O Avatar


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


por Professor Dulac

O avatar, aquela parte em cada um e todo nós que transcende o mundo material, escapa á Ciência, pelo menos até agora. Até então, nenhum de nossa Tradição foi capaz de desenvolver uma teoria satisfatória explicando o Avatar. Então, nós somos forçados à ver ele sob a mesma luz que nossos companheiros das Tradições. Isto é, de um modo místiko.

Certamente não há nada de errado com o misticismo. Mas comparado com a Ciência, ele é menos exato, com menos formas seguras para entender o mundo. Misticismo é o refúgio final daqueles que não conseguem chegar ao fundo em sua busca para entender o universo.

Eu irei apresentar minha teoria sobre o Avatar, mas tenha em mente que é apenas uma hipótese, não uma teoria completa. Eu acho que o avatar é o senso de maravilha dentro de todos nós, aquela maravilha que permite ingenuidade e invenções. Sem ela, nós seríamos como os animais, ela nos permitiu a descoberta do fogo, a invenção da roda e ferramentas, ou qualquer outra coisa que nos trouxe à frente.

O Avatar é aquele mistério interior que alimenta o gênio. Ele aparece para nós de muitas formas, raramente em formas tão vulgares quanto às que eles aparecem para nossos amigos das tradições. Eu falo sobre fadinhas e sombras que parecem atormentar os magos das outras Tradições.

Nossos avatares tendem a se mostrar em momentos de grandes inspiração. O Avatar de Einstein foi sua fórmula E=MC². Para outros ele pode ser apenas um constructo filosófico que concede foco e identidade, como a tese de Hegel de que Títese + Antítese = Síntese. E ainda para alguns ele pode ser sua maior invenção como a pistola de raios ou um arco de eletricidade.

O Avatar aparece para nós algumas vezes como uma figura do passado, como um mentor que nos inspirou em nosso primeiro contato com a Ciência, ou aquele idiota que nos ridicularizou quando éramos jovens, o que nos conduziu hoje à grandeza.

Talvez um de vocês vai ser o Cientista que finalmente vai conduzir uma explicação sobre o Avatar, ou aquele que não vai tomar esta maravilha, mas vai produzir a base da abóbada da Ascensão da Humanidade.

local original: Tradition Book - Sons of Ether
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Kyle

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