Esclarecendo Mago


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Antes de começar este artigo eu gostaria de expor uma coisa bem simples que acho que todos deveriam ter em mente: "Eu não sou nem me considero o dono da verdade e por mais "cabeça dura" que minhas opiniões possam parecer, estou aberto a novos pontos de vista sobre os assuntos analisados". Todas as declarações que faço são fundadas na minha interpretação sobre o jogo. Como qualquer pessoa, exceto talvez pela equipe de escritores e produtores do próprio Mago, eu não posso colocar como verdade absoluta nenhuma das palavras expressas nesse artigo. Isso é apenas uma interpretação, que na minha opinião é correta, sobre o jogo. Mas no final das contas vale o que cada um acha ou deixa de achar. Se você discorda de qualquer que seja a afirmação que eu tenha feito, tenha em mente que de forma alguma estou colocando-a como mentira, apenas acho que não foi a intenção do autor. Mas repito, apenas o próprio autor pode esclarecer com certeza absoluta qualquer ponto de dúvida no jogo. Mantenha a mente aberta e leia. Talvez concorde, talvez discorde. No final das contas é sobre isso mesmo que o mago fala. Opiniões...

Explicações sobre cenário

O que é um mago? 

Encaremos os fatos. O mago é apenas alguém que não concorda com o que a realidade atual lhe informa. Ele se rebela contra as "verdades" estabelecidas e procura por suas próprias respostas em outras filosofias e visões de mundo. 

Um mago PODE OU NÃO acreditar em magia. Ele não é obrigado a nada em sua busca. A alteração da realidade só acontece quando a crença do mago é incompatível com a atual situação da telurian. Quando dizemos que a crença do mago é capaz de alterar o mundo a volta dele é exatamente isso que acontece. 

O mundo do mago torna-se o que ele acredita que é. E a realidade consensual só recebe choques quando a crença do magi individual diverge das regras estabelecidas pelo que todos os outros acreditam. Os magos são forças de mudança completamente livres dos limites mundanos. Mas essa liberdade depende de uma chave muito pessoal. O paradigma de um mago.

O que é a mágika? 

A mágika é um elemento intimamente ligado ao paradigma do mago. Ela é composta de tudo aquilo que o mago acredita ser possivel. 

Um mago realiza sua mágika com as ferramentas que ele acredita terem poder. A mágika de um hermético vem duma corrente diferente da de um Cultista. Ambas são apenas um conjunto de crenças que cria vida através dos magos. A mágika é apenas o reflexo da visão de mundo de ambas as facções. 

Cada ato de um mago é mágika, pois mesmo o menor dos atos é baseado em crença. Você anda porque o paradigma atual diz que se você mover suas pernas de tal forma você ira se locomover. O ato de andar, não importando qual a explicação que se dê para ele é uma mágika. Sua crença afetando a realidade. 

Os termos de coincidência e vulgaridade expressos na mágika, nada mais são que o quão aceita pode ser sua mágika em relação ao mundo. Apesar de ser mágika, andar não gera paradoxo. Quando uma mágica torna-se aceita pelo mundo, e ganha seu lugar na realidade, ela passa a ser Mágica. Ou mágika Limitada. Ela já se limita na realidade e não existe a necessidade de um Mago verdadeiro para que ela seja empregada. 

O que é necessário entender quanto a mágika é que ela é o que o mago acredita. A mágika é o mundo visto pelos olhos do mago. São as ações e possibilidades que existem no mundo que o mago assumiu como seu. A esse mundo e conjunto de crenças que tomaram forma na mente do Magi é dado o nome de Paradigma.

O paradigma

Quando um mago desperta. Quando ele tem uma epifânia. De alguma forma a mente dele é levada a crer que existe algo mais. Que o que lhe foi ensinado não é verdade. 

Essa epifânia leva a uma busca pela verdade. O magi sente-se deslocado. Ele sente o universo e SABE que há algo lá fora. Desde o primeiro momento que se começa a busca pela "VERDADE", se começa a montar uma série inteiramente nova de conceitos e leis que fazem girar o mundo do desperto. Essas leis e crenças formam a verdade maior. 

