Tecnologia 1, Canto 2
Conhecimentos: Computador 1, Investigação 2, Direito 1, Linguística 2, Ocultimo 2, Erudição (Anjos) 2

Aparência

Faith possui um longo cabelo loiro cacheado. Seus olhos verdes claros e sua pele branca, em conjunto, formam uma imagem delicada e angelical. Seu jeito de agir é leve e calmo, porém todas as suas ações possuem uma aura de violência que emana direto de sua essência mágika. A ressonância dela é muito forte e pessoas sensíveis não podem ser enganadas quanto as suas intenções. Quando fala, Fay, demonstra calma e um vocabulário perfeito. Gírias e termos vulgares nunca são ditos e quase sempre sua voz está em um tom baixo e relaxante. Marcada por um sorriso bem delineado,toda a sua expressão é um pouco pálida e gélida. Fay nunca usa roupas ou maquiagem chamativa preferindo modelos mais sóbrios e formais. Suas vestimentas nunca variam das cores branco e preto, seu armário até tem algo colorido mas as cores predominantes são invariáveis. Faith nunca expõe seu belo corpo, utilizando modelos longos e camisas formais, é mesmo raro vê-la de saias, preferindo longas calças. Quase sempre veste um casaco ou um colete por cima de suas roupas. Faith Normalmente mantêm seu cabelo em um rabo de cavalo ou vez por quando em coques . As únicas jóias que usa são anéis e colares mantendo-se distante de brincos e pulseiras. 

História

Fay teve uma vida marcada por diversas frustrações. Nascida com propensão a depressões, a instabilidade do casamento de seus pais fez com que se sentisse ignorada por sua família. Sua irmã, sendo uma menina muito precoce e de personalidade forte, tomava a atenção de sua mãe, que estressada não tinha muito tempo para dispensar com sua filha menor. Por muito tempo seus pais achavam que ela era uma garota "perfeita" que não dava trabalho, não precisava estudar, nem mesmo ficava doente! Eles mal percebiam as carências que ela tinha. Fay tinha muitos problemas psicológicos. Sofria desde seu nascimento de algumas disfunções graves. A única vez que realmente consultou um médico foi quando fez terapia por alguns poucos meses. Completamente oposta a Diann, sua irmã, ela não era um peso no casamento. Seu pai era policial, detetive de assassinatos enquanto sua mãe era uma advogada de defesa. Alguns casos jurídicos viviam entre os dois. Um caso em especial no qual sua mãe teve que defender um acusado que foi preso pelo pai de Fay criou uma briga enorme dentro de casa. O final desse caso culminou num divórcio precoce entre os dois. Um divórcio que caiu como uma bomba nas frágeis mãos da garotinha. Ela ficava sempre à sombra dos outros membros da família. Fay tinha uma auto-estima muito baixa e acabava achando que os outros não gostavam dela. Com algumas poucas amigas, ela quase sempre ficava na casa dos outros para se afastar dos pais. Após o divórcio eles moravam em casas separadas e o trato era que eles revezariam o lugar onde a crianças morariam, uma semana na casa de cada pai. Ela nunca conseguiu sentir que possuía um lugar para ficar. Naquela época Fay era muito sensível e sentimental. Desde pequena possuía o dom de saber como os outros se sentiam. Ela ficava preocupada com os problemas de suas amigas e tinha vezes que realmente se envolvia em coisas que não lhe eram partido. Sua mais adorada companheira, Fillie, era uma das poucas pessoas que a compreendia. Com um jeito maternal ela muitas vezes substituía o papel dos pais de Fay. Ma então Fillie se apaixonou e Fay não sabia como lidar isso. Fillie era sua amiga e até sentia uma grande compaixão por ela, mas era só. O maior dom de Fay também era sua maior maldição ela sabia que o que queria era errado. Ela chegou a experimentar drogas e possuía vício em antidepressivos. Durante toda a sua adolescência ela se envolveu com um grupo de garotas que se drogavam para esquecer os problemas. Ela não chegou a usar mais de uma vez, porém sentia algum conforto no meio daquele grupo. Antes de completar a faculdade de direito ela já havia visto mais da metade das pessoas que conhecia morrerem devido às drogas. Seu grupo de amigas foi separado aos poucos. Incapaz de terminar a sua faculdade ela resolveu seguir a carreira de seu pai. Sua única conexão com o passado era Fillie, que acabara de se casar com um conhecido. Mesmo depois de casada, ela nunca abandonara Fay. Quando Fillie morreu no parto de seu primeiro filho Fay ficou arrasada. Durante dias sumiu da face da terra entrando em uma espiral descendente que acabou arrasando-a totalmente. E do poço ressurgiu Faith. Assumindo a real face de sua crença. Durante o enterro de sua amiga ela entendeu que deveria mudar. Desse dia em diante a face da atual Faith foi moldada, e o coração que antes sabia tudo sobre todos escureceu e petrificou. O despertar de Faith mostrou que não existe bem e mal no mundo. Existe apenas força e conhecimento. Um ser humano que realmente queira completar seu objetivo na vida deve ampliar seus conhecimentos e estar aparte de todos os obstáculos. Após tornar-se desperta ela recebeu um treinamento básico por Angelique Lassart, Uma corista que pregava na Capela Osbornne em Manhatan. Angelique viu o potencial contido em Valentine, mas a jovem magi foi sua maior decepção. Ela contestava os segredos da tradição em cada ensinamento. Todos as lições aprendidas eram "desvirtuadas" de forma a se encaixar na forma deturpada em que Fay via o mundo. Para ela não foi surpresa quando Fay desistiu de entrar no coro e se tornou uma mercenária. Durante seu treinamento como corista Valentine plantou muitos inimigos e alguns poucos contatos e aliados dentro das barreiras da tradição. Logo que sua saída foi anunciada muitos planejaram sua morte. Desde o momento em que realizou sua primeira convocação celestial foi visível para todos que havia algo diferente na fé dela. Muitos acusaram-na de ser um widderslaine, isso chamou a atenção da inquisição. Ao contrário do anjo que era esperado foi um servo de Erikiel, o senhor das trevas que atendeu o chamado. Quando foi ao tribunal de inquisição Fay não negou nenhuma das acusações exceto a de ser parte dos nefandi. Se não fosse pelo fato de Angelique possuir alguns contatos a vida de valentine terminaria naquele momento. Na polícia, Fay se encontrava com muitos criminosos, e com pessoas que viviam no mesmo mundo de dor que ela. Essas pessoas eram seu protetorado. Eram as pessoas que aprenderiam a ser fortes. Na polícia Faith faz sua missão de entregar a Morte e cultivar a dor nos próximos.

