Capelas Nefandi 


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Assim como os demais magis, os nefandi possuem suas própria capelas. Escondidas em muitos lugares da umbra, esses lugares são criados à partir dos modelos dos labirintos encontrados dentro dos mundos dos mortos. Sendo Nulidades e câncers na face do mundo, ele crescem como pequenos reinos do horizonte seguindo até a tempestade. Muitos magos que entraram em capelas decaídas afirmam terem se confrontado com cenas horríveis e ininteligíveis onde as coisas pareciam não estar realmente organizadas num espaço racional. Como já foi falado, esses nefandi são a encarnação da entropia e dentro de seus corpos humanos habitam mentes torturadas e rasgadas por uma lógica que não segue os padrões normais. Apesar de se serem perfeitamente racionais quando querem, no seu íntimo eles são uma representação perfeita do vácuo e do paradoxo. Sua capelas refletem esse conceito com maestria. Uma vez passado o ponto onde elas atendem as leis da realidade, uma vez passado o lugar onde o consenso ainda evita que elas siga suas próprias regras arquitetônicas distorcidas, um mago está em perigo. O caos é refletido na forma desse lugares. Muitas portas não dão duas vezes no mesmo lugar e mesmo as salas parecem ser maiores ou menores do que realmente deveriam. Entrar num local desse é entrar num cenário de pesadelo, toda a capela parece um grande tumor, mudando constantemente conforme cresce e suga a quintessência da Telluriam para se manter viva.

Com diversas salas e níveis, mesmo uma capela comprimida dentro de um pequeno apartamento é um sobreposto de correspondência que destrói todos os conceitos de espaço de formas insanas. Especula-se que as construções são feitas de forma a serem grandes armadilhas para magos invasores. E apesar de serem raras, são eficientes. Dentro desses labirintos pode-se chegar com facilidade a própria fonte de poder destes magos, uma nulidade sempre é o fim dos corredores e salas desse labirinto. Uma única construção é encontrada quase em todas as capelas. O templo venerando o vácuo é um lugar próprio onde se prende nefandi recém iniciados. Lá eles ficam presos num espaço sem tempo de forma onde a única coisa que podem sentir ou enxergar é o próprio corpo. A estadia num total vácuo sem som nem prova de existência mostra ao iniciante a verdade sublime. Ele pode existir e não existir ao mesmo tempo. O templo do vácuo é um artifício capaz de enlouquecer qualquer mago e, apesar do produto nem sempre ser um nefandi, os restos da personalidade dos que tentam desafiar o nada são assumidos pela entropia.

A muito tempo, os servidores do vácuo e os nefandi que se vendem para criaturas extraplanares não eram vistos atuando juntos, apesar do fato realmente não ser notado pela maioria dos magos. Apenas os estudiosos mais iluminados, a quem o vácuo não consegue dominar devido a certeza sobre seu paradigma, sabiam a distinção entre os que serviam a morte e os que simplesmente viam a morte como um meio de agradar seus superiores. E o perturbador fato de algumas coifas e alguns templos serem encontrados em espécies de “capelas mistas” tem sugerido uma aliança definitiva entre esses monstros.

A afinidade entre esses grupos tem se formado pelo fato dos Verdadeiros decaídos perceberem que seu irmãos adoradores podem avançar em muito seu desejo pela destruição. Os nefandi de outras facções vêem a aliança vantajosa como forma de assegurar que seus mestres sombrios fiquem felizes com os resultados de seus trabalhos.

É nas capela que os decaídos criam suas monstruosidades, apesar de não gostarem de formar ilusões para si mesmo, elas são necessárias para combater magis que sigam um caminho que os separe da destruição. Pragmáticos, eles tem a certeza que os fins justificam todos os meios. As nulidades normalmente são o local onde as aberrações são criadas ou convocadas. Ajudados por espectros da umbra baixa, eles retiram aberrações, fomores e até mesmo criaturas mais perigosas colocando-as a seu serviço. É comum ver esse tipo de capela sendo protegida por bestas do mundo inferior.

Um tipo de capela se ressalta em meio aos labirintos nefandi. As capelas espirais. Formadas por um grupo relativamente recente, essas capelas parecem ser pertencentes ao um grupo de Decaídos verdadeiros que se comprometem com um entidade sobrenatural denominada Wyrm. A maior diferença entre esse grupo e os nefandi que adoram a wyrm como seu senhor é que estes simplesmente se tornam parte da própria entidade. As lendas que surgem desse grupo se espalham entre os arquivos do conselho, e várias das capelas espirais, denominadas assim devido a um grande salão com espiral cravada que é presente no centro desses locais, aparecem revelando que o culto pode realmente estar louvando um ser nascido do centro do caos. Como se não bastasse a decadência por si só, essa facção ainda recebe auxílio externo. Os grupos que louvam a Wyrm entregam seus corpos a ela, ao invés de entregar ao simples vácuo. É comentado no submundo que cerca os nefandi que esse ser seria a manifestação física que o vácuo tomou para comandar seus servos. Muita dúvida e incerteza existe mesmo entre os decaído

local original: Page of Mirrors
nome original: Nefandi
autor(es): Kaworu Naguisa
tradutor(es):

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