Dentro dos Vazios


Aviso: Mago: A Ascensão é um jogo. É um jogo sobre temas maduros e questões complexas. O material à seguir tem relação com este jogo. Como tal, ele não requer apenas imaginação, mas também bom senso. O bom senso diz que as palavras de um jogo imaginário não são reais. O bom senso diz que as pessoas não devem tentar realizar "feitiços mágicos" baseadas em uma criação totalmente derivada da imaginação de outra pessoa. O bom senso diz que você não deve tentar desvendar agentes do sobrenatural com inspiração em uma obra completamente fictícia. O bom senso diz que jogos são apenas para se divertir e quando eles acabam, é hora de colocá-los de lado.
Se você perceber que está distante do bom senso, desligue seu computador, afaste-se calmamente e procure ajuda profissional.
Para o restante de vocês, aproveitem as irrestritas possibilidades de sua imaginação.


“...Estou com saudades suas. Carrie. está envolvida com o treinamento de um novo garoto e eu acabei ficando por conta própria, largada aqui. Sabe, a Sally está indo treinar com o coro, ela parece finalmente ter sido aceita pela tradição. Mesmo depois daquele monte de coisas que ela falou para o cardeal. Os tempos estão tão difíceis que mesmo as tradições estão abrindo os portões. Não sei ao certo o que está acontecendo, mas essa semana um homem estranho veio falar conosco, algo sobre nosso lugar. Parece que vão reformar a casa venderam o terreno, não temos nem mais onde ficar direito.

Nessa cidade só chove! Faz semanas que realmente não vejo o sol. Fiquei espantada como mesmo alguém como eu precise de luz uma vez ou outra, nem sei o que meus outros amigos diriam a esse respeito. O salão está cheio de goteiras e todo o lugar está mofando. Acho que realmente o Clique vai se desmanchar. Eu não queria ficar sozinha de novo, mas que posso fazer? Dizem que por aí as coisas estão melhores. Gostaria de poder viajar para a América. Seattle parece ser mais hospitaleiro que essa cidade decadente. Acho que vou ver Mount, perguntar se tem lugar pra mais uma por lá.

Você mal tem dado noticias, não sei direito o que está acontecendo. O garoto está chamando tanta atenção de Carrie que mal tem me ensinado nada. Está ficando cada vez mais complicado. Não sei o que treinar nem o que fazer. Os únicos vazios que realmente conheço são você e a Carrie. As histórias que ouço dizem todas que preciso ser boa para que um outro clique me aceite. Os vazios são tão cheios de testes... Estou perdida. Toda a situação é tão ruim...”

Com amor

Trish


Trish

“...as noticias que tenho recebido por aqui também não são nada boas. Todos os cliques estão sofrendo ultimamente. Parece que está ocorrendo um movimento por trás das tradições. Todos os magi estão de pêlo em pé ultimamente, esperando algo grande acontecer. Acho que é o fim do milênio, muitos calendários ainda não se encerraram, dizem que os efeitos dessa virada vão ser maiores do que qualquer outra virada de milênio que tivemos. Os números tem poder. Você devia saber disso. Pra mim o mundo já está começando a queimar de qualquer forma, Como diriam os antigos Vikings, Ragnarok está sobre nós, e nem os deuses podem impedir que tudo isso vire um grande bola de fogo.

Lamento ouvir tudo isso, gostaria de voltar mais os meus assuntos pendentes por aqui são grandes demais para simplesmente serem esquecidos. Não se preocupe mesmo que estejamos longe a família sempre continua. Você deveria saber que nós, os que foram rejeitados pelas outras tradições ainda temos uns aos outros. Por mais que estejamos longe sempre podemos contar com alguém próximo. Quanto aos testes... Bem é verdade. Quase todos os Cliques testam seus iniciados para que não haja muitos problemas. A maioria de nós está interessado em companhia mas temos que ser cuidadosos para não virmos a decair com a presença de nefandi entre nós. Carrie deve estar testando o garoto, por isso não tem mais tempo pra você, ele é novidade isso sempre nos anima a passar algum tempo fora de nossas vidinhas sem sentido. Você já deveria saber.