Interpretação

O mundo é um campo de batalha. Todos começamos a viver em conflito e a dor é parte significante do todo. O criador refletiu no mundo tudo que há de mais doloroso e fez dessa existência o inferno. Todos estamos passando pelo eterno purgatório e devemos aprender a nos controlar. O caminho da insensibilidade leva a Verdade interior. A dor não deve ser uma distração, assim como os outros sentimentos ela obscurece a mente e atrapalha a razão. É dever de todos aprender e ensinar a grande lição. Gritos de dor são parte da grande canção que o uno emitiu. Os sons de choros e do desespero são partes tão importantes do todo quanto a devoção e a fé. O deus maior fez o homem a sua perfeição e assim como ele não liga para os choros e as fraquezas do mundo o homem também não deve se deixar abalar pelo desespero e a dor em seu coração. A rigidez e o raciocínio são as chaves que levam a ascensão maior.

Faith é sempre sorridente e educada. Apesar de nunca chegar a ser realmente alegre, ela é agradável com os outros. Essa sua fachada pode confundir os tolos na primeira vez que passam por ela. Sua voz é calma e de tom baixo. Nunca realmente chamando atenção. Discrição é uma virtude.
Quando perguntada sobre algo, ela responderá a verdade mais contundente possível. Normalmente ela prefere sorrir a responder uma pergunta que não goste. Quando trata com as pessoas a sua fachada quebra. Suas ações são frias e calculistas. Apesar de não gostar, ela normalmente é uma manipuladora.
Sempre que alguém precisa de ajuda Faith pensará duas vezes se realmente fará algo pela pessoa. Suas ações visam sempre o engrandecimento da pessoa por meio do sofrimento. Ela não intervem no destino a menos que seja para terminar com ele. A morte para Faith é uma benção, e quando é necessário matar ela o faz rápida, e eficazmente . Não há espaço para salvamentos depois que a vítima é escolhida. 
Faith pode apreciar o sofrimento alheio, mas só o aprecia quando está sendo superado. A benção final é concedida para todos aqueles que não podem andar com suas próprias pernas. Ela é racional e fria, não há aprendizado na estagnação. Quando , por algum motivo , alguém está perdido nos próprios problemas , ela ajuda-os a sair.
Faith se considera um ser superior ao resto do mundo. Ela já passou por tudo que os outros estão trilhando e seus objetivos são diretrizes do próprio criador. Quando ela deve fazer algo, tem direito irrevogável a vida e morte das pessoas. A reencarnação é uma realidade, e a grande lição é que nada importa além do próprio indivíduo. Se alguém não pode contribuir de alguma forma pra criação. Ele não deve ser considerado. A consciência atrapalha a lógica.
Faith acredita na sobrevivência do mais forte. E, apesar de ajudar os mais fracos a se fortalecerem, também sabe que eles não valem nada. A insensibilidade deve ser total, e a paz freqüente. Se a vida deles, ou a "felicidade" deles forem importantes, eles lutarão por elas. Se não conseguirem é por que não tem a força necessária.
Quando Faith entra em uma discussão, ela sabe que está certa. A sabedoria dos outros é bloqueada pelos sentimentos deles e pouco adianta discutir. Nunca criando conflitos futilmente Faith tomara partido da opinião menos controversa. Pouco importa para ela se os outros acham estar certos. Ela já sabe tudo que eles tiverem pra ensinar.

