Memorando


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Não existe nenhum pecado exceto a ignorância
Oscar Wilde (O Crítico como um Artista)

Olá à todos, eu achei que um exemplo de critério de seleção da "Boa Morte" pudesse ser útil De modo algum este texto visa a ser algo definitivo dentro do paradigma da tradição e sim somente um exemplo.

Memorando para o coordenador dos Eutanatos nos E.U.A.

Eu recebi seu pedido para que agentes de campo dos Eutanatos explicassem seus critérios de seleção para a Boa Morte. Em minha eterna complacência para com os desejos da ordem, segue uma avaliação de minhas diretrizes gerais.

Eu acredito em qualquer um pode Ascender, desde que tenha tempo suficiente, diversas encarnações, e um ambiente satisfatório para crescer e se desenvolver. Assim eu restringi minhas investigações para basicamente dois grupos: os perdedores e o inibidores.

O perdedores são facilmente encontrados. Eles são aqueles que desistiram da encarnação atual, e não podem continuar seu desenvolvimento de forma significante. São pessoas que fecharam seus olhos, somente seguindo seu caminho de existência. Eles não buscam por novas experiências, pensam ou ponderam sobre as perguntas que farão eles saírem fora da realidade estática. Eu, é claro, confirmo minhas observações superficiais com uma varredura mental do alvo antes de tomar uma decisão final. Também no meio dos perdidos estão aqueles cujas vidas vão se concluir naturalmente de qualquer forma. Usando meu sentido temporal eu às vezes vejo pessoas que terão mortes sem sentido. Como estão predestinados à morrer de qualquer maneira, eu tento levá-los à uma Boa Morte, estimulando seus avatares com o choque, o desconforto, ou pelo menos a excitação de modo que na sua próxima encarnação ele se lembre de sua morte, e ajude a quebrar a realidade estática. Freqüentemente, durante minhas investigações, eu descubro que alguém se tornou um perdido por causa de um inibidor.

O inibidores fazem parte de um segmento de sociedade adormecida, cruel, e freqüentemente omitido, que merecem a Boa Morte. Eu defino estas pessoas como aqueles que pioram a condição humana para os outros de tal forma que fazem com que eles desistam. Inibidores incluiriam traficantes (como os Cultistas podem ascender quando seus cérebros não poderem nem perceber a realidade estática ao meu redor) que dopam as pessoas de forma que elas não possam pensar, ou o gângster que força as pessoas à viverem com medo, de forma que elas se recusam a olhar para as maravilhas. Existem muitos outros inibidores no mundo. Eu uma vez procurei um pastor fundamentalista que era tão bom aos olhos das pessoas que elas se recusavam a pensar nas maravilhas oferecidas por Deus. Eles eram seu rebanho, no pior sentido possível da palavra.

Porém muita precaução deve ser tomada, quando investigando inibidores. Seu comportamento pode ser um exemplo de seu próprio desenvolvimento pessoal. Eu estava muito perto de livrar um avatar de um inibidor, quando descobri que seu sadismo insensato que destruía o destino de outras pessoas eram seus experimentos do que era real. Com sua tortura constante, ele estava aprendendo lentamente que existia mais na realidade do que os tecnomagos gostariam que pessoas acreditassem. Eu aprendi também um truque muito interessante envolvendo fogo e vaselina com ele.

Meus critérios de seleção já me trouxeram problemas com outras tradições, como no caso de Lacey. Ela tinha todos os sinais de um perdedor, e estava muito perto de livrar seu avatar, só para descobrir no último segundo (meu sentido temporal me enganou) que ela estava grávida. Felizmente minhas habilidades entrópicas me permitiram desalojar a comida que a estava sufocando à tempo.

Eu percebo que o número de Boas Mortes que executo em um ano é abaixo das normas da tradição, mas devido a minhas habilidades limitadas, eu tomo muito cuidado para ter certeza que eu não livro qualquer avatar prematuramente. Espero que, assim como eu progrido em meu conhecimento sobre a verdadeira natureza das coisas, eu me torne mais proficiente em matar.

Seu humilde servo,
Hector J. Rassmussen (Departamento de Polícia de Albuquerque )

Hector é um jovem e atraente mago. Quando eu parei de jogar com ele seus poderes mágikos totalizavam Entropia 4, Mente e Tempo 2. Mas seu caráter ficou muito bem definido. Ele matou geralmente quem já estava morrendo, os pobres de espírito, e aqueles que atrapalhavam o crescimento pessoal das outras pessoas por razões inúteis. Ele matava gigolôs, mendigos e geralmente criminosos. Ele trabalhava no departamento de homicídio do APD, permitindo cobrir seus feitos quando isto fosse necessário.

Mas, ele desistiu de seguir seu caminho para proteger crianças (à ponto de criar uma grande campanha antiaborto. Não é estranho quando um personagem realiza atos totalmente contra sua natureza?).

Espero com isto ter demonstrado um Eutanatos "jogável". Se em Mago existisse um grau de humanidade como em Vampiro a Máscara, eu daria a ele algo como um 6 (não contando a parte da matança). Ele não era de modo algum uma "máquina psicótica de matar"

local original: Anders Mage Page
nome original: desconhecido
autor(es): Brus Wasson
tradutor(es): Winter

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