Não existe realmente aprendizado, você também já deveria saber. Ninguém é mestre de ninguém entre nós. Mas se você quer se mostrar boa para os seus novos amigos em Seattle, posso tentar ajuda-la. Carrie me disse muita coisa sobre nós e eu também fiz um pouco de pesquisa. Posso incluir algum material nas próximas cartas pra você.

Se tiver problemas para viajar posso pagar um vôo e hospedagem, se lembre que estou com a companhia da minha irmã, fale com Jacob o telefone dele é 223-7899 , ele providenciará o que precisar...”

Atenciosamente

Lucianne

Por onde começar? Sabe, ultimamente ando pensando no que significa ser vazio e as respostas que acho são tão difíceis de se expressar. Acho que o que mais define um vazio é o sentimento de simplesmente ser vazio. A nossa pequena “tradição” vem passando por mudanças radicais nos últimos anos, mas mesmo assim o espírito continua o mesmo. Desde a idade média continuamos da mesma forma , andando pela noite e rindo onde todos deveriam chorar. Antes nós éramos caçados e presos. Sabe, desde que o mundo é mundo somos afastados por aqueles que tem medo de nos entender. Nossos modos incomodam aqueles que realmente parecem se importar, numa relação de amor e ódio bailamos com o conselho mesmo antes deles saberem, ou pelo menos admitirem, nossa existência.

Talvez sejamos a sociedade mágika mais proeminente nesses anos, mas não se engane em pensar que somos simplesmente magos góticos que não se encaixam em outras sociedades místikas. Longe de nós sermos tão simples. Não vou declarar sermos as mais velha das tradições, ou sequer vou tentar provar a nossa hereditariedade. No fundo nenhum de nós realmente liga para esse tipo de coisa. Se você deve aprender uma coisa Trish, é que nós simplesmente não ligamos tanto para o passado, nos concentramos no presente mais do que qualquer outra coisa. Não vivemos no futuro nem sonhamos com o passado.

O ser vazio

Sabe, acho que antes de pensar nos modos dos vazios devíamos procurar quem nós somos, o que nos leva a nos juntar diante a morte e sorrir e porque simplesmente não fazemos outra coisa ao invés disso.

Conforme eu andei pesquisando, quando eu ainda me interessava em achar algum significado em nossos costumes, os vazios surgem de diversos lugares da sociedade, é difícil montar um perfil padrão para o magi de rua, ele simplesmente pode surgir de quase qualquer lugar. Como todos os magos somos despertos, estamos cientes que a realidade é algo mais elaborado que a simples ilusão tecnocrata. Quando despertamos, estamos numa situação que simplesmente parece tentar provar que tudo que fizemos em nossas vidas estava errado. Somos assolados por uma enorme falta de sentido. Eu pessoalmente nunca vi nenhum avatar, mas se as lendas forem verdadeiras, somos impulsionados a achar algum sentido por nossa consciência místika, o nosso avatar. Até esse ponto todos os magos são iguais, pessoas que foram tiradas de suas vidas e levadas a esse grande e confuso labirinto que é a existência.

Nossos rankings surgem do produto dessa descoberta. Muitos de nós, como você mesma, passamos por essa fase sozinhos. De repente o mundo não é o que deveria ser, vemos significados diferentes em coisas simples e procuramos uma forma de lidar com isso. Na minha época eu já me interessava por mágica e me tornei vazia após péssimas experiências com um nefandus. A maioria de nós simplesmente se vê recorrendo ao que tem em mãos para poder descobrir e entender esse poder interior que martela nossa consciência a toda hora. Uma vez ouvi estórias sobre um vazio que na época do despertar simplesmente pensou que possuía poderes psíquicos, ele até hoje utiliza esses seus “poderes” como focus para sua mágica.

Muitos de nós simplesmente nos apegamos a religião ou ao ocultismo de shopping center. Esse apego inicial é a forma com que ele funciona para o mago recém desperto torna-o um órfão, o mago que simplesmente não teve instrução quando mais precisou. Esse descarte da sociedade místika é o que normalmente torna-se vazio. Não me entenda mal, nem todos os órfãos são vazios, mas muitos dos vazios são órfãos.