O despertar

O que levaria a maioria das pessoas ao ateísmo iluminou as profundezas da alma de Faith. Quando estava totalmente sem esperanças e enterrada no pior que a humanidade havia para oferecer ela prevaleceu. Seu despertar foi marcado pela visão de que o criador não era e nem deveria ser piedoso. A piedade com alguns significaria mais fardos para outros. Como uma máquina o mundo girava sem pena nem emoção. Ao ver o choro de uma criança que acabara de perder os pais ela percebeu a grande canção. O mundo não era um meio termo. Ele era o real purgatório. O homem deveria se tornar como deus. Os sentimentos deveriam ser domados. As ações deveriam ser pensadas e não precipitadas. A caridade não estava em amenizar os fardos de cada um, ela estava em ajudar aos outros entenderem seu papel. Ela percebeu que a insensibilidade na verdade era o único caminho pelo qual se poderia entender a criação. As feridas de Faith foram ignoradas e o mundo passou a ter um novo tom. Ela entende que o controle e a rigidez eram a chave. E que o amor estava em conceder a morte e em fazer entender o sofrimento e não em perpetuar a decadência e amenizar feridas que não seriam curadas.

Conceito

A sacerdotisa é o ser que prega as palavras da verdade, a realidade pura e a fé se utilizam dela como meio de elevar os homens aos céus, apesar de viver na terra suas palavras ressoam diretamente da luz e da pureza divina. Atormentada por dores e a desesperança ela oferece o melhor da criação aos piores dentre os homens. O destino da sacerdotisa é se deparar com o que há de pior, sua vida é um mar de dores e de sofrimento inigualável. Apesar de enxergar o céu e desfrutar por segundos de sua paz ela deve andar entre os homens. Um dia a sacerdotisa já foi uma mulher normal, já teve seus sonhos, desejou seus filhos e procurou por um bom marido. Mas o divino a tocou, e em algum momento ela teve que se desfazer de seus sonhos e, seu único amor foi dado ao firmamento. A sacerdotisa é a mãe de todos os homens e mulheres. Em seus braços é possível reencontrar a vida e a felicidade. A dor é o prenuncio de um mal, se manifestando após um ferimento ela anuncia ao homem que seu corpo e alma não estão em paz. Dissonante e desconcentrante a dor é o maior aliado e o maior perigo de todos. Aliada por avisar do perigo que se manifestou, ela pode também acabar por dominar sua vida e a alma dos que se deixam levar por sua força. A dor é também efêmera, quase metafísica, só acertando com força aqueles que não sabem conviver com ela. A dor é ao mesmo tempo pura e desconfortável, amiga e inimiga. A dor de um mundo ferido pode ser ignorada mas nunca irá sumir, e a sacerdotisa dessa dor anda pelas estradas anunciando o ferimento para que ele possa ser sanado. Por mais que as pessoas ignorem a dor ela vai continuar existindo, e assim como ela a sacerdotisa, quando deixada de lado pode crescer e tentar pregar suas palavras através de lições duras. Insensível mas preocupada com o bem estar a sacerdotisa da dor é dura e cruel mas também é uma forte aliada, procurando iluminar a tudo e a todos com as brasas de metal incandescente que são as palavras do divino.

