A História da Irmandade
de Akasha


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Desde os mais antigos tempos, a humanidade esteve ciente da centelha divina dentro de si, o Avatar. No Extremo Oriente, assim como na Europa, as pessoas procuravam alcançar esta centelha divina através de vários meios como: a religião, a mágica, a filosofia e a ciência. Mas enquanto os magos da Europa tentavam isso seguindo o caminho da política e da cultura, gerando uma diversidade de Tradições rivais, o Oriente alcançava uma grande unidade.

Gravado no Registro Akáshico existe uma visão desta pré-história que não é baseada em nenhum fato ou mito específico: No início da raça humana, os Celestinos do Dragão, Fênix e Tigre vieram até nós e presentearam-nos com alguns de seus dons. Os Irmãos de Akasha vêem todos os Avatares como sendo parte destes Celestinos: o Dinâmico vindo do Dragão, que é yang e repleto de energia; o Padrão vindo da Fênix, que é yin (nada parecido com a Fênix ocidental) e passivo; e Investigador vindo do Tigre, que é ativo, agressivo e inquieto. Existe também um quarto Celestino, o Qilin (Chi-lin) ou Ki-rin, às vezes chamado de Unicórnio na analogia ocidental, que representa a Essência Primordial . O Qilin não veio até a humanidade nos seus Primeiros Dias. Dizem que somente quando o real esclarecimento, a Ascensão, é alcançado pode-se encontrar o Qilin

Os chineses chamam esta pré-história de "A lenda da dinastia Xia", supostamente o período anterior a 1600 AC. A Tecnocracia trabalhou muito para apagar todo vestígio desta era; nenhuma evidência arqueológica dela existe além das tradicionais histórias chinesas. O interesse da Tecnocracia neste assunto é desconhecido, mas talvez tenha alguma relação com a presença da Tecnocracia na China desde seus mais antigos dias.

Durante a dinastia Shang, a Irmandade de Akasha desenvolveu sua teoria de reencarnação do Avatar, inspirando o crescimento da crença e adoração pelos antepassados no Oriente. Esta teoria também causou as Guerras do Himalaia de 900 a 600 AC, quando os Irmãos declararam guerra contra Eutanatos indianos que interferiam no ciclo de reencarnação. Muitos grupos se dividiram e surgiram durante estas Guerras, inclusive os Ahl-i-Batin, mas também os adeptos do tantrismo e possivelmente os do budismo

Com a Irmandade enfocada no Himalaya, a proto-Tecnocracia ganhou mais poder na China. Embora eles previamente trabalhassem com os Irmãos de Akasha, eles se ressentiram da posição dominante da Irmandade e buscaram sua própria visão de Ascensão. O começo das Guerras do Himalaya coincidiu com o enfraquecimento da dinastia Zhou. De 900 à 770 AC, a dinastia Zhou enfraqueceu cada vez mais perante o massacre de seus rivais, aos quais a Tecnocracia forneceu os segredos do bronze, que antes era um monopólio dos Zhou .

A Primavera e Outono seguinte foram um período de guerras constantes. Reinados caíram enquanto as Tradições rivais batalhavam. Os Eutanatos atacaram e destruiram parte do Registro Akáshico, levando a Irmandade a deixar suas bases no Himalaya. A Tecnocracia começou à endurecer a Película na China - no final do século 6 AC, o analista Cai Mo faz um registro lamentando que os dragões estavam se tornando cada vez mais escassos. Novas armas foram desenvolvidas pelos Tecnomagos: a besta, armas e armaduras de ferro, e o uso de cavalos em guerras. Mas a Irmandade e seu protegido, o estado Qin, finalmente triunfou. Como medida de retalhação, o imperador Qin: Shi Huangdi ordenou que todos os livros exceto aqueles sobre agricultura, medicina e adivinhação fossem destruídos. Seus textos e planos foram esquecidos, após pouco tempo a Tecnocracia não era mais julgada com sendo um ameaça.

