The Millennium Bird


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


Matéria retirada do livro “outcasts” para ilustrar os vazios.....

O diálogo que se segue é uma pequena parte de uma conversa maior na qual uma cabala de vazios que se encontra na capela Waydown explica a um suposto iniciado a forma com que a ‘tradição’ vazia se reúne e seus modos. A frase do millenium bird e a forma com que o representante vazio mais ativo no conselho, Neville explica o significado da tradição são impagáveis. Espero que desfrutem.

The Millennium Bird

"seven birds, seven omens
Black of feather
White of soul
Watch them gather
In the twilight of the age
Fear their coming and rejoice
And listen to the stories they tell
For few will see their like again"

Kevin Andrew Murphy, “the Black-Winged Flock”

"Muitos tem questionado o numero crescente de órfãos," continuou o barão. "E, mais especificamente, o numero desproporcional de Vazios. As respostas dos próprios vazios tem sido muitas e variadas, mas as duas que se sobressaem apontam para o fim do milênio. Os vazios podem apontar para o final de cada século e claramente marcar o aumento em seus números. Eles também fazem referencia ao Pássaro do Milênio, uma ave que se mostra no final de cada mil anos. Nos tempos de cristo, havia a pomba. Nos tempos de helena de tróia havia um cisne. Agora, assim que o segundo milênio depois do Domínio chega ao seu final , eles apontam para a última reencarnação da ave do milênio, o corvo. Os vazios se reúnem como nunca antes, porque os tempos do corvo estão sobre nós."

"Jesus," falava Brent. "Isso soa como se não houvesse muita razão para existirmos. Quer dizer, se tudo que fazemos é passear por ai, qual o nosso propósito? A qual propósito a Tradição vazia serve?"

"Os vazios? A "Tradição Vazia"? Quem somos nós?” Neville fungou desdenhosamente, seus olhos frios se esvaziaram exceto pela luz de uma inteligência anciã. "Nós somos os homens vazios, os homens recheados, o povo dos trapos e farrapos, os corvos do campo de batalha e os mendigos dos portões. Não temos nada que não tenha sido um dia perdido, descartado ou roubado, espantalhos agrupados e entrelaçados por rimas infantis. Espantalhos e corvos, pardais e abutres, pegando o que foi perdido e esquecido e descartado assim como nós. Um punhado aqui, um punhado ali – grita, rasteja, pega o que ninguém quer nunca mais. Nós somos os que lamentamos e preparam os mortos para o funeral e os ladrões que pegam as moedas dos seus olhos. Porém nunca antes deles pagarem o barqueiro, porque nós não somos nada sem os mortos e os que passaram antes. Nós somos a Tradição esquecida, agrupados pelos trapos e farrapos de todas as eras. Os mendigos que chegaram a cidade, em trapos e farrapos e togas de veludo."

Neville estudou Brent por bastante tempo. "Já faz algum tempo desde que eu tive que fazer esse discurso. Você tem certeza que veio ao lugar certo? A maioria de nós simplesmente sabe."

Brent olhou a volta, andando sutilmente para trás, e fitou Penny, que sorriu. Enquanto em seu colo o gato negro limpava suas orelhas. "Eu-eu simplesmente não sabia. Eu-"

"Não lembrava," Neville completou. "Me diga, Brent, Esse encanto que você usou quando chegou aqui pela primeira vez. Onde você o achou? Quem o ensinou?"

"eu... eu aprendi por mim mesmo. Eu acho. Encontrei-"

"Na bíblia. Eu sei. Existem grandes encantamentos lá se você souber como olhar, mas a maioria das palavras perdeu seu sentido. Eu suponho - e é apenas uma suposição: Eu não direi que é verdade, isso para que os outros confirmem- que quem lhe ensinou essas palavras foram seus pais, e apesar de ter abandonado sua religião, você achou a verdade no antigo livro. Um linha aqui, uma linha açula, cortando as canções e as rimas. Você achou a verdade em todas elas, e então usou-as por si próprio."

