A Tríade


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Abaixo de Gaia no poder cósmico estão as misteriosas forças personificadas chamadas Wyld, Weaver e Wyrm. Segundo os Garou, essas entidades, coletivamente chamadas de Tríade, moldam e controlam a eternidade. A inter-relação dessas forças espirituais geram a Tellurian e retêm tudo dentro dela.

Num nível básico, os membros da Tríade representam as forças da criação, do crescimento e da destruição, mas elas são muito mais que isso. São também a personificação do caos, ordem e equilíbrio.

A Wyld

A Criação começa com a Wyld. A Wyld é mudança pura. Ela não é tão indistinguível quanto o caos e sua mutação elemental. Ela gira constantemente, mudando, adaptando e mudando DE NOVO. A Wyld não apenas gera possibilidades, ela é a possibilidade encarnada. Toda formiga e toda árvore contém dentro de seu espírito uma partícula desse caos de possibilidade. Nenhum Garou Theurge, mago humano ou espírito guardião jamais foi capaz de quantificar essa gota minúscula de eternidade. Gaia provém da Wyld; de fato, Gaia não poderia existir sem a Wyld.

A Wyld é uma entidade completa, mas sem a Weaver, a Wyld perde toda as formas que ela gera. Elas retornam para a força primal no mesmo momento em que nascem. Ser todas as formas em todos os tempos e nenhuma forma em tempo nenhum. A vida sem fronteiras não pode conhecer a si mesma em todas as partes. Isto significa que a Wyld é a menos personificada das três. Sua mutabilidade impossibilita uma forma ou uma natureza definida. A Wyrm também é essencial para a Wyld, porque a Wyrm destrói aspectos selecionados da Teia da Weaver e devolve a matéria não criada para a Wyld.

Na Umbra Profunda, a Wyld tem o potencial para ser o membro mais poderoso da Tríade - quase tão poderoso quanto Gaia. Mas no reino físico, a Wyld é a menos poderosa das três. Sua própria essência, possibilidade ilimitada, é expulsa diariamente do mundo físico pela obsessão da humanidade com a "razão" e a "lógica". À medida que se força lógica num mundo ilógico, há cada vez menos espaço para magia da mudança sem motivo. Restam uns poucos locais espalhados de energia pura da Wyld; esses os Garou guardam com seu sangue e o sangue de sua cria. Embora a Wyld
perca constantemente espaço no mundo físico, ela é inacessível em seu lar na Umbra Profunda. Nenhum perigo pode ameaçá-la ali: qualquer inimigo é dissolvido em protoplasma primordial ao entrar em contato com a Wyld.

Os Garou veneram a Wyld, vendo-a como um símbolo de sua luta contra o Apocalipse e uma promessa de dias melhores. Seus Reinos pululam com incontáveis formas de vida. No mundo que cresce a partir da Wyld, qualquer coisa pode acontecer. Quem sabe, apesar de serem mais fracos e menores em número, os Garou possam prevalecer contra as forças que ameaçam devorar Gaia. A Wyld é uma esperança brilhante, uma promessa de mudança de um mundo de matéria maligna e destruição entrópica.
Embora os Garou não possam contar com ajuda direta por parte desta força insondável, ocasionalmente a Wyld pode revelar-se o maior aliado para os Garou e para Gaia.

A Weaver

Da mudança incontrolável da Wyld veio o crescimento ordenado. A Weaver selecionou partes da criação turbulenta e impediu-as de se dissolver no todo tempestuoso no momento em que nasciam. Assim, a criação indistinta foi estruturada e presa a uma forma. Foi desta maneira que a Weaver fiou os primeiros fios da estrutura que se tornaria o tecido do universo a Teia Padrão.

Isto mudou tudo. Onde antes havia forma, agora podia haver criação e progresso. O significado foi agora imposto sobre o potencial. A infinitude inconstante foi manipulada para durar uma eternidade. Então a Wyrm apareceu e eliminou seções da criação da Weaver. Os padrões perfeitos da Weaver estavam agora imperfeitos, mas equilibrados. De acordo com os Garou, este é o verdadeiro ciclo cosmológico de caos, criação, destruição. Ele durou uma eternidade, mas acabou sendo estilhaçado quando a Weaver adquiriu consciência.

