Os Vazios


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


"A dança da morte é uma celebração da vida para aqueles que sabem os passos"

Dezenas de pessoas passavam silenciosamente pela frente da catedral. Enorme e opressora aquela construção milenar se impunha sobre todos. Chuva escorria pela enorme parede do local, deslizava entre os blocos de pedra seculares e aos poucos ia corroendo aquilo que já fora um templo ao grande deus. É uma época sem fé, uma época onde deus está na tv e a vida das pessoas está cheia de compromissos demais para se preocuparem com algum poder maior controlando o universo. Aquele monstro medieval apenas as ameaçava e tudo que havia de santo no prédio tinha se tornado uma sombra da qual as pessoas fugiam. Espíritos assombravam o lugar, pessoas que procuram o seu último descanso com seu grande deus. Fiéis se sentem sozinhos contra uma grande e impiedosa morte.

Nós somos a catedral Lucy. Somos exatamente como ela, com a nossa nobresa e nossa fé distorcidas por uma era sem alma. Crianças mortas e ressuscitadas na danse macabre da geração perdida. Você sabe disso tão bem quanto eu. Você também consegue sentir. E eu sei que, por mais que tente fugir vai acabar voltando para nosso lar. Por isso te deixo partir. Para que possa se machucar e ficar mais forte... se lembre, mesmo entre os condenados ainda existe uma família e mesmo entre os párias ainda existe honra....

Lucy estava deitada no colo de Carrie, as duas observavam a tempestade no horizonte. Carrie era o consolo da alma da pobre magi que havia perdido seu verdadeiro amor. Lucy não sentia pena de Carrie por ser apenas uma substituta. Carrie sabia de sua situação e aceitava alegremente ela era realmente uma vazia. Um pouco mais alta que Lucy, com cabelos cortados na altura dos ombros ela estava recoberta por roupas negras e spikes. Carrie parecia uma da família de corvos que as acompanhava no alto de um parapeito da capela. Elas haviam subido ali para poder pensar na vida. Haviam encontrado seu santuário onde todos dispensavam seu deus.

Esse era o jeito dos vazios. Eles pegavam o que ninguém queria. Trabalhavam com o refugo da sociedade. Onde nem mais as tradições encontram mágika estes jovens perdidos mergulham e retiram as verdades ancestrais. Carrie queria Lucy pois ela precisava de alguém. Ela era o corvo que olhava nas ruas e becos da cidade. A música deles era a própria Danse macabre. Eles riam em face da destruição e tentavam ser felizes com o que não podiam mudar.


Ela sabia que Lucy iria embora, por isso havia chamado-a, ela precisava lembra-la de quem ela era e de onde havia vindo. E Lucy não tinha como agradecer o que ela estava fazendo. Mesmo achando que seria rejeitada pelos verbenas ela sabia que sempre seria vazia, sempre teria a família. E a família sempre estaria lá para ela. Rindo mesmo em face ao vortex e convivendo mesmo sabendo que um dia poderia se tornar o inimigo.

Dentro dos Vazios
The Millenium Bird
Divagações
Eric Bruce
Texto Escritos por Eric Bruce
Jessika Grant
Diário de Jéssica Grant
O Paradigma dos Vazios
Risadas nas Sombras
Um resumo dos Vazios pela White Wolf

local original: Page of Mirrors
nome original: Os Vazios
autor(es): Diversos
tradutor(es):

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