A Canção das Esferas


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Há algum tempo eu escrevi uma espécie de FAQ para Mago: A Ascensão com o nome de "esclarecendo mago". Desde aquela época eu acho que alguns elementos novos surgiram na minha mesa, assim como surgem nas mesas de quase todas as pessoas. Não vou tomar mérito por esta matéria só para mim, nesse meio tempo surgiu um tópico bastante interessante sobre esferas no fórum desta página, uma produtiva discussão a qual aconselharia a todo leitor interessado pelo menos uma lida rápida, e aos participantes desse tópico devo o verdadeiro crédito. Abaixo segue minha opinião pessoal sobre o tema específico e, caso discordem, concordem ou tenham algo a acrescentar encorajo que produzam suas próprias matérias e acrescentem ao material da página. A mirrors é tanto sua como nossa, portanto, ouvindo o nosso fundador e Webmaster Winter, "Ajudem a Page a crescer, mandem também o seu trabalho!".

Torçam, corrompam, retalhem e, se quiserem, joguem fora tudo que foi dito, afinal, o universo de jogo é todo de vocês. Façam bom Proveito.

Tanto acima...

Lucy olhava para o seu isqueiro. Seus ferimentos ainda sangravam e Lia cuidava deles enfaixando-a delicadamente. Atrás da imagem de sua mão a vazia podia ver Melissa, sua tão procurada Melissa, em pé, recostada na porta olhando-a como se estivesse prestes a ir a um funeral. Era difícil penetrar na mente da menina, e ela não usaria mágika pra descobrir algo tão valiosos, não era digno. Lucy acendia o isqueiro olhando fascinada para a chama. Sua mente voava pelas palavras de Carrie sobre como o mundo operava, Como tudo se conectava, como tudo poderia ter todos os sentidos. Lucy podia ver naquela chama o principio da criação, a libido elemental corroendo a matéria para tentar sobreviver ao vácuo, a força da criação e da razão tentando sedar o dinamismo destrutivo da falta de propósito. Os olhos dela mostravam apenas fogo, mas o toque frio dos dedos de seu avatar, renovado pela liberdade recém recuperada, tocavam sua fronte mostrando a sublime verdade. Os opostos princípios da criação e destruição, vida e morte, racional e inescrutável não eram nada mais que uma parcela ínfima das verdades que existiam ao fundo do universo. Carrie estava certa ao falar sobre os perigos da iluminação, ela sempre falara de como era perigoso assumir qualquer coisa e, nesse momento, olhando para aquela chama, ela lembrava das lições que recebera sobre a fundação das tradições. As esferas da mágika.

"Vazios não usam esferas."

Lucy falava de forma doce num suspiro intimo. Os vazios usavam sim as esferas, eles poderiam não saber seus nomes ou onde começava uma e terminava outra, mas todos os magos usavam-nas da mesma forma. Aquela chama, alimentada pelo fogo, era parte integrante do principio da criação, e, ao mesmo tempo era também um dos quatro sagrados elementos da Deusa, mas o principio e a deusa, existindo ou não, eram visões da mente dos magos sobre a verdade universal. Paradigma, realidade consensual, era uma pena nem todos os vazios conhecerem esses termos. Mas eles explicavam com perfeição um dos pontos centrais do mundo onde todos andavam. Seja verbena, seja vazio, duas tradições as quais lucy pertencia e muitas vezes se confundia, o fogo era o mesmo, a esfera era a mesma e a deusa e o principio eram ambos uma das muitas definições surgidas a partir da visão humana desse elemento místiko indescritível, arbitrariamente conhecido e limitado como Esfera. Bem, talvez os vazios Não usassem as esferas per se, pois não conheciam suas classificações, mas o elementos universal ainda estaria presente.....

"Paradigmas...." Lucy ria divertida apagando o isqueiro e fechando os olhos. Lia olhava espantada para a vazia e, logo depois, para Melissa...

...Quanto Abaixo.

Kaworu olhava para o céu em meio à noite escura. A grande lua mostrava seu esplendor em magnitude titânica. Grandes raios de luz saiam das estrelas conforme todo o cosmos dançava sincronicamente em sua valsa atemporal. As galáxias, anotações no grande granito celestial, mostravam a escrita dos antigos deuses, uma linguagem perfeita, cada palavra daquela língua significava uma parcela de todas as outras, cada frase uma interpretação diferente para todos as respostas. Conforme o vento frio lançava os cabelos do antigo magus por sobre seu rosto, um rosto novo que abrigava a sua perspicácia imortal, seus olhos refletiam o que via. Era enochiano, a linguagem do mundo, a mais perfeita forma de expressão. A língua do próprio criador. Conforme olhava para o firmamento e lia seus desígnios o magus buscava dentro de si seu desejo e, lançando os sons relativos a sua vontade, trazia ao mundo físico o que criava em seu mundo interior. Era uma vertical perfeita caindo pela cerne dos conceitos, pensamentos e espíritos. Um principio que, através das palavras atemporais, começava a se formar.

O que eram as forças senão o movimento dos suspiros de deus. Levantando sua mão e pegando o arco de seu violino ele fecha os olhos. Em sua mente ele consegue ver seu objetivo. Ele havia aprendido como falar com os elementos, ele havia aprendido que parcelas de sua alma, interpretadas pelo Enochiano, transfiguravam-se em elementos. Buscando essa parte que o ligava a criação ele tocava a musica dos espíritos e em uma palavra dizia todos os seus nomes. Conforme as primeiras silabas de seu encantamento fluíam o ar tremulava, a musica universal enchia seus ouvidos e, decorando o ritmo o magus começava a tocar. Suas notas, sua alma e a divina representação sonora das correntes que ligavam esses elementos aparentemente desconexos trabalhavam juntas transformando a água do lago em gelo e trazendo a superfície do mesmo a estátua do grande anjo que era o presente do jovem Kyle. Kaworu conseguia ver os princípios envolvidos e milênios mostraram-no como era possível manipula-los. Magus Rex... seja feita a minha vontade, dizia o Miscellanus ao final de sua arte.

A história da fundação
O funcionamento
Títulos e Reconhecimento
Linguagem místika
Grupamento de Constantes Cosmológicas

local original: Page of Mirrors
nome original: Esclarecendo mago 2.0: A Canção das Esferas
autor(es): Kaworu Naguisa
tradutor(es):

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