Os Garou discordam quanto ao que aconteceu exatamente. Alguns afirmam que apenas a Tríade pode compreender completamente o que ocorreu. A despeito disso, existem teorias. Há quem acredite que a Weaver tentou fiar a Wyld numa existência inteiramente padronizada. Isto provocou uma explosão de criação, que enlouqueceu a Weaver. Ela olhou para a Teia e viu apenas insanidade. A Wyrm, exausta devido à sua tentativa em manter o equilíbrio, ficou emaranhada em criações. A Wyrm ainda está lá, dizem esses terroristas, esforçando-se para se libertar e destruir toda a criação pelo lado de dentro.

Outros dizem que a Weaver foi muito mais calculista, e que sua loucura é o desejo pelo poder. A Weaver, afirmam esses Garou, tentou empreender um avanço lógico tornando permanentes as pedras angulares da Tellurian. Depois de haver estabelecido a casualidade, ela passou a impô-la a tudo. A Wyrm era um obstáculo a esse processo, porque ela destruiu suas próprias regras em vez das regras da Weaver.

Assim, a Weaver enredou a Wyrm na Teia Padrão e direcionou sua destruição de acordo com as linhas da casualidade. Mas seu controle sobre a Wyrm não é absoluto: ela ainda consegue destruir cegamente, seguindo um padrão diferente do da Weaver. Isto limita o poder da Weaver, o que é cosmicamente saudável, mas que fere Gaia.

E ainda há os Garou, como os Andarilhos do Asfalto, que clamam que a Wyrm é a causa dos problemas, porque tentou destruir completamente a Wyld. Se a Wyld tivesse sido extinta, nada mais poderia ser criado, e a Wyrm emergeria vitoriosa. A Wyrm tentou usar a Weaver para enfraquecer a Wyld a enredando, mas a Weaver não poderia mantê-la presa infinitamente. Ao invés disso, ela conduziu a si mesma à loucura. A Wyrm foi capturada numa armadilha planejada por ela mesma, que permanece até hoje. Enquanto isso, a Wyld permanece eterna. Os Andarilhos insistem que a Weaver está simplesmente tentando defender a si mesma, e que ela guarda a chave para deter a Wyrm.

A maioria dos Garou concordam que a Weaver foi a primeira da Tríade a adquirir inteligência. Não se sabe se a inteligência foi o produto ou a causa de sua loucura.

Hoje a Weaver está mais poderosa do que nunca. O antigo equilíbrio de padrão e caos foi substituído por estagnação e decadência. Quando suas teias tiverem sido terminadas, toda a Tellurian estará amarrada em fios imóveis e imutáveis.

A Wyrm

A Wyrm é a terceira e última entidade da Tríade. Um dia ela foi a restauradora do equilíbrio, levando harmonia onde ela não existia, garantindo que nem a ordem da Weaver nem o caos da Wyld prevaleceria através da realidade. Suspensa entre o Caos abaixo e a Teia Padrão acima, a Wyrm removia tudo que não fosse harmonioso.

Então a Wyrm foi enredada na Teia Padrão. Ao ver a loucura da Teia da Weaver, ela adquiriu consciência e foi aprisionada no mortal jogo apocalíptico da Weaver. A Wyrm dividiu-se em três personalidades; como resultado, nem sempre é capaz de controlar suas ações.

Ao invés de ser a geradora da harmonia, a Wyrm agora é a mãe do Apocalipse, parindo entropia, decadência e corrupção. Incapaz de destruir de forma completa e honrosa, ela destrói por dentro. Ela destrói todos os fracos de espírito o bastante para sucumbir às tentações do ódio e da inveja.

Para alguns, a Wyrm tornou-se a geradora do desequilíbrio ao tentar usar a Weaver para petrificar a Wyld em nada, desta forma alcançando a liberdade para destruir toda a criação. Agora a Wyrm está presa numa armadilha engendrada por ela própria -um tributo aos perigos da ambição.

A Wyrm encontrou muitos seres conscientes, fracos o bastante para se renderem a sua corrupção; ela agora possui muitos servos. Por que a Wyrm é a decadência em todas as coisas, ela é capaz de sussurrar para os lugares sombrios dentro de todas as criaturas inteligentes. Portanto sua doença se espalha nos mundos físico e espiritual, onde ela venceu muitas batalhas e conquistou muitos Reinos.

Os batedores Garou e espirituais já viajaram aos Reinos Wyrm. Devido à destruição cega, esses lugares encontram-se absolutamente destituídos de Gaia. Seus habitantes foram escravizados ou destruídos pelos Malditos e pelos Incarna mais malignos. Se a Wyrm conseguir, todos os mundos serão refeitos desta forma - até que sejam destruídos.

local original: Lobisomem - O Apocalipse
nome original: O Mundo Espiritual
autor(es): desconhecido
tradutor(es): desconhecido

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