Dos vazios que não são órfãos vem a linhagem dos desajustados ou dos refugiados. As tradições, como qualquer sociedade, têm os seus grupos de parias e desajustados. Excluídos por diversos motivos (descumprir seu dever, quebrar alguma das leis draconianas ou mesmo por vontade própria) estes magi escolhem seguir seu próprio caminhos pelo mundo. As verdades das tradições podem simplesmente serem muito opressoras para alguns magos e, no intuito de procurar um ambiente mais saudável para realizar suas mágikas eles vem a nós. Nenhum homem é uma ilha, e os magos no fundo são homens. Apesar de excluídos eles ainda precisam de companhia, alguém para contar suas vitórias quando chega a noite. E é para isso que existe a família.

Compostos de quase todas as tradições místikas nós, os vazios, tentamos formar a nossa própria sociedade, onde cada indivíduo vive por ele mesmo procurando suas verdades pessoais. Pode parecer confuso a primeira vista mais quando você simplesmente faz parte da família você é capaz de entender. Todas as tradições clamam por uma linhagem místika ou interpretação mágika. Mesmo a tecnocracia tem a sua teoria metafísica preferida. Como família de refugiados nós estamos abrigando aqueles que simplesmente não concordam com isso, ou aqueles que são livres o suficiente para simplesmente concordar com suas próprias vontades místikas. Nós não temos nenhuma filosofia ou estrutura simplesmente estamos um para os outros quando é necessário.

Se alguém algum dia lhe disser que segue uma filosofia vazia ele está mentindo. Somos indivíduos e não asseclas ou oradores de um grande deus. Só seguimos a nós mesmos e buscamos antigas respostas no que é novo.

Aprendendo a andar com as próprias pernas

Sabendo que todos somos parias e magos sem instrução, uma pergunta sempre me veio a mente. De onde tiramos nossa mágika? Se não recebemos nenhuma instrução como podemos realmente ser bons no que fazemos?

As tradições sempre se baseiam nesse fato para nos subestimar. Por sermos sem instrução formal eles nos colocam como inferiores. Milênios de tradição, pesquisa e filosofia fazem alguma diferença quando se trata de fazer mágika. Ou assim eles pensam sempre que nos vêem. Mas eles estão redondamente errados. Afinal é de se esperar que exista ressentimento quando uma sociedade se confronta com seus próprios excluídos clamando serem tão bons quanto ela.

Sabe Trish, eu vivo lhe dizendo isso mais você parece não entender realmente. Na nossa "tradição" não existem mestres e aprendizes. Toda a mágika vem, primordialmente de dentro de si mesmo. O despertar libera alguma coisa de dentro de nós, e essa coisa simplesmente abre nossos olhos para o que não percebíamos antes. Todas as tradições clamam um conhecimento e uma forma específica de mágika mas nenhuma delas tem o bom senso de ver através das próprias mentiras. No fundo qualquer coisa pode ter mágika. Esse mundo é grande demais para se limitar aos focus e uma ou outra tradição. Nós somos livres de qualquer preconceito, e na maioria dos casos , usamos o que os outros se negam enxergar como receptáculos de poder.

O que dizer a respeito do garoto que trançava tapetes para realizar sua mágika. Ele era muito bom na minha opinião. Bom o suficiente para esfregar seus efeitos na cara de qualquer hermético que fizesse igual. Talvez ele não tivesse recebido nenhum treinamento, mas ele usou o que a vida deu pra ele. Sua mãe era costureira, ele era pichador. Sempre quis pedir para ele costurar algo para me ajudar a dormir, mas depois que a Tecnocracia pegou-o no lugar do hermético que atacou o constructo não sei o que aconteceu... provavelmente está morto agora.

Quando viajamos pelo nosso próprio caminho precisamos confiar na intuição. Quase tudo tem poder e nós, como vazios, precisamos utilizar o que ninguém mais quer para acessar nossa mágika. Existe uma grande parcela de autoconfiança nesse processo. Afinal quando você está esperando que um desenho na parede incendeie o Hit mark na sua cola você não pode duvidar da sua mágika. Essa confiança, na minha opinião, só é criada quando o caminho que trilhamos é pessoal. É fácil acreditar no que os outros nos ensinam, mas quando realmente precisamos acessar o poder de forma diferente o garoto que se criou na rua aprendendo aos trancos sua própria arte se dá bem melhor.