A verdade que o mago possui em seu coração. Todo o conjunto dessas crenças , dessa visão pessoal tornam-se verdade. Elas passam a reger de forma íntima a vida do magi. Ela fazem isso pelo simples fato do Mago acreditar nela. Ao conjunto dessas crenças, filosofias e teorias que tomam o coração do magi nós damos o nome de Paradigma. O paradigma é o que estabelece as capacidades do mago. Não se escolhe um paradigma. 

O mago apenas nasce com ele em seu coração. Como uma crença ele vai sendo construído e testado pelo mundo. Passo a passo o mago vai se confrontando com as verdades de seu interior. E essas verdades é que, devido ao poder do mago de alterar a realidade , formam a prática mágika do mago.

As tradições

Formadas por conjunto de "VERDADES" diferentes das apresentadas pelo mundo moderno. As tradições são em grande parte formadas por conjuntos de filosofias e práticas que tem reunido a volta de si magos a milhares de anos. 

Cada tradição representa um ponto de vista do mundo ao redor. E esses pontos de vista acabam incluindo a crença de que o mago é capaz de fazer coisas que não são aceitas pelo paradigma predominante. Na busca por uma verdade que atenda a seu coração o mago acaba mergulhando nas diversas práticas místikas que acompanham a humanidade. 

Essas praticas místikas muitas vezes possuem em si um fator que diverge da crença do que é possível ou não para um homem fazer. Para algumas tradições, falar com espíritos receber benção dos deuses. Realizar milagres, operar feitos mágicos ou realizar acrobacias espantosas apenas com o treinamento adequado são costumes aceitos. Para estas tradições estas coisas são como Andar é para o paradigma consensual. Elas acreditam na capacidade do ser humano ou mesmo do mundo, de fazer coisas diferentes das que todo o consenso acredita. 

É nesse conflito de crenças que reside o "sistema mágiko de Mago".

A teoria da realidade consensual

Quando assumimos que é possível a crença de um mago mudar a realidade, e que nem todos os magos acreditam na mesma coisa surge um problema. Como o paradigma de um mago seria afetado quando ele presenciasse um outro ser realizar coisas que na mente dele seriam impossíveis. 

Assim como os magos desafiam a realidade consensual eles desafiam a realidade um dos outros. Inicialmente eles deveriam ter tentado explicar, através de suas próprias regras e crenças, como cada mago foi capaz de realizar tal feito. Mas muitas vezes o próprio mago era incapaz de fazer o que os outros faziam, ele não acreditava ser possível, portanto não funcionava para ele. 

As coisas com toda certeza deveriam ser muito obscuras quando havia pouco contato entre as diversas tradições. Mas houve uma união entre elas. Devido a uma ameaça maior, a Ordem da Razão, os magos tiveram que se juntar. 

Do convívio surgiu um entendimento mútuo. Logo os magos formularam uma teoria sobre o por que de cada um poder fazer coisas diferentes dos outros. E por que era mais difícil para eles realizarem coisas, antes simples, depois que a união começou a espalhar suas teorias. A teoria metafísica da realidade consensual foi criada. 

Os magos chegaram a conclusão de que a realidade era moldada pela crenças de todos. Um mago só é capaz de fazer o que acredita ser capaz. Essa teoria se espalhou como conhecimento geral. Um erro comum na interpretação do mago se faz presente nesse ponto. Após a formulação dessa teoria os magos não tornaram-se capazes de fazer de tudo. Apesar de todo aprendiz estar consciente dessa realidade ela só serve como meio de não fazer suas crenças pessoais desabarem perante os atos de outros magis. 

Quando é explicado que a realidade é consensual isso apenas prova ao magi que, por mais que a sua filosofia falhe e pareça não se aplicar na realidade ela está certa. Pelo simples fato dele acreditar nela e de seguir suas práticas ela gerará efeitos. 

