O Livro dos Oito Aeons


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


No princípio existia apenas o Uno, aquele que ainda existirá no fim de tudo.

A terra e os céus não existiam, e o dia e a noite também não, mas o Uno já existia e para sempre existirá. Luz e escuridão, o mais alto e o mais baixo, tudo estava unido ao Uno.

Mas Ialdabaoth o Demiurgo cego quebrou a paz e proclamou a palavra  "Eu sou". E assim a desunião foi criada.

Ialdabaoth nomeou as coisas, e elas foram separadas do Uno. Assim ele criou o mundo.

Primeiro Ialdabaoth proclamou "Que exista Saturno, o primeiro e maior dos Aeons! " E o Senhor de Tempo foi criado, e Ialdabaoth disse que a partir de então o passado estava separado do futuro.
Então Ialdabaoth proclamou "Que exista Júpiter, o Aeon da Separação! ". E o Senhor do Espaço foi criado, e Ialdabaoth disse que acima estava separado de abaixo.

Então Ialdabaoth proclamou " Que exista Marte, o Aeon da Destruição!" E o Senhor do Pó foi criado, e Ialdabaoth disse que a decadência e a imperfeição regeriam tudo.

Então Ialdabaoth proclamou " Que exista Mercúrio, o Aeon da Consciência!" E o Senhor da Mente foi criado, e Ialdabaoth disse que todas as coisas eram distintas e nomeadas.

Então Ialdabaoth proclamou " Que exista Lua, o Aeon do Espírito!" E a Rainha da Noite foi criada, e Ialdabaoth disse que os mundos estavam separados pelo abismo da noite.

Então Ialdabaoth proclamou " Exista Vênus, o Aeon da Vida! " E a Senhora das Plantas e Bestas foi criada, e Ialdabaoth disse que toda a vida nasceria, cresceria e morreria em ciclos infinitos.

Então Ialdabaoth proclamou " Que exista Terra, o Aeon da Matéria!" E Gaia, conhecida como "o Reino", foi criada. E Ialdabaoth disse que foram apanhados os fragmentos do Uno dentro de conchas de matéria e movimento, regidos pelos desejos de Vênus, encarcerados pelos ciclos da Lua, os nomes de Mercúrio, a desordem de Marte, os labirintos de Júpiter e a eternidade de Saturno. E ele proclamou: " Daqui por diante a desunião regerá até o fim dos tempos!"

Entretanto ele ouviu a voz de Sofia, a sabedoria do Uno aprisionada dentro dos fragmentos: " Tu disseste a verdade, Senhor da Dispersão. A Desunião regerá até o fim dos tempos, mas o próprio tempo um dia morrerá. Um dia os próprios Aeons irão morrer, e então a unidade será restabelecida". E então o Uno criou o Rei dos Aeons, o Senhor Sol, guiando os fragmentos para unidade.

Um dia a Rainha se casará e se unirá com o Rei brilhante, e com isto começará a grande Reconciliação. O Uno se reunirá e o universo será reunido.

No princípio existia apenas o Uno, aquele que ainda existirá no fim de tudo. O Livro dos Oito Aeons

local original: Anders mage Page
nome original: The Book of eight Aeons
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Winter

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