Assim por volta de 200 AC, a China se tornou um império unificado sob as ordens do Qin, seguindo tanto as crenças da Irmandade como as leis do próprio Qin. Nos dois secúlos de existência seguinte, o império chinês se tornou indissoluvelmente atado com as crenças da Irmandade. A Tecnocracia, uma vez mais em posição de servidão, co-existia não tão facilmente com a Irmandade. Muitas de suas invenções tiveram sua primeira aparição na sociedade chinesa, inclusive a bússola magnética, papel e papel-moeda, o relógio hidráulico, o sismógrafo, produção mecanizada de tecido e claro que a pólvora. Para a Guerra eles projetaram torres, tanques primitivos e catapultas . Os primeiros Progenitores desenvolveram a arte do bonsai, silkworms, peixes-dourado e outros animais. Por volta de 1300 DC, a China estava a beira das idéias e tecnologia que mais tarde iriam resultar na Revolução Industrial Européia

Enquanto isso o Budismo era filtrado na China pela Índia. Sua chegada foi saudada com uma mistura de curiosidade e medo. A filosofia budista havia sido trazida pela Irmandade, mas também era suspeita porque ela vinha da Índia, a terra dos Eutanatos. O budismo porém se tornou difundido na China no século 5 DC, sendo aceito por causa da filosofia ética do Confucionismo e inspirado pelo misticismo do Taoísmo. Sob a influência dos Akashas, a Chan (Zen em japonês), escola de budismo, foi desenvolvida na China e exportada para o Japão. Contrastando com isso, o budismo desapareceu na Índia, possivelmente porque os Eutanatos eram contra sua doutrina de não violência e fuga do Ciclo de Reencarnação.O budismo se tornou o veículo pela qual a Irmandade levou sua filosofia para o Japão durante os século 5 a 8 DC. Da mesma forma, ele ajudou a consolidar a influência dos Akasha no Tibet, onde ele minou a autoridade dos monarcas sagrados Tibetanos, os Spu-Rgyal, que seguiam a religião xamanistica de Bon. O Irmãos de Akasha depois disso restabeleceram suas capelas no Teto do Mundo que tinham sidos perdidas nas Guerras do Himalaya à mil anos atrás. No Tibet, a Irmandade desenvolveu também a Vajrayana ou Caminho do Relâmpago, uma forma de budismo baseada na prática de mágicas.

A Filosofia Akáshica espalhou-se também para o resto do Leste Asiático, inspirando novas formas de artes marciais e práticas de meditação na Coréia, Indochina, Filipinas e Malásia. O centro da Irmandade porém permanecia na China, onde oito importantes seitas de artes marciais se desenvolveram para as Casas da Ordem de Hermes na Europa Mítica. Estas incluíram a lendária seita monástica de Shaolin, a seita Taishan , a seita Kunlun , o seita masculina Wudang e sua contraparte o Emei, e a seita de Beggar.

No século 13, a China imperial caiu sob cerco das invasões de bárbaros Khitans, Jin, XI Xia e finalmente dos Mongols, que se estabeleceram à si mesmos como novos governantes da China em 1271 DC, assumindo o título de Yuan. Os Irmãos de Akasha e a proto-Tecnocracia acusaram um ao outro de auxiliar os invasores, provocando a divisão final. Os Tecnomagos deixaram a China seguindo a oeste ao longo da recém-aberta Estrada da Seda. Eles foram os primeiros a chegar primeiro no Califado Abbasid , onde compartilharam sua ciência e perícia mecânica com os Árabes, e então seguiram para a Europa, onde eles introduziram as invenções Orientais da pólvora e da impressão mecânica. Depois da dinastia Yuan, a China virtualmente parou seu progresso tecnológico.A dinastia Mongol Yuan plantou as sementes do isolamento na China, em parte por causa do choque da ocupação por um poder estrangeiro, e em parte porque os Mongols abriram novas rotas de comércio entre o Leste e Oeste, com o seu novo império da China até a Europa. A Irmandade então mudou o seu centro de operações para o Tibet, onde ficariam a salvo dos mongols por meio dos talentos diplomáticos de Sa-Skya Lama. A Irmandade também estava preocupada com isso no Japão, onde ondas e mais ondas de ataques mongóis aconteciam. Os Mongóis nunca conseguiram dominar o Japão, mas os Akasha japoneses ficaram isolados. Eles começaram a desenvolver suas artes, nutrindo a novíssima e emergente sociedade feudal no Japão à se inspirar no casta dos samurais.

A dinastia Yuan teve vida curta e foi rapidamente substituída por regentes Mings, os quais tiveram mais uma vez a ajuda da Irmandade. O primeiro imperador Ming tinha sido ensinado em um monastério e conhecia os ensinamentos do Caminho. Retornando ao poder os Irmãos de Akasha resolveram aderir ao isolamento para impedir a absorção da cultura de outras Tradições. As rotas terrestres através da Ásia Central foram fechadas. A Grande Muralha, construída originalmente na dinastia Qin, foi reconstruída com uma série de fortificações para impedir a entrada daquilo que não se encaixava no paradigma Akáshico. Encobrindo o sucesso inicial de uma série de grandes viagens marítimas empreendidas por membros da corte, a Irmandade fez com que o imperador proibisse todas as demais jornadas.

