Antecedentes


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Os Ahl-i-Batin surgiram da combinação dos elementos interligados de duas Tradições enquanto eles buscavam segurança contra os inimigos pertencentes a outras Tradições. Durante as Guerras Himalaias de 900-600 AC, uma seita de Handura (que mais tarde se uniu aos Eutanatos) lutou cruelmente para expulsar a Irmandade de Akasha das terras do subcontinente Indiano. Dentro dos Akáshicos existia um grupo de jovens acólitos e Iniciados que praticavam o comércio de construções e alvenaria. Enquanto viajavam entre os monastérios, estes jovens Irmãos foram separados de seus companheiros por uma emboscada Eutanatos que quase os destruíram quando eles escaparam pela Passagem Khyber nas terras agora conhecidas como Afeganistão.

Lá eles encontraram um grupo de dervixes Extáticos, e eles se uniram na dança, movidos por algum impulso desconhecido. Durante esta emanação passional, e ao mesmo tempo disciplinada, um dos Irmãos e um dos Extáticos se fundiram, dando origem a uma entidade de duas-faces chamada Khwaja al-Akbar. Esta entidade revelou para o grupo recém formado a Doutrina de Unidade. Na Unidade, todas as peças de Divindade seriam reunidas em um todo - ascendente e perfeito. O Khwaja al-Akbar convocou o grupo para desenvolverem uma nova Trilha, um cuja missão era criar uma grande mandala de energia por toda superfície da Terra. Esta mandala concentraria todos os Adormecidos e Despertos igualmente para atingirem um estado de ser ascendente. Eles encontrariam um Ponto de Correspondência de espaço e tempo e da Mente Universal aonde todos se beneficiariam e se tornariam com um só. A doutrina sustentava a cooperação e o reconhecimento de que todas as doutrinas da Trilha para a Ascensão tinham uma certa associação. Todos se esforçariam juntos para que eles pudessem sobrepujar seus inimigos e prosperar em unidade.

Ironicamente, seu chamado à unidade foi interrompido pela chegada dos membros do Coro Celestial enraivecidos com os Extáticos, e por uma facção de guerra dos Handura determinados em aniquilarem os Irmãos de Akasha. A Noite de Fana, como ficou conhecida, terminou numa batalha tão bárbara que a planície que antes era fértil se tornou o Grande Deserto da Morte, que cobre a maior parte do Afeganistão.

A Tradição recém fundada sobreviveu, mas ela não se revelou para os outros magos por séculos, decidindo em lugar disso trabalhar de modos sutis que beneficiariam a Pérsia e outras terras do Oriente Médio. A estes magos se atribui à criação de qanats, túneis subterrâneos que transportavam neve derretida pelos desertos para abastecerem as fontes das grandes cidades. As próprias cidades foram construídas em padrões de mandalas
ligadas por uma teia de rotas de comércio.

Mesclando suas Artes com as revelações do Khwaja al-Akbar, os Batini descobriram um lugar fora do tempo e do espaço, um lugar que eles interpretaram como Monte Qaf, o coração da criação. Este Reino consistia de uma grande montanha repousando sobre uma planície que a circundava. Os Batini viram a planície como o mundo dos Adormecidos, com inclinações elevadas sendo magos com maior entendimento e realização. Nos níveis mais altos repousavam os oráculos, Celestinos e os Puros. No pico estava situada a Unidade, o Uno, que alguns chamavam de Primórdio e que era considerado a personificação do Ponto de Correspondência contendo todas as coisas.