Quanto maior a crença maior a força da filosofia. O final da era mítica (época em que o mundo possuía uma série de paradigmas menores predominando por toda a terra. Paradigmas esses que eram coincidentes quanto aos usos mágikos de cada tradição nos seus locais de maior poder e predominância) os magos das tradições viram que por motivos misteriosos suas práticas estavam perdendo o poder. Coisas que eram fáceis agora falhavam. Fatos que eram verdade absoluta perderam credibilidade. Criaturas que viviam começaram a desaparecer e fenômenos que eram comuns pararam de acontecer. Muitos magos não podiam mais acreditar nas filosofias que seguiam. Isso tudo devia ter uma explicação. E para manter suas filosofias vivas acabou-se criando a teoria da realidade consensual. Era uma forma de manter a fé nas crenças que permitiam aos magis terem poder. Era a única forma de se manter as tradições vivas.

A teoria das esferas 

Com a formulação da teoria da realidade e a ponte entre as tradições ter sido construída através do conselho dos nove, uma organização política se criou. Era necessário trabalhar ainda mais nos preceitos da magia. Cada mago deveria poder se comunicar fora de suas crenças. Como entender uma canção corista comparada a uma sortilégio hermético ou uma meditação Akashica. A única forma de medir as práticas das tradições era por seus efeitos. Como a crença de um mago nem sempre funcionava com outro, um sistema de Rank foi criado. Dividindo a realidade em pedras fundamentais e definindo "o que era mais difícil de fazer e o que exigia mais conhecimentos" foi possível fazer uma gradação geral entre os magos. 

As esferas não funcionam como fórmulas, nenhum mago aprende a "Controlar as esferas". Eles apenas aprendem como classificar um efeito gerado por seus conhecimentos em Rankings de dificuldade. Um hermético precisava conhecer enoquiano e ter em mente milhões de conexões e correspondências místikas para criar um raio. O raio era criado pela crença desse mago no poder de tais práticas mas caso ele tivesse que "medir o conhecimento dele" comparando-o com o de outro mago ele iria falar ser iniciado em forças. 

O conhecimento de como manipular o raio, na cultura hermética, é totalmente diferente da série de gestos e coisas que devem ser aprendidas para iluminar uma sala, mas para as tradições em si ambos manipulavam uma mesma esfera, forças. O jogador e o narrador devem entender que as tradições nunca mudaram suas crenças e ensinamentos, elas apenas ensinam como codifica-los para que seja possível, "medir" o poder de um mago. Um corista não ensina como "cantar a esfera Vida" nem um hermético ensina "como evocar a esfera matéria", todas as mágikas são aprendidas por sistemas internos das tradições. 

As práticas e focos podem ser extremamente diferentes de uma para outra mágika, e as vezes uma mágika, que pelo ranking do mago em forças poderia ser possível, pode não ser parte da crença da tradição, portanto. Impossível. Um mago Cultista do Êxtase que aprendeu através da utilização de drogas sintonizar sua mente com a alma de um lugar e ver o que aconteceu nele, pode nem sequer imaginar como fazer para ver um segundo adiante no tempo. Ele pode saber como ler a mente das pessoas que estavam na visão dele, mas pode não saber sequer perceber se tem alguém ao lado dele. 

Na maioria das vezes tudo o que o mago sabe ele aprendeu pela sua tradição. E ele está preso ao que ele acredita ser possível, ou seja, ele está preso ao paradigma da tradição dele. Não existe aprendizado por esferas. Um mago possuir um ranking numa esfera, não quer dizer que ele é capaz de fazer TUDO que aquele ranking e os anteriores classificam como pertencente aos conhecimentos deles, mas se o mago sabe fazer UMA ÚNICA COISA, OU MAIS DE UMA que se classifiquem como parte do conhecimento que envolve aquele ranking ele é nomeado com o titulo referente a tal prática. 

Isso se dá pelo fato de ninguém aprender uma esfera, e sim aprender uma crença.

Explicações sobre o sistema de jogo

O que é um mago? 

É um ser que tem a capacidade de realizar coisas que se opõe a realidade pelo simples fato de acreditar que elas sejam possíveis.