A dinastia Ming entretanto terminou em corrupção, possivelmente sob a influência de inimigos da Irmandade, os Eutanatos, mestres da Entropia. O último imperador Ming, suicidou-se em 1644 e as recém-unidas tribos Manchu invadiram pelo Noroeste. Com crueldade e violência, eles estabeleceram sua nova dinastia, a Qing. Novamente a Irmandade e seguidores de artes marciais resistiram, mas não puderam deter o avanço dos Manchu. Como os Mongóis, os Manchu começaram a punir severamente os membros da Irmandade, mas além disso os Manchu começaram a destruir todas as seitas de artes marciais. Até mesmo a capela ancestral de Shaolin foi posta abaixo em chamas. Mais uma vez a Irmandade voltou ao Tibet, desta vez organizando sociedades secretas que planejavam derrubar aos Qing. Muitas destas sociedades frustraram planos da atual dinastia, mas por causa de sua natureza autônoma alguns se corromperam e muitos estão envolvidos até hoje na Tríade.

Em 1793, a Tecnocracia retornou à China na forma de uma missão britânica comandada por Earl of MacCartney.. O Sindicato foi a primeira convenção que tentava reconquistar a China. Incapaz de persuadir a China a comprar produtos manufaturados eles se juntaram aos Progenitores para desenvolver uma droga natural denominada ópio. O sucesso do narcótico alarmou a corte Qine e em 1839, a Guerra do Ópio aconteceu, servindo apenas para demonstrar a superioridade do poder das armas tecnocratas sobre as armadas dos Qing.

A vitória da Tecnocracia sobre a China foi a causa de uma grande reunião no recém formado Conselho dos Nove. Todas as tradições começaram a inspirar revoltas para auxiliar a Irmandade e em oposição aos Qing e à Tecnocracia. O Coro celestial encorajou a Rebelião dos pseudo-Cristãos Taiping, enquanto os Ahl-i-Batin inspiraram revoltas entre as tribos muslimas no oeste da China. A Irmandade guardou sua força para um grande evento, chamado de Levante dos "Boxeadores" de 1900. Os "Boxeadores", eram assim chamados pelos observadores do Oeste, enquanto praticavam suas artes marciais. Em uma tentativa frustrada de preservar a realidade consensual, eles acreditavam que seus talentos irão protegê-los dos tiros e flechas.

Os regentes Qing, sentindo seu poder esvair-se de suas mãos, voltaram-se para a Tecnocracia em busca de ajuda. A Tecnocracia aniquilou as rebeliões, mas o Qing não durou por muito tempo. Em 1911, o último imperador Qing abdicou. Os Akashas estavam muito fracos para aproveitar-se da oportunidade: a falha do Levante dos "Boxeadores" drenou seus recursos, e o Qing foi invadido pelo Tibet em um ataque maciçio em 1906. A Tecnocracia não havia previsto a desordem que se seguiria. A China sucumbiu no caos na década seguinte. A Tecnocracia então causou as duas Guerras Mundiais, assim a sociedade adormecida, começou a usar a fúria da tecnologia uns contra os outros.

Nem as Tradições nem a Tecnocracia tomou o controle do Oriente Médio no final. Em 1949, o partido comunista assumiu o poder. Ele aceitou as ferramentas e armas tecnocratas, mas rejeitou os costumes Orientais e evitou sua assimilação pelo povo. Os akashas não se beneficiaram com isso, porque estavam familiarizados com o sistema imperial, e em 1959, o Tibet foi invadido pela Armada Vermelha. A Tecnocracia em uma tentativa de reassumir o poder, implantou agentes e espiões e em 1966 manipulou a Revolução Cultural numa tentativa de varrer a Irmandade completamente. O plano rapidamente saiu fora de controle e os Akashas conseguiram permanecer, sem sofrer grandes perdas.

Ironicamente, a Revolução Cultural causou uma Xenofobia e fez com que as pessoas ignorassem as Tecnocracia e preservassem a realidade consensual na China em favor da Irmandade de Akasha, que hoje se esconde em seus retiros espirituais nas montanhas. Uma nova batalha pode estar sendo preparada na China para vagarosamente abrir suas portas para o mundo exterior, mas agora, a Irmandade espera em suas capela secretas e em seu monastérios no topo das montanhas

local original: Anders Mage Page
nome original: Analects of Akashic Brotherhood
autor(es): Chee Yung
tradutor(es): Winter

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