Ganchos

Fay é uma figura controversa. Nascida em meio a uma tradição que prega a paz e a compreensão através do amor e louvor, a jovem magi acabou desenvolvendo teorias e compreensões que não aderem a nenhuma das doutrinas que a ela foram ensinadas. Muitas vezes entrando em cruzadas pessoais para a iluminação ela pode servir tanto de carrasco como salvadora do grupo. Ela pode aparecer para ajudar o grupo num momento em que eles estejam prestes a atormentar a vida de alguém, auxiliando inicialmente eles e logo depois a pessoa a quem o grupo está causando mal numa tentativa de fazer com que aquele indivíduo tenha sua compreensão elevada acima das vicissitudes terrenas e dos sentimentos mundanos. Ela também pode tentar elevar os membros da cabala dos personagens numa tentativa de ensiná-los através dos caminhos da agonia e sofrimento. Fay, pode armar todo um esquema deixando os personagens sozinhos sem aliados e com todos seus amigos sofrendo apenas para ensiná-los que a dor é algo efêmero. Ela pode até mesmo atender o chamado de um avatar iniciando dessa forma uma busca. Uma vez que o personagem tenha sido escolhido, fay não vai largar até que ele esteja "iluminado". Fay pode aparecer na capela dos personagens sem anunciar quem é e aos poucos tramar a queda e o ressurgimento da capela para torná-la assim mais forte. Ela pode denunciar os personagens para tecnocracia ou colocar a polícia na cola deles e de seus amigos. Fay pode decidir que alguém do grupo do personagem está fraco demais para continuar vivo e armar a morte dele. Ou então ela pode adotar o personagem como discípulo e mostrar a "verdade" por trás do mundo para eles. Fay, por mais mal entendida que seja, não é uma nefandi e caça especialmente os decaídos talvez convocando os personagens para ajudá-la em nome do uno, ela pode tornar-se uma aliada numa caçada a um decaído sem nem mesmo que seja oferecido nada a ela em troca, mas o preço a longo prazo pode tornar-se um caminho de agonia e desesperança convocado pela própria magi. Com toda certeza Fay tem muitos inimigos dentro dos altos cargos do coro, e os personagens podem caçá-la a ordem destes mandantes, mas um crescente grupo de despertos que, iluminados por fay, podem tentar protegê-la e criar uma situação de conflitos ideológicos onde as virtudes da magi criem duvidas nos mago sobre caçá-la ou não. Os magos por sua vez podem fazer parte desse grupo de magis que procuram protegê-la e tenham que enfrentar assassinos coristas, uma aventura com um tema muito elegante onde os bons e amáveis são na verdade os inimigos.

Conceitos da personagem

ERIKIEL

Anjo negro da dor e da noite, o arcanjo representa a anátema a bondade divina, representando os caminhos das virtudes e da disciplina, leva seus seguidores a iluminação através do autocontrole e da dominação entre o mais forte e o mais fraco, suas qualidades são manchadas principalmente pela tirania e arrogância. A luz que é emitida por tal arcanjo não só ilumina como cega, ele é associado as trevas por possuir uma resplandecência grande o suficiente para cegar. As chamas de tal criatura são na verdade feitas de frio intenso, pois tanto o frio quanto o calor em excesso queimam. 

Na idade média surgiu um culto dentro do coro que adorava e seguia Erikiel, eles por muito tempo foram os maiores inquisidores internos do coro, suas espadas e sua fé purgaram dezenas de nefandi de dentro do território da tradição, o único problema é que eles submetiam todos os magos aos mesmos testes rigorosos que utilizavam contra os decaídos. Por seguirem o mestre das sombras eles desenvolveram não só suas qualidades como também seus defeitos, procurando sempre manter o equilíbrio interno. Dentro das filosofias hereges deles o bem e o mal eram uma força só e a única coisa que os tornavam diferentes era o excesso ou a falta de corrupção, sendo o único pecado para eles a falta de força para melhorar ou modificar a criação e o desejo por destruição. Sob os templos e monastérios dos Sunnires (o nome dado ao grupo) nasciam feudos guerreiros e mortais tocados pela mácula da dor. Uma enorme caçada foi feita no coro, quando os membros desse grupo tentaram dominar o chanceler Valoran, regente da tradição. Uma batalha correu pela Europa e junto com a queda do último castelo dos Sunnires caiu também o arcanjo que os regia, num enorme ritual de esconjuração os coristas acabaram por prender o anjo em uma escultura de mármore que ficou mantida num antigo reino do horizonte, que há muito foi perdido para os decaídos. Nas noites modernas um grupo de coristas ainda tenta resgatar a estátua de Erikiel antes que os magos decaídos tentem despertar o arcanjo, a ameaça Sunnir foi retirada da história oficial do coro, mas o alto conselho ainda se lembra e teme a volta dos mesmos. Recentes relatórios mostram a aparição de pequenos grupos que demonstram atividades misteriosas acontecendo a volta de certas capelas que lembram o tal grupo, alguns dos embaixadores do coro acreditam que os magos possam estar vivos ainda dentro do cálice dourado, um grupo dos eutanatos. Especula-se que os Sunnires possam ter se infiltrado na tecnocracia fundando um pequeno, mas poderoso, forte dentro de uma das 5 convenções.

