Harmonia e retidão:
O paradigma Akashico


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


A mágika akashica não é um fim a ser perseguido, mas sim, um efeito colateral do Despertar. Conhecimento espiritual é a chave para o avanço. A habilidade de realizar milagres é secundária e pode levar o Akashayana a se distrair do verdadeiro caminho.

A mágika vem do conhecimento do Dharma, O principio primordial da criação, forma e destruição. Esses poderes são colocados em movimento pelo San Chien e são invisíveis aos adormecidos, que preferem o sonho materialista do Samsara, o consenso.

Drahma

Para transcender o Samsara, o Akashayana pratica o Drahma. Drahma é a contração de dois conceitos. Drala, um termo tibetano que significa "acima do inimigo", é um estado especial onde as dualidades são reconciliadas e as ilusões perfuradas. Encontrar Drala é rejeitar a divisão de conceitos como eu e outro, matéria e espírito. Sem oposição, o Irmão está acima do inimigo por que todos os inimigos Não são diferentes de sua própria natureza intrínseca.

Dharma é uma palavras Sânscrita com diferentes significados. No hinduísmo, um dharma é o dever para com a família, casta e sociedade. Fazer o Dharma ajuda o homem ou a mulher a atingir uma melhor reencarnação e eventualmente a união com os próprios deuses. Nos ensinamentos budistas, O termo foi transformado em uma descrição dos princípios da realidade. Apesar dessa ser a definição que a Irmandade emprega não pense que não tem implicações na responsabilidade pessoal. As verdades subliminares da roda se integram com a consciência moral de uma pessoa para então se transformarem em Entendimento místico. Para os Akashayana não existe diferença entre os dois.

Drahma é essa aproximação ao universo que defende viver em harmonia com a natureza e realizar apenas feitos que aproximam a pessoal com a grande verdade da existência: Que as dez mil coisas da realidade não são diferentes nem mesmo separadas da natureza verdadeira do indivíduo. Todas atuam seu papel no grande todo. Criação, preservação e destruição quebram as barreiras que isolam as pessoas do girar da grande roda.

O San Chien

Quando o Irmão Akasha vive de acordo com os princípios do Drahma, Ele naturalmente invoca o poder do todo, Como ele sempre age de acordo com as forças dinâmicas que o circundam e o permeiam. Baseado no seu Jat, pai, ou temperamento pessoal, ela se alinha com um dos três ministros do San Chien: o Tigre, O dragão ou a Fênix. Ele não se torna um veículo para o patrono escolhido, como se pode ver nos distorcidos Nefandi ou nos impulsivos Hengeyokai. Ao invés disso, A personificação do dinamismo, estase ou entropia balanceia a tendência do Irmão de ignorar essas forças em sua vida cotidiana.

O San Chien, como outros aspectos do Drahma, não são apenas um fenômeno externo. O triplo confronto é interno. Dessa forma, um Kannagara que se concentra em destruir seus vínculos com o mundo material invoca a Fênix para impor ordem em suas práticas para que não se torne apenas um exercício de Nihilismo. Magikamente, isso significa que ele se torna um recipiente vazio através do qual se manifesta o poder daquele ministro, moderado com seu temperamento contrastante.

Os Li-Hai falam de um quarto ministro, Lung-ta, que serve para balancear todos os outros. O cavalo de vento representa o poder do Drahma no mundo fenomenal, mesmo no meio do caos, destruição ou na lei castradora. A grande lição de Lung-ta é achar a iluminação mesmo nas coisas pequenas e falhas. Os Li-hai atuam em seu nome, ajudando a manter o Sangha longe de inchar no mundo moderno.

Bodhicitta: O coração da Iluminação

No meio do triplo confronto está o Bohicitta, conhecido para os outros magos como manifestações do avatar. Akashas não acreditam que ele é uma bateria de quintessência, tem uma natureza boa ou ruim ou é a alma. Para a primeira afirmação os akahsas riem com irreverência. Quanto a segunda, é muito inferior a um humano desperto, e a terceira constatação isolaria o Irmão do mundo.

Ao invéz, O Bodhicitta é a faísca do Akasha, a sabedoria primordial chamada de Natureza de Buddha, o Tão e o recipiente de outros nomes. Todos os seres possuem um Bodhiccita - A iluminação é inerente, não uma função da linhagem ou sorte. Mas para a maioria, As respostas fáceis do Samsara os afogam no materialismo e nos ruídos da mente egocêntrica. Todos os seres podem ver suas verdadeiras naturezas após a morte, mas muitos deles temem a luz e fogem em uma nova encarnação. Mesmo os despertos tem problemas lidando com a verdadeira natureza do Bodhicitta, que escapa de todas as tentativas de aprisionamento ou conceitualização, então eles tentam liga-lo a uma forma divina ou símbolo místiko. Para a maioria, isso representa a sua luz desperta. O Bodhicitta até mesmo irá oferecer encaminhamento usando máscaras Dinâmicas, estáticas, primordiais ou investigadoras para alcançar o Drahma. Muitos chamam por um aspecto do San Chien para preencher esse papel, para que pelo menos as ilusões os guiem ao equilíbrio. Tragicamente, os servos dos Yama Kings normalmente transformam sua luz interior em uma forma grotesca de fonte de desilusão. Porém mesmo isso ainda é o trabalho do Bodhicittam tentando trazer novamente os magos decaídos para o caminho da retidão.