Os Batini optaram por tornarem-se parcialmente conhecidos no início de uma série de terríveis ataques pelos Desauridos e pelas hordas de Gênios que saqueavam as pessoas nos desertos entre as cidades. A maioria dos Batini abraçou a fé do Islã como personificação de muitos princípios que eles apoiavam como magos. A idéia de uma fé única, unificadora e um Deus enriqueceu e ajudou a moldar suas práticas e crenças. Tais crenças levaram à formação de um grande plano para desfazer as depredações dos Desauridos. Assim os representantes das Tradições acordaram e encontraram planos escritos para unificarem as cidades com uma teia de Nodos ligados ao redor de um eixo central. Acompanhando o plano estava um convite impresso para discutirem o plano, assinado por membros poderosos dos Herméticos, Akáshicos e Êxtáticos. O local para o encontro era a casa de um rico mercador. Tal plano poderia quebrar o poder dos Desauridos e beneficiaria a todos. Os representantes das Tradições descobriram durante o encontro que uma coalizão de Ofícios pequenos foi a criadora do plano, que pedia Quintessência para ser canalizada pelos desertos através das orações e ações de agentes humanos. Enviada para um Nodo central, a Quintessência seria então enviada de volta para a rede de Nodos colaboradores, varrendo a terra quando necessário e erradicando os esconderijos dos Desauridos. Conhecida como a Teia da Fé, ela funcionou como esperado e elevou a cultura e a civilização inclusive para os Adormecidos cujas vidas ela tocou. Contudo, com este sucesso veio uma proliferação de seitas religiosas e cultos menores formados ao redor de líderes carismáticos que podiam tocar na energia da Teia. Logo, as Tradições começaram a tentar cortar várias facções da Teia, temendo que suas razões para usarem o poder pudessem ser mentiras o que seu poder superasse aquele estabelecido pelas Tradições. Temendo um banho de sangue como aquele feito pelos Handura, alguns dos verdadeiros Mestres dos Ahl-i-Batin se revelaram para vários líderes das Tradições e lhes mostraram o Monte Qaf. Eles explicaram seu objetivo de conduzir todos ao Pico Ascendente da Unidade e lhes contaram sobre seu medo contínuo de se revelarem enquanto os Handura existissem. Desse modo os Batini ganharam alguns aliados poderosos e evitaram uma guerra religiosa em escala total, embora o resto dos magos das Tradições permanecesse ignorante de sua verdadeira natureza.

Mesmo que eles estives sem espalhados, os Batini mantinham contato através d e uma rede de Mestres da Esfera da Mente que podiam passar informações de um grupo ao outro na velocidade do pensamento. Eles fizeram uso de uma grande reserva de Quintessência situada abaixo de suas regiões natais, usando os qanats para canalizarem-na para criarem nodos temporários quando necessário. Essas duas práticas foram mantidas em segredo das outras Tradições. Os diplomatas Batini ajudaram a estabelecer a base para o Conselho dos Nove também, mas quando eles assumiram sua cadeira eles o fizeram como um grupo de Ofícios imprecisamente afiliados chamados de Coalizão Geomátrica. Muitos membros suspeitaram que havia mais do que os Sutis aparentavam, mas eles acreditavam que os Sutis eram muito desorganizados para constituírem qualquer ameaça. Aqueles que conheciam a verdade guardavam o segredo dos Batini.

No começo do século XIX, a Tecnocracia tomou conhecimento das reservas de Quintessência situadas sob o Oriente Médio. A União tentou tomar a região para si, o que resultou em batalhas terríveis. Durante o conflito, o Monte Qaf fechou-se da Terra, e ambos os lados foram impedidos de entrar ou sair do Reino. Alguns dizem que o Monte Qaf foi destruído na batalha, enviando ondas de choque por toda a Umbra. Outros clamam que o que agora é a Teia Digital são os resquícios das regiões montanhosas na base daquela grande montanha, que agora só poderá ser reconstituída no dia da Ascensão.

Os líderes dos Batini, terrivelmente feridos e sem refúgio disponível, cortaram seus laços com seus Discípulos e desapareceram, jurando que algum dia eles retornariam em triunfo. Os Batini romperam com as outras Tradições, clamando que eles protegeriam suas próprias terras natais, e então desapareceram. Se os Mestres foram caçados e destruídos ou foram para o subterrâneo e têm planos para re-emergirem isso permanece um mistério para Tradições, Tecnocracia e até para os seus seguidores.

Ainda assim, os boatos correm. Após a Segunda Guerra Mundial, encontrar um Batini parecia impossível. A maioria escondia suas habilidades e desapareciam em trabalhos cotidianos como curadores de museu, donos de restaurante, arquitetos, analistas de sistemas, até donos de lojas e zeladores. Alguns magos dizem que certos líderes religiosos respeitados no Oriente Médio são na verdade Batini. Outros notaram que muitos poderosos do Oriente Médio têm comprado terras em áreas bem remotas do mundo - terras que detém poder nelas ou sob elas. Uns poucos estudiosos das Tradições notaram que os Oradores dos Sonhos e a Ordem de Hermes recentemente ganharam alguns convertidos que expõem uma filosofia com suspeita de ser parecida com a Doutrina da Unidade. Como sempre, os Sutis permanecem misteriosos e difíceis de serem localizados. À luz dos eventos recentes, como a Tecnocracia parece ter ganhado a Guerra da Ascensão, alguns entre as Tradições olham novamente para o Oriente, com a esperança de que algum princípio unificador possa re-emergir a partir dos magos dos Ahl-i-Batin para mais uma vez dar vida aos seus grupos problemáticos.

local original: Mage the Ascension - Companion
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Dr. Orlando
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