Ganchos para narrativa: Com a tomada da capela pelos nefandi existe a possibilidade que Erikiel tenha sido devolvido a sua forma original e, dessa forma ele pode tomar várias ações como pedir ajuda para os personagens na terra, pode conseguir dominar o séqüito nefandi acabando por tentar se vingar dos coristas e nisso atingir também os personagens. Ele pode tentar recrutar os personagens para formar um novo grupo. Erikiel também pode acabar encarnando num personagem aliado aos jogadores e assim criar uma situação de conflito interessante. Os nefandi podem ter criado uma máscara á partir do rosto da estátua e o portador da mesma tem a capacidade de ganhar o poder do arcanjo, e essa máscara acaba indo parar na mão de um personagem. Os jogadores podem ser chamados para ajudar na recuperação da capela e se confrontar com o antigo mal. Ou um dos jogadores pode ter sido um Sunnir numa vida passada e receber o chamado para salvar seu mestre, ou os personagens podem achar um portal para a capela e acabar se envolvendo em meio a disputa. Um conhecido dos personagens pode acabar se afiliando aos Sunnires que misteriosamente continuaram existindo. Ou os personagens podem descobrir uma das antigas capelas usadas pelos coristas e descobrir a história sendo caçados pela inquisição interna do coro que não quer que ninguém conheça essa facção. Ou os personagens acabam por descobrir um grupo dentro da tecnocracia que está se utilizando dos recursos da mesma para seus propósitos e esse conhecimento se torna uma ameaça para tal facção que tenta eliminar os personagens.

Grimoire

Treinada principalmente em artes clericais Faith tem em sua disciplina místika muitos traços marcantes da vertente católica do coro, sua principal habilidade está no canto e em seus conhecimentos sobre a hierarquia angelical. Faith acredita no poder concedido pelo criador ao homem. Quando deus "fez o homem a sua própria perfeição" ele deu também a sua habilidade de impor a vontade sobre as diversas hierarquias angelicais que regem a terra. Faith é essencialmente arrogante quanto a seu estilo de ver a mágika, ela acredita na premissa "my will be done" (seja feita minha vontade) vendo o conceito de que ela é apenas o instrumento da vontade maior como uma forma de negar o poder contido dentro do ser humano. Assim como ela subjuga a vontade dos mais fracos sua face mágika subjuga a vontade dos anjos e estes por sua vez subjugam a vontade de seus servos. Faith é uma maga amoral, ela não acredita em regras morais sendo estas para elas apenas uma forma de limitação assim como os sentimentos, por isso não vê nada de errado em destruir e abusar do livre arbítrio dos outros. (por uma questão de achar as esferas pouco inspiradoras e de ter essa matéria voltada principalmente para narradores prefiro apenas descrever dois dos efeitos como maneira de exemplificar o estilo da magi, deixando outras rotinas a cargo do mestre).

O CHAMADO DE AZRAEL

Um dos poderes mais destruidores da hierarquia angelical, Azrael leva as chamas da purificação em nome de Gabriel e outros generais, seu poder, representado pela faceta negra do sol, é a morte que raia ao invés da aurora. Conjurado pelos antigos magos Sunnires, esse ritual já executou milhares de mortes anteriormente. Usado em muitas guerras e inquisições as chamas do divino ceifador mataram principalmente em meio ao deserto, quando, em uma guerra santa contra os batini e as tribos do deserto, cruzados celestiais traziam consigo cruzes e armaduras especialmente construídas para servir de veículo para o arcanjo. Os magos árabes já viram muitas de suas capelas terminarem em grandes tochas negras como a noite durante eras passadas, e um ressentimento ainda é sentido pelas mortes provocadas por Azrael. Dentro do conselho interno do coro foi exigido a todos, exceto os Sunnires, que passassem primeiro pelo grande tribunal da justiça divina antes de trazer a terra a fúria celeste. Quase qualquer uso deste ritual é vetado e taxado como húbris, pois nenhum mortal merece uma punição de tal gravidade. Os legisladores argumentam que se alguém cometesse delitos graves o suficiente para que um anjo ceifador fosse convocado o próprio uno faria o julgamento e por si só puniria tal alma. O Sunnires discordavam. abertamente dessa postura pelo fato de acreditarem na insensibilidade do uno às dores dos homens, o argumento deles era simples:"Se nós somos capazes como não temos o direito?". A filosofia de tal secto se baseava no raciocínio de que se fosse proibido o uno não daria a capacidade de realizar. Junto desse ritual , vários outros que eram extremamente proibidos eram usados de forma vã pelos de Arikiel. Após a queda de Maelstrom, o último refúgio destes magis, o ritual foi permanentemente banido com a tarja de húbris, e todos os livros que ensinavam os sagrados nomes de azrael foram guardados pelo conselho interno. 

