A Trilha Frágil


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Uma Breve Introdução:

O OBJETIVO DESTE LIVRO

Por Porthos Fitz-Empress, Hermes bani Flambeau, Mestre Drua'shi e Primus Diácono da Capela Doissetep

Meu pupilo Mahmet diz-me, assim como minha própria experiência, que ninguém escuta um velho enrolado nos dias de hoje, mesmo que esse velho possa mover montanhas com um pensamento. Portanto, esforçar-me-ei para ser breve. Um livro moderno deve possuir um impacto, um gancho; os leitores devem ser retirados das águas da apatia e confiarem no objetivo do trabalho antes que se chateiem e ao invés disso leiam uma revista. Devo abrir mão de minhas opiniões usuais no estado atual das coisas e introduzir o "gancho" sem mais comentários:

ESTAMOS VENCENDO A GUERRA MAS PERDENDO O MUNDO, MALDIÇÃO!!!

MUITAS PESSOAS MORRERAM PARA NOS DAR O QUÊ POSSUÍMOS HOJE! PESSOAS, E NÃO NÚMEROS NUM LIVRO DE HISTÓRIA! SERES HUMANOS, COMO VOCÊ OU EU, QUE SACRIFICARAM TUDO QUE POSSUÍAM PARA NOS GARANTIR UM FUTURO!!

DEVEMOS NOS LEMBRAR DELES, E DAS COISAS PELAS QUAIS ELES LUTARAM, OU ACABAR PERDENDO TUDO QUE POSSUÍMOS AGORA E QUE JÁ SONHAMOS POSSUIR, ALGUM DIA!

Pouco sutil, mas acho que deixei claro meu objetivo.

Este é um livro dos mortos, os Testemunhos finais de cinco magos que ajudaram a fundar nossa augusta união, que viajaram, com outros quatro, pelo mundo e sacrificaram tudo que possuíam por uma chance de trazer a maravilha de volta ao mundo. A maravilha através da força, da pureza de visão, e da mágika.

Eles falharam. Ainda assim eles triunfaram.

Esse grupo, chamado de Primeira Cabala das Nove Tradições Místicas, caiu ante as espadas dos primeiros Tecnomantes, do Paradoxo cruel, e da traição de seu próprio líder. Sua derrota quase destruiu a delicada união de nosso Conselho; uma Tradição foi banida logo após a Grande Traição e o julgamento que se seguiu, e os quatro magos remanescentes daquela Cabala seguiram caminhos diferentes, deprimidos e desiludidos. Apesar disso, nosso Conselho perdurou; sobrevivemos a Traição e a mácula de nossos sonhos, a fragmentação dos Solificati e a deserção de muitos Oradores dos Sonhos e Irmãos Akáshicos quando suas terras natais caíram sob ataque ocidental. Sobrevivemos ao Paradoxo, ao Pogrom, e até a destruição de nossos irmãos Ahl-i-Batin (se, de fato, eles não existem mais) e a congregação dos Filhos do Éter e dos Adeptos da Virtualidade em nosso meio. Apesar da perseguição Tecnocrática, nosso Conselho prevaleceu.

E eu presenciei tudo.

E eu presenciei tudo ser esquecido.

E eu chorei, pois conheci esses cinco, e os outros quatro que foram assassinados. Eu participei no julgamento de Heylel, e senti as lágrimas de Bernadette na manga de meu manto. Chorei no dia em que Eloine, a quem eu desejava, deixou o Horizonte para sempre, seu olhar pálido e seu espírito, com o qual ela me enfeitiçara, destruído, tão morto quanto aquele que havia sido seu amante. Eu permaneci quando Falcão Andarilho caminhou para as brumas que o conduziam a sua terra natal, enojado com a visão de homens brancos, e tremi quando abri o pergaminho que continha as revelações de Akrites o Vidente, que sabia, há uns duzentos anos atrás, que eu escreveria este mesmo livro. Esta história ainda está viva para mim.

E tenho a visto passar estéril pelos livros, apenas mais fatos a serem aprendidos para agradar um tutor severo, e depois esquecidos quando a lição estiver concluída.

Mas as lições dos Despertos nunca devem terminar. Pelo Avatar divino em cada um de nós, estamos ligados à história assim como somos encarregados de criá-la. Nós, entre todos os mortais, não podemos esquecer o que passou diante de nós. Nem podemos substituir isso por restos de papéis e os enterrar em prateleiras de bibliotecas, como se fosse apenas mais um livro a ser consultado quando for pedido. Nós somos história, o passado, o presente e o futuro encarnados, e não devemos nos esquecer daqueles que vieram antes de nós - aquilo que eles foram, que deram, que eventualmente conquistaram - a menos que nos tornemos o último capítulo no final do livro da história.

Este é o conto da Primeira Cabala; cinco Testemunhos, mais minhas próprias observações e comentários. Já que poucos de nós temos a paciência para nos aprofundarmos em termos arcaicos, tomei a (trabalhosa) liberdade de traduzir esses testemunhos para o inglês moderno (e Espanhol, Alemão, Latim, Hebraico, Francês, Japonês, Mandarim, Bantu, Cherokee e Árabe, nas traduções adequadas), e publiquei uma simulação em realidade virtual (com a ajuda de Tsun-Hsing Kao, Felicia Thomas, e um grupo de estudiosos e atores dedicados - veja meus Agradecimentos) na Teia àqueles que desejam experimentar o peso total dos eventos. Talvez, ao reuni-los pela primeira vez, eu terei adicionado um sexto Testemunho aos já contidos. Pois embora eu não fizesse parte da Primeira Cabala, o destino deles - e eventual redenção - me assombraram por meio milênio.

local original: The Fragile Path - Testments from the first Cabal
nome original: desconhecido
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Dr. Orlando

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