Como classificar se uma mágika e coincidente ou é vulgar? 

Esta classificação se faz vendo pelo consenso do grupo. Caso uma mágika possa ser desculpada por um fenômeno perfeitamente possível, ela é coincidente. Se alguém afirmar que tal coisa não é possível de forma alguma, nem mesmo pela coincidência mais absurda, a mágika é vulgar. Se houver alguma duvida razoável (nossa pareço advogado falando,^_^) sobre a possibilidade do efeito ele é coincidente. Caso exista alguma testemunha que afirme que o efeito é impossível de ser verdadeiro (alias quase todas as mágikas tornam-se vulgares quando há testemunhas) torna-se uma mágika vulgar com testemunhas.

O que é paradigma e como se conecta com a crença de realidade consensual? 

O paradigma é tudo aquilo que o mago acredita ser possível. É tudo, que dentro do coração e da fé do mago, ele acredita ser real e tudo que funciona para ele como forma de agir. Deve-se notar que acreditar é algo mais profundo que apenas conhecer. 

Quando falamos de paradigma falamos de algo que compões os pontos mais profundos do magi. É uma fé capaz de mover montanhas. Algo que o personagem acredita com tanta força que acaba criando a capacidade de tornar-se real. A realidade consensual é apenas um paradigma de algum grupo de magos que tornou-se real devido a crença das massas. 

A teoria da realidade consensual foi a arma que o conselho dos nove criou para poder manter suas tradições vivas. Acreditando que nenhuma crença é capaz de estar errada e analisando com calma os efeitos da realidade consensual sobre suas mágikas eles foram capazes de formular uma teoria metafísica que ajuda os estudantes a entender POR QUE ALGUMAS COISAS FUNCIONAM PARA UNS MAGOS E NÃO PARA OUTROS E PORQUE AS VEZES AS MÁGIKAS DELES FALHAM QUANDOEM CONFRONTO COM AS LEIS "DA REALIDADE VIGENTE".

Deve-se entender que o Paradigma do mago e a teoria da realidade consensual e das Nove esferas não são a mesma coisa. Quando fizer uma mago lembre-se de que o que ele acredita é real, e ele (inicialmente) é incapaz de acreditar que a simples vontade dele muda a realidade. Ele é incapaz de utilizar sua própria vontade como foco pelo simples fato de que ele não é iluminado o bastante para tal. 

A teoria das Nove esferas e a Construção do estilo e focos de um personagem 

O jogador de mago tem um péssimo vício. Ele procura sempre o caminho mais fácil de se criar mágikas. Ele deve manter na sua mente o seguinte fato: O PERSONAGEM DELE NÃO USA AS ESFERAS PARA FAZER MÁGIKA

O personagem dele aprende através de uma tradição místika os caminho de uma filosofia e visão de mundo qualquer, e através dessa visão de mundo ele é capaz de fazer as coisas que desafiam o consenso. E ele só faz isso pelo simples fato de acreditar que aquilo faz parte da "realidade". Ele só faz aquilo por que acredita. 

Se um mago Akasha pula um prédio de 20 andares ele não está "usando forças", ele simplesmente está usando Dô e canalizando o Ki pelos seus músculos para realizar o salto. Se perguntarem para o mago o que ele fez ele falará exatamente isso. E caso alguém de outra tradição vá classificar o uso daquele efeito ele vai falar que "foi um efeito de forças, provavelmente ele é um discípulo nessa esfera"

E essa afirmação não vem pelos meios que o mago usou, ela vem pelos fins alcançados. Em termos de jogo as esferas são apenas um modo de equilibrar as mágikas e criar sistemas para que elas funcionem de forma razoavelmente bem. 

Ao contrário das disciplinas que permitem ao vampiro fazer algo de especial por nível o mago não recebe TODOS OS PODERES RELACIONADOS AO NÍVEL DA ESFERA, ele usa as esferas apenas como meio de verificar quanto poder é necessário para se criar um efeito. Na criação de uma mágika você não consulta o livro para ver "o que e posso fazer com essas esferas" o mago mesmo fala, você deve primeiro pensar o que seu personagem faz dentro dos paradigmas da tradição dele, depois ver se ele tem "conhecimentos em termos de jogo" o bastante para realizar a mágika. 