"A Penny aqui é mestre nisso. Ela tem uma coleção de livros de conto de fada, Livros antigos que você nunca mais vai achar e reimpressões de segunda mão de Barnes and Noble. Você sabe alguma coisa sobre contos de fada, Brent? Um dia eles foram histórias de deuses e Heróis, a escritura sagrada de antigas religiões mortas, as histórias que alguns primitivos acreditavam ter vida por elas próprias e deveriam ser homenageadas e oferecidas sacrifícios, pois elas eram os próprios deuses. Então elas saíram de moda. A religião morreu, e então os antropólogos vieram como criadas do imperialismo. Eles pegaram as sagradas histórias como os seus mestres haviam pego a vida dos nativos e suas terras."

"Todas as essas histórias trazidas de volta e publicadas de forma barata, reescritas por aqueles que não entendiam, cortadas e ajustadas até que estivessem apropriadas para a sensibilidade da era vitoriana, cabível para crianças, dadas a elas como desculpas e passatempos." Neville olhou para ele demorado e severo, sua boca uma fina e amarga linha."As estórias ainda continuam e os Encantamentos e feitiços dentro delas ainda sobrevivem. Uma rainha derrama sangue em um aro de carvalho na neve e dá vida a uma filha com essas cores. Um príncipe sabe a data quando o portão ira se abrir dentro de um muro de roseiras. Um garoto entra na caverna das maravilhas e é avisado a não tocar em nada- nada!- até achar o objeto de sua busca. Você consegue ouvir a mágika que continua aí? Você consegue reconhecer os encantamentos e usa-los?"

Penny coloca sua mão no braço de Brent, e ele quase salta. "Neville gosta de ser melodramático." Ela olha para cima. "Éapenas uma questão de pedaços e trechos, nada complexo. Mas Neville tem explicado um pouco demais como as coisas são pra mim. O que nós fazemos é o motivo de todos os outros não gostarem muito de nós. É um pé no saco para as antigas ordens de magia nós pegarmos um livro na loja de esquina que possui os feitiços de seu círculo interno- ou ainda pior, descobrir todos eles depois de assistir alguns filmes da Disney. E também incomoda os caras que controlam toda a história ainda mais, eles sempre pensam que fizeram um bom trabalho limpando toda a a mágika pra debaixo do tapete."

"Trapos e farrapos." Neville disse.

"Mas eu pensei que os vazios faziam parte do conselho dos nove." Brent estava confuso, tonto com a resposta de Penny e todos os outros se ofereceram para responder sua pergunta.

"Não, nós vazios nunca fomos parte do conselho, mas houveram muitas tentativas por um ou mais vazios respeitados de mudar isso. As tradições estão bastante rijas em seus modos, e estão mais confortáveis em aceitar um grupo como os adeptos do que nos aceitar."

"Por que?"

Penny parecia surpresa pela pergunta mas barão falou '"Porque os Adeptos da Virtualidade encontram seus requerimentos para o consórcio." A voz dele estava cheia de uma exuberância que destoava das roupas que ele vestia, obarão parecia mais uma tralha que um corvo, Brent pensou na comparação por alguns segundos e percebeu que eles eram sete. Uma junta assassina de corvos. Ele gostava do pensamento.

"Okay , e então quais são os pré-requisitos para se juntar as nove tradições?"

Barão encolheu os ombros, encostando na pilastra mais próxima pigarreando levemente. Brent estava suspeitando que o homem pigarreava muito; sua face parecia acostumada a isso como um homem em camisa confortável. "Bem, não é como se existisse um questionário para ser admitido, apesar disso eu entendo que antigamente existia. Um dos pré-requisitos parece ser seguir todos os seus praxes. As tradições chamam a mágika de diferentes nomes. Como esferas da Realidade. Eles dizem que existem nove esferas, e eu estaria mais do que disposto a apostar que cada tradição segue uma esfera mais que todas as outras."

"Bem, e quais são as nove esferas?"

Barão pigarreou de novo. "E o que eu sei? Eu sempre tive a tendência a olhar para o grande quadro ao invés de focalizar diferentes aspectos de uma única realidade. Primórdio, Forças, Matéria, ego, Vida, Huguinho, Zézinho e Luizinho. Eu nunca estive interessado em fazer as coisas da mesma forma que as tradições. Se eu estivesse, eu teria me juntado a eles."

"As tradições querem que nos juntemos a eles?"

"Algumas sim, outras não..."

local original: Outcasts, A Players Guide to Pariahs
nome original: The Millennium Bird
autor(es): desconhecido
tradutor(es): Kaworu Naguisa

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