Samsara: O consenso de Ilusão

O dom do despertar nem sempre é fácil de ser usado. Muito comum é para as pessoas superiores caírem presas da Ilusão. Samsara não ;e apenas um produto de sonhos passageiros ou crenças sem base. É uma atitude completa para com o mundo, onde cada um se vê separado, imutável e imune às forças que atuam a sua volta. Essas idéias apenas servem para forçar a vontade contra o girar da roda e assim rejeitar a verdade da impermanência. Transformar um universo de entidades fixas com a força da vontade não é só arrogante, é uma ilusão. Um Irmão Akasha que tenta fazer isso acaba descobrindo que as forças que ele tenta comandar já deixaram suas crenças fixas para trás. E elas podem ter se tornado coisas destorcidas e, normalmente, indesejadas.

Samsara não é inteiramente ruim - nós precisamos de conceitos fixo no universo para poder viver nele - mas não é um modelo correto da Trama. Ironicamente, adormecidos presos na isolação e permanecia fortalecem o poder da ilusão devido a uma interdependência que eles se esforçam para não reconhecer. Como parte do corpo humano, os Akashayana são tanto parte desse todo como são capazes de cair no Samsara na presença de Adormecidos. Aliais, o risco real do Irmão pensar nele mesmo como separado do Samsara constrói uma dualidade entre desperto e adormecido. Mas o Samsara não é um lugar, ou mesmo um sinônimo para realidade, Ele guarda dentro de si as chaves para o Samadhi.

Akashakarma

Mais que apenas um recurso mágiko, o registro akáshico é um fenômeno paradigmático nele mesmp. Akashakarma é a marca sublime de todas as ações na grande roda. Oda a ação é colocada em movimento por um pensamento e deixa seus traços em todos os outros pensamentos e a;coes. Os Irmãos Akasha usam a idéia do registro para estudar as conseqüências de suas ações, e trabalhar mágikas que transcendem os princípios do próprio karma. Por exemplo, um irmão poderia sentir o estado emocional ou os pensamentos ocorridos num antigo campo de batalha sintonizando-se com a marca que a história deixou no registro. Respiração profunda e mantras poderiam ajuda-lo a se livrar das distrações materiais. Então, ele poderia sentir o fluxo akashico que existiu antes de qualquer ciclo de criação e destruição, e poder usar os ecos kármicos que aparecem para aprender o nome do general de uma das forças, ou talvez o temperamento de um Vajrapani que lutou no conflito.

Caligrafia, criar mandalas com areia, pintura ou movimento, e recitação de escrituras sagradas também abrem a mente do Akashakarma. Métodos que usam um laço simpático num objetos estudado ou influenciado (como se o akasha citado acima recitasse a história do lugar como ele aprendeu num antigo documento) favorecem o trabalho em troca de um perda de flexibilidade.

Do

Para seguir o Drahma, o Akashayana precisa atuar com concentração, determinação e com consciência do efeito que suas ações tem no grande todo. Do é o estudo e pratica de ações corretas e conscientes, e é integrante da crença e mágika akashica.

Por exemplo, um Vajrapani pode usar um movimento giratório e rasgado para concentrar sua ira num bloqueio que não apenas vai para o ataque como também inspirará terror no seu inimigo. Defrontado com uma doença, o mesmo irmão, poderia se mover através de katas especialmente desenvolvidos para retificar o equilíbrio energético em seu corpo. Combinado com um respiração correta, o chi se move através do corpo estimulado melhorando a saúde.

Samadhi

Sat-Chit-Ananda. União com o Tao, Nirvana, Ascensão. Ele possui muitos nomes, mas para a Irmandade todos eles significam Samadhi, o estado de exist6encia indiferenciavel. O bodhicitta se revela em sua forma original e a sabedoria do Akasha permeia todas as coisas. Ele se torna um com a roda e está livre dela. As correntes da desilusão se foram, e, como confúcio observou, ele pode fazer o que quiser, pois o que ele quiser não será diferente da vontade dos céus.

Os akashayana tem muitas estórias sobre os Akasha. Criaturas Ascendentes que sobrepujaram a roda do nascimento e da morte. Esses koans, parábolas, poemas e músicas são as partes mais valiosas do conhecimento akashico, pois apontam para o caminho a se alcançar tudo que o treinamento , estudo e sacrifícios Akashas procuram conseguir.

local original: Tradition Book - Akashic Brotherhood
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Kaworu Naguissa

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