A Criação, Ornamentação e
Reparo de Talismãs e Relíquias


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.



Talismãs e Relíquias são os atos de vontade supremos de um mago. Como tais, eles não são objetos para serem feitos futilmente ou genericamente. Para ser mais claro, os magos não estão comprando mercadorias, e nenhum Mestre vai sacrificar uma porção de sua vontade e magia para criar um brinquedo para algum aprendiz chorão. Além do mais, um Mestre necessita de poucas coisas que um aprendiz pode oferecer. É raro um mago dar poder a um Talismã, e a maioria não investe em mais de um ou dois numa vida.

Os itens mais comumente infundidos com propriedades de Talismãs são os focos únicos de um mago. A Ordem de Hermes tem uma coleção impressionante de gemas preciosas e anéis mágicos, e também é o caso de alguns caldeirões passados através de gerações em convenções Verbena. Não apenas os focos únicos já Ressoam fortemente com as crenças e Avatares de seus donos como também são muito mais fáceis para o mago encantar (dificuldade -1 à escolha do Narrador), pois se você vai se ligar a algum objeto é melhor que seja algo que valha a pena.

Magos com freqüência colocam encantamentos adicionais em Talismãs e Relíquias existentes, ou agem em conjunto em suas próprias criações. Uma vez que o sacrifício de Força de Vontade for feito, ele não precisa ser feito de novo, desde que o espírito do novo mago permaneça em harmonia (ou seja, que ele tenha a mesma Natureza, Comportamento e Essência) com o forjador que criou o item pela primeira vez. O sacrifício deve ser feito novamente se o espírito do mago for diferente (e o Talismã adquire uma natureza dupla). No caso de criação em conjunto - tal como o forjar de um novo caldeirão por uma convenção inteira ou o plantar de uma Árvore Mundial - o sacrifício de Força de Vontade deve ser feito somente por um mago. Esse sacrifício não precisa necessariamente vir do Mestre Forjador (ou seja, o mago que está invocando o Efeito de Primórdio), mas o Talismã carregará a marca do mago que fizer o sacrifício acima de todos os outros.

Tantos os focos únicos quanto os Talismãs podem ser quebrados. Contudo, qualquer coisa que for quebrada pode ser consertada, e mesmo aquelas coisas que foram absolutamente demolidas podem ser forjadas novamente. Por exemplo, um Irmão de Akasha herda a grande espada de seu clã, que é ao mesmo tempo um Talismã de Arete 1 e seu foco único. Ele progride com sua espada e sua magia até quase ser mestre até que tenta partir o crânio de um porco Tecnocrático em dois. Contudo, descobre que este porco em particular é um porco Tecnocrático cibernético com um crânio reforçado com Primium. A grande espada do clã se quebra em pedacinhos. Quando isso acontece (quer dizer, se ele escapar do Tecnocrata), ele tem três opções. Ele poderia tentar sobrepujar seu foco em sua Esfera, poderia tentar ganhar Arete suficiente para declarar esta Esfera como uma que possa usar sem foco, ou poderia tomar para si uma busca maior para forjar sua espada do clã novamente.

Magicamente, tudo que é necessário na última opção é a rotina apropriada, mas metafisicamente e historicamente falando, é necessário muito mais. Os Narradores devem incluir buscas por ingredientes especiais (por exemplo, a cabeça do HIT Mark que quebrou a espada, para ser derretida e usada como liga) e também consultas com os espíritos e muito mais. (Além do mais, o que os reverenciados ancestrais pensam de tudo isso?)
Para um drama absoluto, os Narradores podem desejar que o reparo de um foco único seja igual ao ato de criação de um Talismã novo. O personagem, em sua devoção para trazer sua preciosa lembrança de volta, deve infundir uma parte de sua essência no objeto para que sua magia continue viva após sua morte.

As Relíquias também podem consertadas de maneira semelhante com magia de Vida poderosa. Por exemplo, um mago que encantou seu dedo para virar o Dedo do Feiticeiro e o apontou para um bando de lobisomens e teve seu dedo arrancado com uma mordida pode o querer de volta. É claro, recuperá-lo é uma coisa, reimplantá-lo é outra - e se ele tiver sido totalmente dissolvido pelo ácido estomacal licantrópico, recriá-lo com magia de Vida não fará efeito. O mago precisará recuperar a essência da Relíquia, que, infelizmente, foi incorporada na essência do ser de um lobisomem fedorento, e que pode começar a demonstrar uma Ressonância mágica incontrolável, dependendo dos desejos do Narrador e de quanta lógica de faz de conta ele quer usar. Tipicamente, tal Ressonância não se manifesta como um poder mágico controlável - é como uma estranheza aleatória que aflige a vítima, geralmente de todos os tipos de maneiras desconfortáveis.

Recuperar a essência de tal Relíquia pode ser ainda mais importante se ela também for o foco único de um mago. Para que essa propriedade não se torne abusiva (seu corpo não é um foco único, mesmo que você seja um artista marcial), os Narradores deveriam manter esses focos únicos físicos limitados a partes pequenas ou frágeis da anatomia classicamente ligada à magia (tal como as mãos de um mago, o olho maligno ou o cabelo comprido de Sansão). Se eles forem arruinados, eles se foram para sempre a menos que uma magia maior e uma busca épica seja realizada para readquirí-los (ou, no caso de coisas como cabelo comprido, eles crescem naturalmente, sem auxílio de magia de Vida).

local original: Mage Storyteller Companion
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Dr. Orlando

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