Paradigma e Crença


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Crença não é a mesma coisa que paradigma. Enquanto paradigma é o "mapa místico" que um mago consultará, crença é o combustível para sua jornada à iluminação. Paradigma é meramente o tornassol. É a cola que liga as crenças mais profundas do mago com a verdade universal da Tellurian. Ele permite que um mago "experimente as águas" da Tellurian antes de usar sua magia. Ele permite que ele saiba se seu efeito será ou não coincidente ou vulgar. Sem esta compreensão crucial da Tellurian, o mago logo obterá um entendimento muito maior sobre o paradoxo do que gostaria.

O papel do paradigma é incrivelmente importante, pois crença pessoal e verdade universal raramente se cruzam. Para alguns magos, o desejo de consolidar esses dois conceitos é sua compulsão para atingir a iluminação. Para os outros, a distinção nunca fica clara. Sem cuidado, esses magos podem se aproximar do Silêncio. Além do mais, acreditar que o sol explodirá em algum momento durante o primeiro dia do Ano Novo não significa que o sol realmente explodirá. Contrário ao que é exposto pela mídia popular, a crença em si mesmo apenas o levará até o ponto onde a realidade faz esforços para expor suas concepções equivocadas das maneiras mais brutais possíveis. O mago agita seu minúsculo punho aos céus, a realidade nota, e depois o esmaga como um inseto.

Para enfatizar este ponto, considere o mito popularmente aceito de que os seres humanos usam apenas 10 por cento de seus cérebros. Esta concepção equivocada data dos anos 20 quando os cientistas assumiram que os neurônios maiores que eles eram as únicas células envolvidas no processamento da informação. Eles pensavam que os numerosos neurônios bem menores eram “neurônios bebês” não-desenvolvidos que ainda não foram usados na atividade cerebral. Esta crença se tornou popular, provavelmente porque as pessoas queriam acreditar nela. Mesmo depois dos neurologistas obterem um entendimento maior dessas células, a crença se perpetuou.

Apesar dessa crença, se uma pessoa perde 90 por cento do cérebro, tal indivíduo não se comportará como antes. Ele provavelmente morrerá. Considere também um neurocirurgião que pensa que 90 por cento do cérebro são desprezíveis. Embora ele acredite nisso, a realidade é que ele nunca terá permissão legal para fazer cirurgia, pois ele nunca passará pela faculdade de medicina. Nesse exemplo, a realidade e a crença simplesmente não coincidem. Este equilíbrio delicado é estabelecido pelo paradigma, por a crença apenas simplesmente não consegue se reconciliar com os detalhes frios do cosmo.

local original: Guide to the Traditions
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Dr. Orlando

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