Quando Fay foi atendida pela imagem de Arikiel ela se interessou pela história secreta dos sunnires e junto da mesma, ela acabou encontrando este ritual. Apesar de não utilizá-lo freqüentemente devido a mácula do paradoxo, ela é incapaz de enxergar rixas morais em convocar o anjo. Outro fato que impede a maga de realizar o ritual com mais freqüência é a dificuldade em se alocar os focos. Fay normalmente consegue o local, e os itens necessários através de manipulações com seus contatos e troca de favores.

As conjurações de Azrael normalmente tem poder destrutivo, o anjo tem muitos recursos de dor e devastação, mas raramente é utilizado em todo seu potencial. Fay normalmente utiliza-se deste ritual como forma de se livrar de oponentes poderosos, os quais ela não pode matar ou incapacitar por si só. Muitos dos que perseguiam a magi dentro do coro encontraram seu fim pelas mãos do arcanjo negro. 

O ritual é realizado dentro de uma capela especialmente preparada com velas e sigilos que representam o anjo. O magi se utiliza de orações e invocações após ter purificado seu corpo num ritual anterior. Conforme suas palavras mudam de sua língua natal para o latim e do latim para o hebraico a capela vai escurecendo e o fogo das velas tomando um aspecto negro. Se o magi executou o ritual corretamente atrás do altar, formado por sombras em relevo com luzes de um vitral que deve estar posicionado na parede oposta ao altar, a silhueta do ceifador aparecerá. Nesse momento o magi deve fortalecer sua vontade sobre o anjo pronunciando os sete nomes de Gabriel e encarando o olhar abismal da sombra. Caso o magi seja capaz de suportar a dor de olhar para as sombras ofuscantes dos olhos de Azrael ele irá estar disposto a receber ordens. Azrael é manifestação da vingança e da justiça aceitando apenas missões de destruição, caso o mago peça favores relativos a qualquer coisa que não seja das influências do anjo ele irá tentar aniquilar o mago por convocá-lo sem propósito. Acertado o alvo com o anjo ele irá pedir que um suspiro de vida seja dado para cada alma que for ser punida. O preço mínimo do anjo são sete suspiros, um para cada nome de Gabriel utilizado para convocá-lo. As vítimas que terão seus suspiros roubados são escolhidas pelo arcanjo e aparecem profeticamente na mente do magi, uma por dia normalmente.

Os suspiros são contidos no ar primordial respirado pelos homens quando nascem. A primeira respiração que o bebê realiza carrega a ressonância de toda a vida que ele levara, é o ar mais puro e mais sagrado, o mais próximo que se pode chegar da própria respiração de vida do uno. Para se capturar os suspiros um magi necessita beijar a boca da pessoa enquanto faz um crucifixo na nuca da mesma, o ar da pessoa sairá de seus pulmões e ela desmaiará por segundos, esse ar carrega consigo parte da vitalidade e da alma da vítima. Esse poder irá para dentro do magi que sentirá fluir por todo o seu ser. Uma pessoa que perca seu primeiro ar ficará roca pelo tempo que ele ficar preso dentro de outra pessoa. Após o mago ter coletado todos os suspiros necessários ele deve compor uma canção e, na mesma capela em que ele executou a primeira parte do ritual deve liberá-los cantando. Nesse momento as pessoas que foram roubadas ficaram sem ar e cairão inconscientes até que a missão de Azrael esteja cumprida.

Após convocado Azrael se manifesta como uma enorme explosão de luz e chamas negras onde quer que seus alvos estejam, estas explosões continuam até que o alvo, e todos que estejam num raio de tantos passos quanto o número de vítimas a perderem seus suspiros, estejam incinerados. As explosões começam leves apenas como pequenas ondas de fogo negro mas logo tornam-se fortes o suficiente para esquartejar e reduzir corpos a pó. Caso o alvo saiba o nome das pessoas que cederam seus suspiros ele pode pronunciá-los e se livrar do perigo por um dia.

