Jogos Finitos e Infinitos


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Existem pelo menos dois tipos de jogos: finitos e infinitos.

Um jogo finito é um jogo que tem regras fixas e limites e que é jogado com a finalidade de ganhar e terminar o jogo com isso.

Um jogo infinito não tem regras fixas ou limites. Em um jogo infinito você joga com o limite e o propósito de continuar o jogo.

Jogadores finitos são sérios; jogadores infinitos são brincalhões.

Jogadores finitos tentam controlar o jogo, predizem tudo o que acontecerá e fixam seu objetivo com antecedência. Eles são sérios e estão determinados a obter este resultado. Eles tentam fixar o futuro baseado em seus atos no passado.

Jogadores infinitos gostam de serem surpreendidos. Trombando sempre com algo ou alguém não sabendo com certeza onde o jogo irá levá-los. O significado das mudanças passadas é que dependem do que vai acontecer no futuro.

Todos os jogos são voluntários. Pode haver conseqüências em não jogar, mas sempre existe esta escolha. Dirigir no lado direito da pista, dar um aperto de mãos e pagar impostos são jogos que as pessoas não tem escolha de jogar ou não. Há certas regras e limites que parecem ser definidos externamente, e você escolhe seguí-los ou não. Se você deixar de seguí-los então você não está mais jogando o jogo.

Não há nenhuma regra que diz que temos que seguir as regras.

Todos os jogos finitos têm regras. Se você segue as regras, você está jogando o jogo. Se você não segue as regras você não está jogando. Se você move as peças de modo diferente no xadrez, você não está jogando xadrez.

Jogadores infinitos jogam com as regras e limites. Eles incluem isto como parte de seu jogo. Eles não levam isto à sério, e eles também, não se prendem á isto, porque eles usam as regras e limites apenas para jogar com elas.

Em um jogo teatral, a atriz sabe que ela não é realmente Ophelia. A platéia sabe que ela realmente não é Ophelia. Mas se ela faz um bom trabalho, Ophelia pode se expressar-se pela atriz. Este jogo se torna muito agradável quando você pode escolher o jogo, que o ator o joga de forma voluntária ao mesmo tempo que está convencido disso, seguindo tão bem as regras que este parece real.

Você pode jogar jogos finitos dentro de um jogo infinito. Você não pode jogar jogos infinitos dentro de um jogo finito.

Você pode fazer o que você faz seriamente, porque você tem que fazer isto, porque você tem que sobreviver no fim e porque você tem medo de morrer e sofrer outras conseqüências. Ou, você pode fazer tudo o que você faz por diversão e sempre sabe que tem uma escolha e não tem nenhuma necessidade de sobreviver, permitindo que todos os elementos do jogo te transformem, tornando prazeirosa toda surpresa que você encontrar. Essas são as diferenças entre jogadores finitos e infinitos.

Estas idéias são parafraseadas do livro :

"Finite and Infinite Games - A Vision of Life as Play and Possibility" por James P. Carse

local original: desconhecido
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Winter

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