A vida de uma assassina


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Euthanatos - Samantha Spiner

As pessoas (as que restam) me perguntam por que eu mato, e então eu respondo "eu não faço idéia" eu acho que a morte não é o fim de uma vida é o fim do sofrimento eterno que é viver. Tudo bem algumas pessoas eu matei por diversão, outras por dinheiro, e outras por que iam morrer nos próximos 20 minutos. Não é fácil se dar bem nesse ramo, os caras te pagam, você vai lá e mata, mas algumas vezes você dá de cara com um bando de HIT Marks no seu encalço e daí a coisa fica preta, eu já consegui matar vários desses mas na maior parte eu me escondo ou saio correndo (é melhor do que virar fritura).

Tá bom eu admito que também mato por dinheiro mai isso e só pra me deixar viva. Acho que tudo tem seu preço e na maioria das vezes eu gosto de ser paga por oferecer um trabalho tão nobre. De qualquer jeito quando a coisa engrossa, eu preciso de dinheiro para me manter e só porque eu não posso criar ou porque não tenho um daquelas carteiras que você vai tirando dinheiro sem parar. Minhas amigas riem disso mas eu não me importo, não posso fazer nada (tá posso fazer várias coisas mas nenhuma é dinheiro).

Sim, sim, tem várias coisas que me deixam muito puta. Uma delas eu já citei é quando eu encontro um HIT Marks como alvo. Outra é o meu avatar (é a pior coisa do mundo). Imaginem uma criança de doze anos que é a encarnação de um mago poderosíssimo senhor do conhecimento, que acha que pode te dar ordens, atrapalha você em combate, sempre está no seu encalço e aparece e desaparece nas piores horas (no meio de uma festa lotada de adormecidos). Além de tudo isso ele é meu avatar, significa que eu não posso despachar ele. Todos estão felizes quando tem um avatar manifesto atencioso, mas não quando ele tem doze anos. O pior é que se acha a minha mãe sempre me falando o que fazer ou não. Tá bom ele serve para algo, é ele que me informa sobre os meus alvos (isso quando eu imploro) e nunca informa nada quando o alvo é um HIT Mark.

Quando eu mato, eu me sinto bem por ter livrado mais uma alma dessa bola grande e inútil em que vivemos. Se eu pudesse também ia embora mais tenho uma grande responsabilidade em manter a densidade demográfica estável. É isso ai, todo o eutanato tem o dever de matar aqueles que sofrem ou que fazem os outros sofrerem. Faz algum tempo que apareceu um trabalho que eu arranjei lá no centro (de Los Angeles) que era matar um alvo de onze anos. No começo eu pensei "a criatura ainda nem saiu das fraldas como a vida dela pode ser tão ruim". Então, mesmo assim eu fui lá dar uma olhada e quando vi aquele menino tão pequeno, tão bobinho, tão inocente olhando pra minha cara e falando "oi tia" seria uma pena matar uma criatura assim. Daí eu pensei em ficar com ele, poderia ajuda-lo a parar de sofrer levando-o comigo. Depois eu pensei e refleti bem, lembrei que já tinha outra criança na minha vida, meu avatar, a fúria foi tanta que não me controlei e fui pra cima da criatura direto no pescoço e lembro que só ouvi um grito surdo ecoar na casa e mais nada.

Não, eu não tive remorso de nada. Eu sempre encarei a pena como uma fraqueza, acho que a minha personalidade não deixaria eu sentir pena. Mesmo porque eu sou mulher e as mulheres sempre tem o mal gosto de ter pena das carcaças alheias. Eu não sou assim, talvez porque tenha o espírito de um homem ou coisa assim. Talvez a pena seja um tipo de doença um vírus forte que o Dox espalha para que agente não cause mais mortes assim facilita o trabalho dos espíritos do Dox.

Concluindo, matar é só uma maneira de acabar com o sofrimento vivo de alguém (eu poderia transformá-lo em um sapo, por exemplo, mais eu ia ficar mais doxada depois, que nem um vampiro na luz fresca da manhã). De novo eu falo: É minha responsabilidade matar, se me deram esse dom eu devo usufruí-lo ao MÁXIMO.

Estereótipos

Irmandade de Akasha: Grande coisa o que podem fazer com sua mente, pergunto se poderão o mesmo quando eu arrancar o coração deles.

Coro Celestial: Se liga, essa coisa de deus Uno já era. Deviam tomar mais conta do próprio rabo.

Culto do Êxtase: É isso ai, esses caras são legais, ilimitada fonte de cigarro.

Oradores dos Sonhos: Legal se eu ameaçar esse bando de xamanistas eles vão invocar um bando de formas de gás hélio diferentes que vão ficar rodando em volta de mim. Que medo.

Ordem de Hermes: Orgulho ridículo, poder também.

Filhos do Éter: É melhor que fiquem trancados em lugares longe dos adormecidos (menos paradoxo na hora de matá-los).

Verbena: Se já não bastassem seis bilhões de idiotas pra matar eles ainda fazem mais alguns.

Adeptos da Virtualidade: Já sei como penetrar na rede, vocês estão ferrados.

Vazios: O mundo seria bem melhor se todos aceitassem a morte como eles.

Vampiros: Eles ajudam a limpar a cidade mas não deixe um olhar pro seu pescoço.

Lobisomens: Só tem pelo. Eles não sabem nada sobre a verdade.

Aparições: Eles são legais principalmente quando não podem te tocar.

Fadas: Nunca vi uma dessas mas é melhor assim.

Nefandus: Nunca eliminei a chance de isso ser meu futuro. Mas faço o possível pra ficar na linha. Eles são do mal mesmo.

Tecnocratas: Seres desprezíveis, essa coisa de proteger a humanidade não dá muito certo.

Desauridos: Não tenho comentários pra seres tão nojentos.


Talismãs (vem como bônus track)

Cigarro de Rosas (Maço com 20)

Arete: 3
Quintessência: 20

Eu criei isso porque o cheiro da putrefação é atordoante. Pena só servir para fumantes.
Assim que sua vítima está morta é só você acender um desses e soltar umas baforadas no alvo (é necessário estar morto) e a sua vítima ira cheirar sua essência preferida. Cuidado pois o pacote é muito importante pois, sempre que seus cigarros estiverem em falta você pode adicionar cigarros (esses precisão ser da mesma marca do primeiro adicionado) e então o novo cigarro ira virar um cigarro de rosas.

Punhal da Premonição

Arete: 4
Quintessência: 30

Apesar deste misterioso punhal não causar nenhum dano em suas vítimas, assim que penetrar o corpo de um alvo, o alvo tem premonições de até uma hora depois de empulhalado. O efeito não parece muito útil mas as visões duram um número de turnos igual ao número de sucessos do teste de Arete.

Termos Vulgares usados por esse personagem

Bola de pelo: Termo pejorativo para Lobisomens.

Churrasco: Mago que acaba de ser acertado pelo paradoxo.

Dentuço: Termo pejorativo para Vampiros.

Despachar: Matar, normalmente o alvo do assassinato.

Dox: Nome íntimo para paradoxo.

Duende: Meu avatar (não são os duendes do silêncio).

Escoteiro: Mago que gosta de proteger adormecidos.

Neblina: Espíritos e Aparições.

Florzinha: Termo pejorativo para os Verbena especialmente se forem homens.

local original: Page of Mirrors
nome original: Euthanatos - Samantha Spiner, A vida de uma assassina
autor(es): Gabriel Vaz
tradutor(es):

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