Um Akasha que saiba soltar hadouken usando seu ki interior para domar as energias do mundo exterior, necessariamente não é obrigado a saber como transformar atrito em calor e usar a rotina inferno. Toda mágika deve ser explicada com o paradigma para depois ser conjunrada em termos de jogo, com as esferas. Todo jogo precisa ter um sistema, e o mago também tem o seu. Para muitos jogadores a ausência de um sistema de esferas pouca diferença faria, já se acostumaram a fazer efeitos pensando no paradigma de seu personagem e tem alguma noção de seu poder. Agora outros jogadores ainda precisam de sistemas, não há nada de errado nisso, afinal, mago é um jogo. As esferas estão para equilibrar o poder de cada mago.

 Largando focus 

Se o tema de mago não incluísse a iluminação pessoal e a própria ascensão essa regra nem sequer existiria. Um mago começa a realizar mágikas pela sua própria vontade quando acaba por ter uma epifânia e descobrir que a "teoria da Realidade consensual" é mais que uma teoria sem aplicações úteis além de explicar o porquê do paradoxo e das limitações de alguns magis quanto a seus efeitos. 

Quando um artífice chega a esse ponto ele descobre que a mera vontade iluminada dele torna possível alterações drásticas na realidade consensual. Mas temos que lembrar que o mago, mesmo que saiba sobre a teoria da realidade antes de receber essa nova epifânia não é capaz de realizar mágikas sem os focos, e o paradigma, de sua tradição. Ele não acredita nessa realidade com força o suficiente. 

Largar o focus é uma ação de iluminação muito difícil, é uma crença difícil de ser mantida. O caminho é tão difícil que a mente do mago só consegue assimilar e ganhar a força necessária para manipular uma esfera de cada vez. Apenas quando o mago chega ao nível de compreensão metafísica o suficiente para largar os focus de sua tradição que ele é capaz de realizar mágikas através de esferas. Mas mesmo assim ele não conseguem fugir de paradigma inicial. 

É fato que em todas as tradições místikas o poder do mago é colocado de alguma forma ligada a ele mesmo. Basta fazer uma analise simples dessas tradições que você vai encontrar elementos que possibilitam ao mago, caso seja iluminado o suficiente, realizar seus efeitos sem espécie alguma de focus. Já as tradições tecnomantes não pregam esse estilo de magia, para eles o poder vem de fora e por isso os seus magos são impossibilitados de largar seus focos. Esse fato mostra que por mais iluminado que o mago seja ele ainda é preso ao paradigma de sua tradição. Sendo suas mágicas moldadas pelas crenças da mesma. Ele agora usa esferas mas TAMBÉM leva em consideração suas crenças anteriores. Os tecnocratas são totalmente impossibilitados de alcançar a mágika por vontade própria mesmo que tenham a iluminação necessária. 

Isso pode ser dito pelo fato do conselho interno tecnocrata estar ciente da teoria da realidade consensual e mesmo assim depender de focos para realizar seus efeitos. Um adepto ou filho do éter pode se tornar capaz de fazer mágikas com ou sem foco, isso é pessoal da crença de cada mago.

Esses pontos apresentados são coisas que descobri após algum tempo de jogo. Os próprios escritores do mago falam que para cada jogador vai existir um jogo e um ponto de vista diferente . Esses são as minhas opiniões, talvez erradas, mas que fazem os meus jogos tornarem-se bem melhores. Tento passar esse ponto de vista para todos os meus jogadores, talvez por uma necessidade de ver mágikas mais complexas e interessantes que um jogada de dados e uma afirmação do tipo: "Bola de fogo, prime 2 forces 3. Meu foco é um anel".

Faça o que bem entender do que foi expresso aqui, mas mantenha a mente aberta .

local original: Page of Mirrors
nome original: Esclarecendo Mago
autor(es): Kaworu Naguisa
tradutor(es):

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