Quantos herméticos podem clamar ter descoberto o poder de sua própria magia? Quantos verbenas pode dizer que são os próprios deuses. A virtude de nossa arte está exatamente no vazio dentro de nós. Não somos doutrinados, todos que poderiam fazer algo para nos ajudar não estavam quando precisamos. A confiança que temos dentro de nós acima de qualquer doutrina é o nosso paradigma. Sabe, talvez eu esteja me contrariando, mas uma coisa que eu aprendi na minha estadia com os verbenas é que um mago precisa acreditar em algo para acessar sua mágika. Se assim é, os vazios acreditam neles mesmos. Poucos são os que estão entre nós que não façam suas artes baseados na crença de que elas simplesmente vão funcionar. Mesmo sem saber exatamente por que.

Fisiologia de um clique

Entenda Trish, se você quer se dar bem entre os vazios você deve olhar bem para como nós nos organizamos. Não basta apenas ser parte do clique se você não entende como deve agir com os outros. Não é como se existissem regras formais, mas devo chamar atenção para algumas coisas que estão ficando cada vez mais comuns dentro da nossa pequena família. Esse tipo de percepção. Uma visão superficial sobre os protocolos entre os magos de rua, você deve cultivar, pois pode salvar, como já salvou a minha, pele muitas vezes quando de frente para um problema mais grave.

Como você mesma sabe, nós todos nos organizamos em pequenos círculos sociais chamados cliques. A forma com que esses cliques se organizam é, no mínimo, anárquica. Não existe, de forma alguma , lideres ou subalternos dentro dos cliques. Ao contrário das tradições, com exceção talvez de alguns pouco oradores dos sonhos, não existe nenhuma ordem pré-estabelecida ou hierarquia que deve ser seguida. Pelo menos não de forma oficial.

Cliques são constituídos por correntes de vazios que, de amigo para amigo, se encontram para trocar novidades. A maioria não passa de reuniões informais entre pessoas com interesses mútuos. Antes de realmente tornar-se uma aliança de mutua proteção esses círculos vão sendo moldados pela convivência entre os membros e para participar de um deles pode ser uma tarefa difícil.

Dez vazios freqüentam o mesmo bar, eles aos poucos começam a se conhecer, e, através das afinidades aos poucos vão se falando mais e mais. Como em toda a sociedade criam-se relações mais profundas. Talvez eles estejam envolvidos em negócios juntos, amor ou mesmo pura e simples diversão. Essa relação informal é o que normalmente se encontra na maioria das comunidades. Apenas amigos, nada realmente profundo. Deve se notar que, por sermos órfãos precisamos de companhia desperta que, na maioria das vezes é difícil de ser encontrada, mas por nossa criação, somos também solitários. Não podemos realmente mudar nossa visão de mundo e é, sem sombra de dúvida, uma tarefa difícil ser aceito por uma tradição ou grupo qualquer sem ter que mudar sua concepção de mágika. Com certeza existem aqueles que estão dispostos a aprender um sistema qualquer de mágika que não seja a sua, mas estes não são, normalmente, o tipo de pessoas que você vai encontrar dentro de um clique. Por dois óbvios motivos: primeiro, eles vão estar aprendendo a novo sistema de magia e raramente isso permitirá um convivência social muito alta (infelizmente, o meu caso). E segundo, grande parte dos vazios que fazem isso não são considerados vazios, e essa estigma pode, aos poucos, levar alguém a abandonar a família em troca de alguma outra tradição.