Enquanto o magi convocador procura por vítimas adequadas para o roubo de ar as vítimas recebem sonhos proféticos mostrando lugares onde possivelmente se encontraram as vítimas, a única forma de se anular o ritual é entrando com todas as vítimas dentro da capela e fazer com que todas pronunciem os sete nomes de Gabriel.

Ganchos para narrativa: 

Os jogadores podem se encontrar como alvos do ritual, ou podem aprender como realizá-lo e acabar perseguidos pela inquisição do coro. Um dos conhecidos do personagem pode acabar sendo vítima do roubo de sopro e, através de mensagens proféticas o personagem pode descobrir como impedir o ritual. Fay pode se oferecer para realizar o ritual contra um inimigo em comum de ambos os lados e os personagens podem precisar ajudar a realizar o ritual. Durante uma caçada a um nefandi Fay pode realizar o ritual e os nefandi, sabendo como evitar sua morte iminente podem perseguir os personagens combatendo-os pela vida das vítimas. Ou a situação pode ser inversa, e os personagens tenham que defender as vítimas por interesse próprio ou de terceiros. Achar as vítimas pode ser realmente desafiador dependendo das exigências do arcanjo, normalmente são pessoas normais sem nada de especial, dependendo da força do alvo do ritual, até mesmo vampiros e outros magos mais fracos serão requisitados. 

STIGMAS ET CRUCIX

Um dos rituais mais incomuns do coro, é utilizado apenas em voluntários, devido a sua importância tanto metafísica quanto simbólica. Stigma et Crucix é o ritual utilizado para os que se acham realmente abençoados pelo uno tenham suas habilidades testadas. As recompensas do ritual podem ser grandes mas os riscos que ele impõe são enormes. Como o nome diz "estigmas na Cruz" se utiliza do principio dos estigmas, ferimentos representantes da dor de cristo que algumas poucas pessoas possuíam, e da Cruz, simbolismo para os desafios da vida e do caminho. Templários e entidades guerreiras dentro do coro eram os maiores adeptos desse ritual, poucos realmente sobreviviam até a morte e o renascimento, mas durante o caminho apresentado pelo ritual grandes feitos eram realizados. A dificuldade encontrada no cumprir dessa rotina é realmente um calvário e são poucos que realmente são capazes de sequer realizar as partes iniciais da jornada. Lendas dizem que esse ritual foi realizado, numa versão diferente, pelo próprio cristo.

Stigmas et crucix, os ferimentos sobre a cruz, é uma afirmação do ser para o universo da sua capacidade e valor de existir, é ao mesmo tempo a arrogância suprema e o último estágio da evolução da alma. O universo e o uno não ouvem as lamentações de todos os seus filhos mas aqueles que sabem gritar realmente recebem o olhar dos céus sobre eles, e é isto que o ritual representa, o grito mais alto que o homem pode dar procurando pelo seu criador. 

O ritual começa sempre com um grito, o ser que realizará o ritual deve ouvir o grito da vítima e com o som dele iniciar as orações que serão a última marca do mundo na vítima. Após as orações o orador sacrifica parte de seu sangue sobre um cálice e olhando para o mesmo o faz queimar em chamas purificantes. Enquanto pronuncia o nome de cada um dos anjos das dez cadeiras generais ele joga o sangue numa direção. Nesse momento a vítima sentira dor e em cada local que cristo recebeu um corte durante a crucificação ela também sofrerá, até que no último golpe ela perderá sangue o suficiente para cair inconsciente.

A primeira parte do ritual começa logo que a vítima acordar. Aos poucos todos os amigos e conhecidos dela começaram a sofrer e se afastar, tudo que a vítima conquistou cairá por terra e nada lhe sobrará além dela mesma. Sua vida virará um vazio completo, e tudo que ela amou e conheceu perecerá e cairá, ela pode tentar evitar tal sorte se afastando, mas toda vez que ela olhar novamente para seu passado sofrerá. Durante a noite ela será perseguida por pesadelos de dor e agonia. Quando ela não tiver mais nada sonhos proféticos lhe mostraram que ela não precisa de mais nada além dela mesma, e se ela aceitar estará liberada da primeira parte do ritual. Caso ela não consiga aceitar isso ela sempre perderá tudo que conseguir e aos poucos sua vida tornar-se-á vazia uma frase seguirá a vítima por todo esse tempo "teu corpo é meu templo, humanitas".

