Introdução


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


No Brasil, durante muito tempo, o Mundo das Trevas foi habitado basicamente por apenas dois tipos de seres sobrenaturais: vampiros e lobisomens. Só no ano passado conhecemos o terceiro grande título Storyteller - Mago: a Ascensão. Este jogo trouxe uma nova classe de personagem e também alguns probleminhas.

Com todos aqueles conceitos tecnometapentafísicos (!!!), pode - se dizer que Mago é o mais "cabeça" dos títulos Storyteller. Seus personagens são capazes de usar mágika (com "k" mesmo) para alterar a realidade - mas com cautela, pois quanto mais radicais essas alterações, maiores as chances de invocar um tipo de efeito colateral chamado Paradoxo. Este jogo traz um clima diferente, costuma brincar com tradições, idéias e conceitos. Obriga seus jogadores a enxergara realidade deforma totalmente diferente.

Ótimo. Perfeito. Funciona muito bem quando a crônica contém apenas magos como personagens jogadores. O problema aparece quando tentamos jogar com grupos mistos - coisa que muitos RPGistas adoram, uma vez que todos os títulos Storyteller usam quase as mesmas regras. Então, quando você tem um grupo com vampiros, lobisomens e magos, surge um grande desequilíbrio - porque um mago é MUITO mais poderoso que os demais.

Todo Narrador experiente já teve que enfrentar esse problema. Enquanto um Tremere consegue, com muito sacrifício, usar Sedução das Chamas para acender um foguinho de nada, vem o Mago Hermético com sua Esfera Forças e cria uma labareda capaz de reduzir qualquer vampiro a cinzas! Um mago pode dizimar um bando Sabá inteiro comum estalar de dedos, enquanto seus colegas Cainitas e Garou ficam chupando o dedo.

Para resolver isso, há dois anos a editora White Wolf (que publica os títulos Storyteller nos EUA) colocou no mercado um suplemento chamado World of Darkness: Sorcerer. Um título independente, que podia ser usado em conjunto com qualquer outro jogo, este livro trazia um novo tipo de mago - o Sorcerer, ou Feiticeiro. Embora fossem também mortais com habilidades mágicas, Feiticeiros não seriam magos verdadeiros. Eles nem sequer tinham seus avatares Despertados. Feiticeiros são magos muito mais fracos, próprios para participar de grupos mistos sem desequilibrara jogo.

Sorcerer existe apenas em inglês, nos livrarias de importados. Este livro não deve ganhar uma versão traduzida no futuro próximo, uma vez que existem títulos mais importantes no lista da Devir. Assim, para ajudar os Narradores cansados de lidar com os superpoderosos magos em seus grupos, trazemos aqui uma "versão demo" dos Feiticeiros. Nas próximas páginas você vai encontrar a informação mínima necessária para usar estes "magos menores" como personagens jogadores ou antagonistas.

Atenção: você NÃO precisa conhecer Mago: a Ascensão para usar os Feiticeiros. Pense neles como "magos simplificados".

Note que os poderes dos Feiticeiros são descritos de forma bastante genérica. Isso serve para dar mais liberdade ao Narrador, e não para que jogadores apelões se aproveitem disso. Apalavra do Narrador sobre o uso de um poder será sempre decisivo. Nem adianto reclamar dizendo algo como "mas está escrito aqui na Page of Mirrors..."

local original: Revista Dragão Brasil
nome original: Feiticeiros
autor(es): Rogério Saladino, revisado por: Gervásio da Silva Filho
tradutor(es):

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