Sabendo disso é bom entender que estará lidando com indivíduos separados dentro de um clique. Pode parecer um detalhe mas isso quer dizer muita coisa. Ganhar a afeição de um vazio não concede uma passagem direta para dentro da roda social a volta dele. Você deve se apresentar como um indivíduo como um todo, não simplesmente como conhecido de algum conhecido. Os cliques que normalmente não tiveram contato com grandes ameaças vivem num regime informal de aceitação. Se você é amigo de alguns membros você faz parte da comunidade. Não espere porém ajuda alguma por parte dos outros membros, além de seus amigos, caso o tempo desabe. Por outro lado, em cliques que já passaram por provações você pode ver a semente de uma sociedade de ajuda mútua. Mesmo as pessoas que não gostam de você vão se sentir compelidas a ajuda-la quando algo o ameaçar. Esse código de honra trabalha nas duas mãos, se você não ajudar alguém que esteja necessitado poderá ser, informalmente é claro, taxado como traidor do clique, e na sua vez, ninguém, nem mesmo seus amigos, virão ajuda-la.

Cliques que tenham uma verdadeira aliança possuem características próprias que merecem ser mencionadas. A maioria deles começa a desenvolver em pequenas sociedades místikas onde membros compartilham sua visão e, apesar de não haver realmente um líder sempre existe alguém que pode aconselhar a todos em momento de necessidade. Esses cliques se encontram em lugares próprios e podem até mesmo possuir um nodo. O que, para um mago solitário seria bem difícil.

Cliques desse tipo também compartilham de alguns poucos rituais em grupo. A maioria nascido da necessidade de mais esforço místiko para realizar algum ritual que um dos membros tenha vindo a criar. Participar desses rituais é uma honra que deve ser vista, na maioria das vezes, como prova de aceitação por parte dos membros em geral. Demonstrações de poder mágiko são essenciais para se ganhar a atenção e o respeito de um círculo fechado. Mas esteja certa de que, a partir do momento que você começar a mostrar seu poder deve andar na linha. Quando um membro observa alguém para tornar-se parte do clique começa um teste do qual o candidato raramente está ciente. Muitos vazios pensam que os testes pelos quais passam ao entrar num clique servem para provar seu poder mais isso é apenas uma mera formalidade na maioria dos casos. Uma tradição apenas. Todos os presentes já sabem se o candidato vai ou não ser aceito e provavelmente irá, pois chegou a ser chamado.

Como conselho de amiga, tome cuidado com clique que buscam algum objetivo em especial. Mesmo entre nós existem aqueles que procuram algum objetivo maior em suas vidas, e estes clique normalmente se tornam vulneráveis. Qualquer um que possa ajudar na causa é aceito e essa política normalmente leva a inclusão de espiões tecnocratas e nefandi. Sabe, outro grupo que você deve evitar são os clique muito fechados. Se os testes forem muito difíceis ou os membros muito fechados sinal que algo está errado. A tecnocracia pode estar vigiando esse clique ou qualquer outro inimigo está preocupando-o. Na pior das hipóteses pode estar havendo corrupção por parte de nefandi. Não são poucas as histórias de círculos que após serem tomadas por um líder nefandi se tornaram fechados para que ninguém interrompesse o processo de corrupção que o decaído impunha a eles.

Carter lia lentamente a carta interceptada pela agencia de monitoramento no correio. O material seria bastante útil para se controlar os movimentos deste grupo de divergentes. Desde o último simpósio ocorrido em Manhatan ele estava encarregado de monitorar a chegada dos sobreviventes do desastre de hong Kong e, aos poucos, começava a perceber uma estreita ligação entre eles e um grupo de jovens divergentes. Relatos mostravam que talvez existisse uma congregação ali por perto. Uma "capela" de poder considerável bem debaixo dos olhos atentos da união.

Nesse momento ele odiava a série de protocolos investigativos que eram colocados na frente de sua busca. Se ele pudesse fazer contato mais direto com o seu alvo tinha certeza que seria perfeitamente capaz de achar provas o suficiente para mover uma ação contra os magos. Ele iria tentar por conta própria, se sua convenção, a NOM, não iria lhe dar apoio ele faria por ele mesmo. Não deixaria que dissidentes continuassem a criar intriga entre jovens como tinham feito alguns anos atrás em Baycity.

Além do mais, com visita do VPO da América do norte ele teria bastante espaço para agir por baixo dos panos. Um ataque não seria boa idéia, mas para se chegar perto...não havia ocasião mais propícia. Só esperava que tivesse sorte. Mais sorte que da última vez...

local original: Page of Mirrors
nome original: Dentro dos Vazios
autor(es): Kaworu Naguisa
tradutor(es):

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