A Trilha Frágil


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Conclusão: Um Ponto de Vista é Mostrado

Durante uma aula recente, eu vi Aprendizes cochilando ou sonhando acordados enquanto aprendiam sobre os Nove. No começo isso me irritou, mas eu percebi que a história sem vozes é algo estéril e seca, desprovida de paixão e facilmente descartada. Eu conheci esses Nove como pessoas algumas eram minhas amigas, duas teriam sido minhas amantes se me tivessem, uma era um enigma. Todos eram seres humanos, não nomes numa página. Poucos jovens possuem a paciência, temo, de ouvir um velho tagarelar sobre sua própria juventude (falando relativamente; eu tinha quase cinqüenta quando a Convocação começou!). Sinto que as palavras dos próprios sobreviventes falariam com mais vida do que minhas próprias lembranças defeituosas. Desse modo, reuni estes Testamentos para contar a história de suas provações por si próprios. Ofereço esses relatos como visões pessoais nada que eu pudesse dizer faria justiça às realizações deles.

Falei antes sobre moralidade comum; não posso encontrar exemplo melhor dessa moralidade do que nesses nove Despertos. Até o Traidor, cuja traição levou a Cabala à ruína, viveu e morreu por seu próprio código moral. A moralidade não é sobre atitude sexual, ou linguajar, ou sobre gosto com roupas ou entretenimento. É sobre conduta e honra, sobre encontrar seus princípios e defendê-los, apesar do custo. Os Romanos e Atenienses, embora açougueiros pelos nossos códigos modernos, acreditavam em honra e viviam e morriam por ela. Assim, também, faziam os Nove. Podemos todos aprender muito com o exemplo deles.

Os erros do Conselho e os atos da Primeira Cabala oferecem muitas lições, mas este ponto de vista final é mais importante para nós nestes Dias de Crepúsculo: aqueles sobreviventes se agarraram às suas visões, mesmo quando seus ideais estavam destroçados e suas vidas destruídas. É uma Trilha frágil que os Despertos percorrem, mais ainda para aqueles de nós que buscam equilibrar estase, escuridão e insanidade. As vozes daqueles que andaram antes de nós podem guiar nossos passos ao longo da Trilha, se dermos ouvidos. A Primeira Cabala persistiu, mesmo após a morte, e sua coragem deve inspirar a todos nós.

Ofereço este livro como um grito coletivo, um chamado às armas e aos ideais do Conselho. Nove permanecemos, agora, misticamente unidos em Juramento e em numerologia a um grande padrão de Equilíbrio, dinâmico em nossa visão, embora moldado por nossa unidade. Nove em Um, pela primeira vez desde a Traição. Essa força é crítica neste momento de Crepúsculo.

Mudança descontrolada é loucura. Os Desauridos provam isso com freqüência, mas foi necessário que os tolos das Primeira e Segunda Guerras Mundiais mostrassem-me os perigos do orgulho sem limites e as cicatrizes que deixamos em nossa Terra. Devemos honrar o exemplo dos Nove; se não, nosso poder grava uma cova na Trama.
Desse modo encerra-se o sermão. Que os contos comecem.

local original: The Fragile Path - Testments from the first Cabal
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Dr. Orlando

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