Caso a vítima passe pela primeira fase o conjurador pode invocar a segunda que deve ser, da mesma forma, iniciada por um enorme grito. Algo deve fazer a vítima gritar mais do que da primeira vez. Uma nova taça deve ser preenchida com o sangue do conjurador e o sangue deve ser deixado queimar no centro do local onde foi arremessado o sangue da primeira vez. Os anjos devem ser ditos agora em latim.

A segunda fase do ritual concede a vítimas novos ferimentos e uma enorme doença, aos poucos ela vai experimentando dores físicas imensas e seu corpo decai. A cada noite suas habilidades físicas vão sendo entorpecidas e caso a vítima não faça força para continuar acima das dores ela morrerá. Essa fase depende muito da vontade da vítima, e a beira do leito de morte a vítima será visitada por novas visões que lhe mostraram como ficar acima das dores primeiro ela tentará ser convencida a morrer mas logo depois será ofertada a redenção. Caso a vítima lute contra a morte ela será capaz de viver novamente a frase que a perseguirá dessa vez é "tua alma é a única força que precisas,Humanitas"

Após a segunda fase o conjurador pode realizar o fim do rito enchendo uma nova taça e apoiando-a no centro onde a segunda taça foi deixada, lá o sangue evaporará e a taça tornar-se-á vazia. Ali ele deve conjurar o nome dos anjos em hebraico e durante uma noite realizar os ritos de purificação. 

A terceira fase é das mais complexas. A vítimas sentira dor novamente e dessa vez será visitada por visões logo em seguida, essas visões lhe mostraram sete objetivos, cada qual maior e mais difícil que o último, nesse momento sua vida será preenchida de felicidades temporárias e todos os negócios pendentes e contratempos do alvo do ritual serão resolvidos sem ele. Sua vida será tomada pelo firmamento e aos poucos será tirado dele o chão sobre o qual pisou durante toda sua vida. A cada dia será visitado por chances e visões para que possa cumprir seus objetivos e numa noite lhe será revelado a verdade por trás de sua sorte, ele saberá que houve um ritual e saberá como destruí-lo caso não se ache preparado o suficiente. Caso ele queira continuar, lições serão ensinadas a cada jornada e, se até o fim de sua vida ele tiver cumprido o seu destino é dito que ele ascenderá.

Fay nunca executou o ritual até a segunda parte utilizando-se do primeiro rito para demonstrar a vítima como superar as dores do mundo. Por nunca ter tido coragem de enfrentar a terceira parte do rito ela não o impõe a ninguém, até mesmo os imorais tem um sentimento de injustiça ao aplicar o terceiro rito, principalmente pelo fato dele ser opcional, portanto inútil contra pessoas que não o queiram. Esse ritual só é conhecido pelos mais sábios dos magos coristas e foi aprendido por Fay durante uma de suas pesquisas pela cultura Sunnir. Ela realmente não vê problemas em aplicar o primeiro dos ritos indiscriminadamente, e já ofereceu a morte como salvação para os que não conseguem passar pela provação. 

Para anular o ritual basta que a vítima vá até o ponto onde o sangue foi espalhado pela primeira vez e, enquanto dita os nomes dos arcanjos derrame sangue numa das três taças que estão no chão. Caso por acaso alguém tire as taças de dentro do local do rito, o ritual estará quebrado até que a mesma seja recolocada.

Ganchos para Narrativa:

O ritual pode ser utilizado tanto de formas mais simples, como para introduzir Fay como antagonista após ter induzido o primeiro ou o segundo estágio a um personagem do grupo, ou aliado ao grupo, ou pode ser a explicação para o início de grandes crônicas onde os personagens recebem as sete sagradas missões e tentam cumpri-las. Um voto em conjunto e a realização dos últimos estágios do ritual pode ser uma forma de se unir os personagens numa cabala de guerra. Fay é procurada pelo coro principalmente pelo seu uso indiscriminado de rituais secretos e este é um deles, os personagens podem ser convocados para mata-la devido a esse rito, ou podem procura-la para que o mesmo seja transmitido para eles ou para um personagem qualquer, como o mentor deles por exemplo. Fay ensinará o ritual desde que os personagens façam algo em troca, o que pode ser até mesmo passar por este ritual ou cumprir uma missão qualquer.

local original: Page of Mirrors
nome original: Fay Valentine (Faith)
autor(es): Kaworu Naguisa
tradutor(es):

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